O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Doris Day, de seu verdadeiro nome Doris Mary Ann von Kappelhoff, dançarina, cantora, actriz e produtora norte-americana, nasceu em Cincinnati no dia 3 de Abril de 1922.

Doris brilhou em “Calamity Jane” (1953), e cantou “Secret Love”. Outro êxito foi “Ama-me ou Esquece-me” que fez com James Cagney em 1955 e em que cantou um extenso rol de canções românticas, ao interpretar a vida de uma cantora. Nos anos 1960 fez sucesso em várias comédias românticas, ao lado sobretudo de Rock Hudson e Gari Grant. Entrou em mais de quarenta filmes, tendo gravado também vários discos entre 1947 e 1967. Em 1968 parou de fazer cinema e continuou a sua carreira na televisão, como muitos actores da sua geração.

Em 1975 publicou a autobiografia “Doris Day, a sua própria história”. Foi casada quatro vezes e teve um filho Terry Melcher que faleceu em 2004. 

PUBLICADO digitalblueradio às 19:00 | LINK DO POST
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"Never Tear Us Apart" é um single lançado pelo grupo australiano INXS, em Agosto de 1988, pertencendo ao sexto albúm da banda, Kick. Após sua morte, em 1997, o caixão de Michael Hutchence foi carregado até à St. Andrews Cathedral pelos restantes membros dos INXS e pelo irmão mais novo, Rhett, enquanto a "Never Tear Us Apart" era tocada como acompanhamento.
PUBLICADO digitalblueradio às 14:32 | LINK DO POST
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"Never Tear Us Apart" é um single lançado pelo grupo australiano INXS, em Agosto de 1988, pertencendo ao sexto albúm da banda, Kick. Após sua morte, em 1997, o caixão de Michael Hutchence foi carregado até à St. Andrews Cathedral pelos restantes membros dos INXS e pelo irmão mais novo, Rhett, enquanto a "Never Tear Us Apart" era tocada como acompanhamento.
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"Never Tear Us Apart" é um single lançado pelo grupo australiano INXS, em Agosto de 1988, pertencendo ao sexto albúm da banda, Kick. Após sua morte, em 1997, o caixão de Michael Hutchence foi carregado até à St. Andrews Cathedral pelos restantes membros dos INXS e pelo irmão mais novo, Rhett, enquanto a "Never Tear Us Apart" era tocada como acompanhamento.
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Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches, diplomata português, faleceu em Lisboa no dia 3 de Abril de 1954. 
Nasceu em Cabanas de Viriato, a 19 de Julho de 1885. 
Cônsul de Portugal em Bordéus quando da invasão da França pela Alemanha nazi, desafiou ordens expressas do Ministro dos Negócios Estrangeiros, António de Oliveira Salazar e concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir de França. 
Aristides de Sousa Mendes salvou assim do Holocausto milhares de pessoas. Aristides instalara-se em Lisboa em 1907, após se ter licenciado em Direito na Universidade de Coimbra, enveredando então pela carreira diplomática. Ocupou diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora, entre elas: Zanzibar, Brasil e Estados Unidos da América. Em 1929 foi nomeado Cônsul-geral em Antuérpia, cargo que ocupou até 1938. O seu empenho na promoção da imagem de Portugal não passara despercebido. Foi condecorado por duas vezes por Leopoldo III, rei da Bélgica, que o fez oficial da Ordem de Leopoldo e comendador da Ordem da Coroa, a mais alta condecoração belga. Depois de quase dez anos de serviço na Bélgica, Salazar nomeou-o Cônsul em Bordéus, lugar que ainda ocupava quando deflagrou a Segunda Guerra Mundial e as tropas de Hitler avançaram rapidamente sobre a França.
Através de uma circular, Salazar ordenou aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusassem conceder vistos às seguintes categorias de pessoas: «estrangeiros de nacionalidade indefinida, contestada ou em litígio; apátridas; judeus…». Entretanto, o governo francês refugiou-se temporariamente em Bordéus, fugindo de Paris antes da chegada das tropas alemãs. Milhares de refugiados, que fugiam do avanço nazi, dirigiram-se igualmente para aquela cidade. Muitos deles afluíram ao consulado português, desejando obter um visto de entrada em Portugal ou para os Estados Unidos.
Em Junho de 1940, Aristides decidiu conceder vistos a todos os que o pedissem. Com a ajuda dos filhos, de sobrinhos e do rabino Kruger, carimbou passaportes e assinou vistos. Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, terá dito: «Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus».
 Aristides com a familia
 
Visto que Salazar tomara medidas contra ele, Aristides continuou a sua actividade em Baiona, no escritório de um vice-cônsul estupefacto e na presença de dois funcionários fiéis a Salazar. Em Junho de 1940, a França pediu um armistício à Alemanha nazi. Mesmo a caminho de Hendaye, Aristides continuou a emitir vistos para os refugiados que se cruzavam com ele a caminho da fronteira, apesar de Salazar o ter demitido das suas funções de cônsul. Aristides, de volta a Portugal, foi punido pelo governo de Salazar, que o privou das suas funções por um ano, diminuindo em metade o seu salário, antes de o reformar. Para além disso, Sousa Mendes perdeu o direito de exercer a profissão de advogado. A sua carta de condução, emitida no estrangeiro, também lhe foi retirada.
 A casa de Sousa Mendes
 O cônsul demitido e a sua família, bastante numerosa, sobreviveram graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa, que facilitou a alguns dos seus filhos os estudos nos Estados Unidos. Dois deles, aliás, participaram no desembarque da Normandia. Ele frequentava, juntamente com familiares, a cantina da assistência judaica internacional. Em 1945 Salazar felicitou-o hipocritamente por Portugal ter ajudado os refugiados, recusando-se no entanto a reintegrar Sousa Mendes no corpo diplomático. A sua miséria viria a ser ainda maior: venda de bens, morte da esposa em 1948 e emigração dos filhos. Aristides de Sousa Mendes faleceu muito pobre, no Hospital dos Franciscanos em Lisboa. Não possuindo um fato próprio, foi enterrado com um hábito franciscano.
Em 1966, o Memorial do Holocausto, situado em Jerusalém, prestou-lhe homenagem atribuindo-lhe o título de “Justo entre as nações”. Já em 1961, haviam sido plantadas vinte árvores em sua memória nos terrenos do Museu Yad Vashem.
Em 1987, dezassete anos após a morte de Salazar, a República Portuguesa iniciou o processo de reabilitação de Aristides de Sousa Mendes, condecorando-o com a Ordem da Liberdade. A sua família recebeu desculpas públicas. Em 1994 o presidente português Mário Soares descerrou em Bordéus um busto em sua homenagem e uma placa comemorativa colocada no prédio em que funcionava o consulado em 1940. Em 1995 a Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses criou um prémio anual com o seu nome. Em 1998 a República Portuguesa, na prossecução do processo de reabilitação oficial da memória de Aristides de Sousa Mendes, condecorou-o com a Cruz de Mérito a título póstumo. 

Deixo a terminar o retrato deste homem, 
retirado de " Os Grandes Portugueses "
Vale a pena ver e conhecer Aristides de Sousa Mendes








PUBLICADO digitalblueradio às 11:52 | LINK DO POST
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George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906 e faleceu em Lisboa a 3 de Abril de 1994, foi filósofo, poeta e ensaísta português. Agostinho da Silva viveu em Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), até aos 6 anos, regressando depois ao Porto, onde inicia os estudos na Escola Primária de São Nicolau em 1912, ingressando em 1914 na Escola Industrial Mouzinho da Silveira e completando os estudos secundários no Liceu Rodrigues de Freitas, de 1916 a 1924.

Dono de um percurso académico notável, de 1924 a 1928, cursou Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Após concluir a licenciatura começa a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938. Em 1929, com apenas 23 anos, defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de "O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas", doutorando-se "com louvor". Em 1931 parte como bolseiro para Paris, onde estuda na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, leciona no ensino secundário em Aveiro até ao ano de 1935, altura em que é demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas. No mesmo ano, consegue uma bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid. Em 1936 regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola. Cria o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publica Iniciação: cadernos de informação cultural. É preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte (1944) em direcção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo conduzido por Salazar.

Em 1947 instala-se definitivamente no Brasil, onde viveu até 1969. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensinando simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba (em João Pessoa) e também em Pernambuco. Em 1954, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais, e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro Brasileiro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador (Bahia).

Regressa a Portugal em 1969, após a doença de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, que deu origem a alguma abertura política e cultural do regime. Desde aí continuou a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões). Em 1990, a RTP1 emitiu uma série de treze entrevistas com o professor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias. Faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994. Deixo aqui " Conversas Vadias ", Herman José á conversa com o professor, excelente, vejam.
Uma das vozes mais activas do pensamento do século XX, em terras Lusítanas.

Que memória curta, reservam os nossos políticos e "Homens-Fortes", visto que, até hoje -salvo uma ou outra palestra- não ter havido qualquer enaltecimento à figura de Prof. Agostinho da Silva.


Um documentário sobre o próprio, intitulado "Agostinho da Silva: um pensamento vivo", foi realizado por João Rodrigues Mattos e lançado pela Alfândega Filmes em 2004. Agostinho da Silva é referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. 
Portugal e os portugueses devem uma homenagem a este homem
O professor elevou o nome de Portugal além fronteiras.
Um dos mais notáveis filósofos da nossa História.
Agostinho da Silva foi dos mais paradoxais pensadores portugueses
"Não sou um ortodoxo nem um heterodoxo. Sou um paradoxo." Agostinho da Silva
"Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império." 
Agostinho da Silva
Ele ensinava a liberdade de pensamento 
Agostinho da Silva (1906-1994) ficou em 21º lugar na votação do programa da RTP "Os Grandes Portugueses", na qual os portugueses elegeram as maiores figuras nacionais de sempre. É um dos mais notáveis filósofos da nossa História.
PUBLICADO digitalblueradio às 10:37 | LINK DO POST
George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906 e faleceu em Lisboa a 3 de Abril de 1994, foi filósofo, poeta e ensaísta português. Agostinho da Silva viveu em Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), até aos 6 anos, regressando depois ao Porto, onde inicia os estudos na Escola Primária de São Nicolau em 1912, ingressando em 1914 na Escola Industrial Mouzinho da Silveira e completando os estudos secundários no Liceu Rodrigues de Freitas, de 1916 a 1924.

Dono de um percurso académico notável, de 1924 a 1928, cursou Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Após concluir a licenciatura começa a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938. Em 1929, com apenas 23 anos, defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de "O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas", doutorando-se "com louvor". Em 1931 parte como bolseiro para Paris, onde estuda na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, leciona no ensino secundário em Aveiro até ao ano de 1935, altura em que é demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas. No mesmo ano, consegue uma bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid. Em 1936 regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola. Cria o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publica Iniciação: cadernos de informação cultural. É preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte (1944) em direcção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo conduzido por Salazar.

Em 1947 instala-se definitivamente no Brasil, onde viveu até 1969. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensinando simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba (em João Pessoa) e também em Pernambuco. Em 1954, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais, e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro Brasileiro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador (Bahia).

Regressa a Portugal em 1969, após a doença de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, que deu origem a alguma abertura política e cultural do regime. Desde aí continuou a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões). Em 1990, a RTP1 emitiu uma série de treze entrevistas com o professor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias. Faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994. Deixo aqui " Conversas Vadias ", Herman José á conversa com o professor, excelente, vejam.
Uma das vozes mais activas do pensamento do século XX, em terras Lusítanas.

Que memória curta, reservam os nossos políticos e "Homens-Fortes", visto que, até hoje -salvo uma ou outra palestra- não ter havido qualquer enaltecimento à figura de Prof. Agostinho da Silva.


Um documentário sobre o próprio, intitulado "Agostinho da Silva: um pensamento vivo", foi realizado por João Rodrigues Mattos e lançado pela Alfândega Filmes em 2004. Agostinho da Silva é referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. 
Portugal e os portugueses devem uma homenagem a este homem
O professor elevou o nome de Portugal além fronteiras.
Um dos mais notáveis filósofos da nossa História.
Agostinho da Silva foi dos mais paradoxais pensadores portugueses
"Não sou um ortodoxo nem um heterodoxo. Sou um paradoxo." Agostinho da Silva
"Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império." 
Agostinho da Silva
Ele ensinava a liberdade de pensamento 
Agostinho da Silva (1906-1994) ficou em 21º lugar na votação do programa da RTP "Os Grandes Portugueses", na qual os portugueses elegeram as maiores figuras nacionais de sempre. É um dos mais notáveis filósofos da nossa História.
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George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto a 13 de Fevereiro de 1906 e faleceu em Lisboa a 3 de Abril de 1994, foi filósofo, poeta e ensaísta português. Agostinho da Silva viveu em Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), até aos 6 anos, regressando depois ao Porto, onde inicia os estudos na Escola Primária de São Nicolau em 1912, ingressando em 1914 na Escola Industrial Mouzinho da Silveira e completando os estudos secundários no Liceu Rodrigues de Freitas, de 1916 a 1924.

Dono de um percurso académico notável, de 1924 a 1928, cursou Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. Após concluir a licenciatura começa a escrever para a revista Seara Nova, colaboração que manteve até 1938. Em 1929, com apenas 23 anos, defende a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de "O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas", doutorando-se "com louvor". Em 1931 parte como bolseiro para Paris, onde estuda na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, leciona no ensino secundário em Aveiro até ao ano de 1935, altura em que é demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas. No mesmo ano, consegue uma bolsa do Ministério das Relações Exteriores de Espanha e vai estudar para o Centro de Estudos Históricos de Madrid. Em 1936 regressa a Portugal devido à iminência da Guerra Civil Espanhola. Cria o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939, e em 1940 publica Iniciação: cadernos de informação cultural. É preso pela polícia política em 1943, abandonando o país no ano seguinte (1944) em direcção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo conduzido por Salazar.

Em 1947 instala-se definitivamente no Brasil, onde viveu até 1969. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensinando simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba (em João Pessoa) e também em Pernambuco. Em 1954, ajuda a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. É um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina, cria o Centro de Estudos Afro-Orientais, e ensina Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro Brasileiro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, cria a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealiza o Museu do Atlântico Sul em Salvador (Bahia).

Regressa a Portugal em 1969, após a doença de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, que deu origem a alguma abertura política e cultural do regime. Desde aí continuou a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões). Em 1990, a RTP1 emitiu uma série de treze entrevistas com o professor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias. Faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994. Deixo aqui " Conversas Vadias ", Herman José á conversa com o professor, excelente, vejam.
Uma das vozes mais activas do pensamento do século XX, em terras Lusítanas.

Que memória curta, reservam os nossos políticos e "Homens-Fortes", visto que, até hoje -salvo uma ou outra palestra- não ter havido qualquer enaltecimento à figura de Prof. Agostinho da Silva.


Um documentário sobre o próprio, intitulado "Agostinho da Silva: um pensamento vivo", foi realizado por João Rodrigues Mattos e lançado pela Alfândega Filmes em 2004. Agostinho da Silva é referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. 
Portugal e os portugueses devem uma homenagem a este homem
O professor elevou o nome de Portugal além fronteiras.
Um dos mais notáveis filósofos da nossa História.
Agostinho da Silva foi dos mais paradoxais pensadores portugueses
"Não sou um ortodoxo nem um heterodoxo. Sou um paradoxo." Agostinho da Silva
"Restaurar a criança em nós, e em nós a coroarmos imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império." 
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Ele ensinava a liberdade de pensamento 
Agostinho da Silva (1906-1994) ficou em 21º lugar na votação do programa da RTP "Os Grandes Portugueses", na qual os portugueses elegeram as maiores figuras nacionais de sempre. É um dos mais notáveis filósofos da nossa História.
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