O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
 
" Faça-se ao mar a gaivota e leve a boa nova em sua anilha/Que enfim, na última derrota,/A nau sem leme achou a ilha "
 
Mais novos que a Madeira, os Açores, devem o seu nome a uma    ave comum no arquipélago conhecida como " açor ". 
 No extremo Sudeste do arquipélago, está Santa Maria, ou a ilha de Gonçalo Velho, a primeira a ser descoberta e povoada.
No extremo Noroeste, vê-se o Corvo  
Noutra ponta, São Miguel, uma ilha de mil encantos

Flores  
 
  No  coração do arquipélago, situa-se a Terceira  
 
           São Jorge, onde se come o belo queijo da ilha e 
se apreciam  as ricas fajãs.  
Na Graciosa, os seus vinhos e a furna de enxofre  
 
A ilha do Pico  
 
 Faial  
 
Nove ilhas neste arquipélago, qual delas a mais encantadora.  
Mas vamos a um pouco de história
O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre este facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheceriam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme e comprove tal facto.  
O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, nesta altura as ilhas das Flores e do Corvo ainda não tinham sido descobertas, o que aconteceria apenas cerca de 1450, por obra de Diogo de Teive. Entretanto, o Infante D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, mandou povoar a ilha de Santa Maria. Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo e do Minho, desde logo e dada a necessidade de defesa das pessoas, da manutenção de uma posição estratégica portuguesa no meio do Atlântico e da imensa riqueza que por esta terra passava vinda do Império Português e mais tarde também do Império Espanhol, as ilhas Açoreanas foram fortemente fortificadas.
 
Nos Açores e como forma de sustentabilidade muitas foram as tentativas de produção e comercialização, mas nos finais de 1700, regista-se o início de uma das mais expressivas e emblemáticas actividades económicas açoreanas: a caça ao cachalote e a outros cetáceos. Na ilha de São Miguel, tanto a produção de chá como a produção do tabaco, revelar-se-iam muito importantes para a economia da ilha.
 As regiões autónomas foram consagradas na Constituição Portuguesa de 1976. Mas regressemos á realidade.
A Terceira e São Miguel, são as ilhas com maior densidade citadina, Angra e Ponta Delgada, misturam o rural e o urbano, a bahia de Angra, uma espécie de abrigo natural para os viajantes. Quem passar por aqui não pode deixar de apreciar o relógio da Matriz que olha o Atlântico, o Senhor Santo Cristo dos Milagres, recolhido na sua dor de esperança, invoca-lhe a religiosidade. Os jardins e palácios , a beleza natural dos Açores. 
Elevada a cidade, por carta régia de D. João III,  Ponta Delgada deixa de ser apenas um pequeno aglomerado á beira-mar plantado e foi-se afirmando, já não é uma simples vila piscatória, mas a maior cidade dos Açores.  A cidade da Horta conserva o seu encanto,  a marina, ancoradouro de esperanças e de histórias que o mar trouxe á terra, o famoso Peter Café Sport, um dos ex-libris da cidade mais atlântica dos Açores.  
 
Angra do Heroismo agarra ferverosamente as suas tradições, as sã-joaninas são um exemplo, as ruas ficam engalanadas para os festejos, canta-se e dança-se até de madrugada no cerrado do bailão, as esplanadas da praça velha enchem-se de gente e as touradas ditam o ritmo entre os dias e as noites.  
 
Os açores em todo o seu esplêndor   
Quem passar pelos Açores não pode deixar de conhecer as suas lendas. Um dos locais mais belos desta Ilha é a Lagoa das Sete Cidades.
Reza a lenda que quando os árabes vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental. Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades. 
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada "Nossa Senhora da Penha de França", com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada. A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais. 
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar. Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira central do seu vulcão mais emblemático o nome da terra lendária de Sete Cidades. Ainda hoje, por vezes, a caldeira e o seu gigantesco vulcão vivem no mundo das nuvens. Quem chega ao Miradouro da Vista do Rei, num dos rebordos da caldeira, tem uma visão deslumbrante do Vale das Sete Cidades, que por vezes aparece e desaparece nas nuvens e nevoeiros. É uma região onde as nuvens pairam, entre o céu e a terra. A luz por vezes parece difusa envolta numa névoa de estranho mistério.
  Fernando Pessoa chamou-lhes " Ilhas Afortunadas "  
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.

E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar.
(Fernando Pessoa)
  
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" Faça-se ao mar a gaivota e leve a boa nova em sua anilha/Que enfim, na última derrota,/A nau sem leme achou a ilha "
 
Mais novos que a Madeira, os Açores, devem o seu nome a uma    ave comum no arquipélago conhecida como " açor ". 
 No extremo Sudeste do arquipélago, está Santa Maria, ou a ilha de Gonçalo Velho, a primeira a ser descoberta e povoada.
No extremo Noroeste, vê-se o Corvo  
Noutra ponta, São Miguel, uma ilha de mil encantos

Flores  
 
  No  coração do arquipélago, situa-se a Terceira  
 
           São Jorge, onde se come o belo queijo da ilha e 
se apreciam  as ricas fajãs.  
Na Graciosa, os seus vinhos e a furna de enxofre  
 
A ilha do Pico  
 
 Faial  
 
Nove ilhas neste arquipélago, qual delas a mais encantadora.  
Mas vamos a um pouco de história
O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre este facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheceriam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme e comprove tal facto.  
O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, nesta altura as ilhas das Flores e do Corvo ainda não tinham sido descobertas, o que aconteceria apenas cerca de 1450, por obra de Diogo de Teive. Entretanto, o Infante D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, mandou povoar a ilha de Santa Maria. Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo e do Minho, desde logo e dada a necessidade de defesa das pessoas, da manutenção de uma posição estratégica portuguesa no meio do Atlântico e da imensa riqueza que por esta terra passava vinda do Império Português e mais tarde também do Império Espanhol, as ilhas Açoreanas foram fortemente fortificadas.
 
Nos Açores e como forma de sustentabilidade muitas foram as tentativas de produção e comercialização, mas nos finais de 1700, regista-se o início de uma das mais expressivas e emblemáticas actividades económicas açoreanas: a caça ao cachalote e a outros cetáceos. Na ilha de São Miguel, tanto a produção de chá como a produção do tabaco, revelar-se-iam muito importantes para a economia da ilha.
 As regiões autónomas foram consagradas na Constituição Portuguesa de 1976. Mas regressemos á realidade.
A Terceira e São Miguel, são as ilhas com maior densidade citadina, Angra e Ponta Delgada, misturam o rural e o urbano, a bahia de Angra, uma espécie de abrigo natural para os viajantes. Quem passar por aqui não pode deixar de apreciar o relógio da Matriz que olha o Atlântico, o Senhor Santo Cristo dos Milagres, recolhido na sua dor de esperança, invoca-lhe a religiosidade. Os jardins e palácios , a beleza natural dos Açores. 
Elevada a cidade, por carta régia de D. João III,  Ponta Delgada deixa de ser apenas um pequeno aglomerado á beira-mar plantado e foi-se afirmando, já não é uma simples vila piscatória, mas a maior cidade dos Açores.  A cidade da Horta conserva o seu encanto,  a marina, ancoradouro de esperanças e de histórias que o mar trouxe á terra, o famoso Peter Café Sport, um dos ex-libris da cidade mais atlântica dos Açores.  
 
Angra do Heroismo agarra ferverosamente as suas tradições, as sã-joaninas são um exemplo, as ruas ficam engalanadas para os festejos, canta-se e dança-se até de madrugada no cerrado do bailão, as esplanadas da praça velha enchem-se de gente e as touradas ditam o ritmo entre os dias e as noites.  
 
Os açores em todo o seu esplêndor   
Quem passar pelos Açores não pode deixar de conhecer as suas lendas. Um dos locais mais belos desta Ilha é a Lagoa das Sete Cidades.
Reza a lenda que quando os árabes vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental. Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades. 
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada "Nossa Senhora da Penha de França", com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada. A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais. 
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar. Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira central do seu vulcão mais emblemático o nome da terra lendária de Sete Cidades. Ainda hoje, por vezes, a caldeira e o seu gigantesco vulcão vivem no mundo das nuvens. Quem chega ao Miradouro da Vista do Rei, num dos rebordos da caldeira, tem uma visão deslumbrante do Vale das Sete Cidades, que por vezes aparece e desaparece nas nuvens e nevoeiros. É uma região onde as nuvens pairam, entre o céu e a terra. A luz por vezes parece difusa envolta numa névoa de estranho mistério.
  Fernando Pessoa chamou-lhes " Ilhas Afortunadas "  
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.

E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar.
(Fernando Pessoa)
  
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" Faça-se ao mar a gaivota e leve a boa nova em sua anilha/Que enfim, na última derrota,/A nau sem leme achou a ilha "
 
Mais novos que a Madeira, os Açores, devem o seu nome a uma    ave comum no arquipélago conhecida como " açor ". 
 No extremo Sudeste do arquipélago, está Santa Maria, ou a ilha de Gonçalo Velho, a primeira a ser descoberta e povoada.
No extremo Noroeste, vê-se o Corvo  
Noutra ponta, São Miguel, uma ilha de mil encantos

Flores  
 
  No  coração do arquipélago, situa-se a Terceira  
 
           São Jorge, onde se come o belo queijo da ilha e 
se apreciam  as ricas fajãs.  
Na Graciosa, os seus vinhos e a furna de enxofre  
 
A ilha do Pico  
 
 Faial  
 
Nove ilhas neste arquipélago, qual delas a mais encantadora.  
Mas vamos a um pouco de história
O descobrimento do arquipélago dos Açores, tal como o da Madeira, é uma das questões mais controversas da história dos Descobrimentos. Entre as várias teorias sobre este facto, algumas assentam na apreciação de vários mapas genoveses produzidos desde 1351, os quais levam os historiadores a afirmar que já se conheceriam aquelas ilhas aquando do regresso das expedições às ilhas Canárias realizadas cerca de 1340-1345, no reinado de Afonso IV de Portugal. Outras referem que o descobrimento das primeiras ilhas (São Miguel, Santa Maria, Terceira) foi efectuado por marinheiros ao serviço do Infante D. Henrique, embora não haja qualquer documento escrito que por si só confirme e comprove tal facto.  
O que se sabe concretamente é que Gonçalo Velho chegou à ilha de Santa Maria em 1431, nesta altura as ilhas das Flores e do Corvo ainda não tinham sido descobertas, o que aconteceria apenas cerca de 1450, por obra de Diogo de Teive. Entretanto, o Infante D. Henrique, com o apoio da sua irmã D. Isabel de Portugal, Duquesa da Borgonha, mandou povoar a ilha de Santa Maria. Os portugueses começaram a povoar as ilhas por volta 1432, oriundos principalmente do Algarve, do Alentejo e do Minho, desde logo e dada a necessidade de defesa das pessoas, da manutenção de uma posição estratégica portuguesa no meio do Atlântico e da imensa riqueza que por esta terra passava vinda do Império Português e mais tarde também do Império Espanhol, as ilhas Açoreanas foram fortemente fortificadas.
 
Nos Açores e como forma de sustentabilidade muitas foram as tentativas de produção e comercialização, mas nos finais de 1700, regista-se o início de uma das mais expressivas e emblemáticas actividades económicas açoreanas: a caça ao cachalote e a outros cetáceos. Na ilha de São Miguel, tanto a produção de chá como a produção do tabaco, revelar-se-iam muito importantes para a economia da ilha.
 As regiões autónomas foram consagradas na Constituição Portuguesa de 1976. Mas regressemos á realidade.
A Terceira e São Miguel, são as ilhas com maior densidade citadina, Angra e Ponta Delgada, misturam o rural e o urbano, a bahia de Angra, uma espécie de abrigo natural para os viajantes. Quem passar por aqui não pode deixar de apreciar o relógio da Matriz que olha o Atlântico, o Senhor Santo Cristo dos Milagres, recolhido na sua dor de esperança, invoca-lhe a religiosidade. Os jardins e palácios , a beleza natural dos Açores. 
Elevada a cidade, por carta régia de D. João III,  Ponta Delgada deixa de ser apenas um pequeno aglomerado á beira-mar plantado e foi-se afirmando, já não é uma simples vila piscatória, mas a maior cidade dos Açores.  A cidade da Horta conserva o seu encanto,  a marina, ancoradouro de esperanças e de histórias que o mar trouxe á terra, o famoso Peter Café Sport, um dos ex-libris da cidade mais atlântica dos Açores.  
 
Angra do Heroismo agarra ferverosamente as suas tradições, as sã-joaninas são um exemplo, as ruas ficam engalanadas para os festejos, canta-se e dança-se até de madrugada no cerrado do bailão, as esplanadas da praça velha enchem-se de gente e as touradas ditam o ritmo entre os dias e as noites.  
 
Os açores em todo o seu esplêndor   
Quem passar pelos Açores não pode deixar de conhecer as suas lendas. Um dos locais mais belos desta Ilha é a Lagoa das Sete Cidades.
Reza a lenda que quando os árabes vieram do Norte de África para levar a cabo a invasão muçulmana da Península Ibérica, sete bispos cristãos que viviam no norte peninsular, algures pelos arredores de Portucale, tiveram de fugir à horda invasora. Partiram para o mar em busca da lendária e remota ilha Antília, ou Ilha das Sete Cidades, que segundo uma lenda já antiga nesses tempos, existia algures no Grande Mar Oceano Ocidental. Dessa partida mais ou menos precipitada ficou o registo na linguagem popular, ao ponto de séculos mais tarde, já depois da Reconquista cristã, os reis de Portugal terem manifestado o desejo de alcançar essa ilha perdida no mar. Dizia-se que para os lados do Oriente ficava o reino do Preste João, e para o Ocidente, no Grande Mar Ocidental ficava a ilha de Antília ou Ilha das Sete Cidades. 
Do medieval reino de Portugal partiu um dia uma caravela denominada "Nossa Senhora da Penha de França", com o objectivo de um dia encontrar essa lendária ilha perdida e para muitos encantada. A caravela navegou para Ocidente durante muito tempo, passou por grandes ondas e peixes gigantes, calmarias e tempestades. E foi depois de uma dessas tempestades, depois do desanuviar dos nevoeiros que se lhes deparou uma ilha no horizonte. Rapidamente rumaram para a nova terra avistada e pouco depois aportaram numa terra maravilhosa, coberta de verdes sem fim e de azuis celestiais. 
A caravela esteve fundeada por três dias, os marinheiros desembarcaram e com eles três frades que procuraram estabelecer relações com o monarca da ilha. Visitaram palácios, florestas, rios e lagos, e estudaram os costumes dos locais. Escutaram e aprenderam a linguagem dos habitantes, por sinal muito parecida com a que se falava no Portugal de então.
No final dos três dias de estadia em terra, os três frades e todos os marinheiros voltaram para a caravela com o objectivo de voltar ao reino de Portugal a contar ao rei a nova descoberta. No entanto, mal se começaram a afastar da costa a ilha foi repentinamente envolta por brumas, e como que por encanto desapareceu no mar. Depois de narrados os acontecimentos ao rei português, este mandou uma embaixada para estabelecer relações com a nova ilha e não a encontraram. Foram feitas muitas buscas durante muitos séculos, até que um dia como que por encanto a ilha se deparou novamente às caravelas portuguesas. Estranhamente, encontrava-se desabitada, pelo que foi ocupada pelos portugueses, que deram à caldeira central do seu vulcão mais emblemático o nome da terra lendária de Sete Cidades. Ainda hoje, por vezes, a caldeira e o seu gigantesco vulcão vivem no mundo das nuvens. Quem chega ao Miradouro da Vista do Rei, num dos rebordos da caldeira, tem uma visão deslumbrante do Vale das Sete Cidades, que por vezes aparece e desaparece nas nuvens e nevoeiros. É uma região onde as nuvens pairam, entre o céu e a terra. A luz por vezes parece difusa envolta numa névoa de estranho mistério.
  Fernando Pessoa chamou-lhes " Ilhas Afortunadas "  
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.

E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
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Fernando Maurício nasceu na Mouraria, Lisboa a 21 de Novembro de 1933 e morreu a 15 de Julho de 2003. Detentor de uma voz genuína e arreigado às suas raízes lisboetas, é considerado por muitos conhecedores da especialidade como o maior fadista da sua geração.

Corria o ano de 1933, quando no dia 21 de Novembro, nasceu na Rua do Capelão, no coração do Bairro da Mouraria, Fernando da Silva Maurício. Provinha de uma família centenária daquele bairro. Com apenas oito anos começou a cantar numa taberna da rua onde morava, “O Chico da Severa”, onde também os fadistas se juntavam, após as festas de beneficência onde participavam. Fernando Maurício na sua infância fugia de casa dos pais e ia para a taberna, onde os artistas iam cantar.  
O "Fado" era o seu bairro, revelando desde cedo dotes para o mundo do espectáculo, foi com apenas treze anos, em 1947, que se sagrou em terceiro lugar no concurso "João Maria dos Anjos", organizado no "Café Latino". Nessa altura, obteve uma autorização a título excepcional da Inspecção de Espectáculos, e pôde assim dar início à sua actividade musical a nível profissional.

Ainda em 1947 participa na "Marcha Infantil da Mouraria", no papel de Conde de Vimioso ao lado de Clotilde Monteiro como Severa. Por esta altura trabalhava como manufactor de calçado.

Contratado pelo empresário José Miguel, cantou regularmente durante um período de três anos, aos fins-de-semana, nas casas por ele exploradas, nomeadamente "Café Latino", "o Retiro dos Marialvas", "o Vera Cruz" e "o Casablanca" no Parque Mayer. No entanto, quando contava dezassete anos resolveu interromper a actividade, que só retomou em 1954, no "Café Luso", no Bairro Alto. Aqui, actuou já profissionalizado, bem como, na "Adega Machado" e na casa típica "O Faia".

Nos anos 60 e 70 foi a vez de outras casas de fado de Lisboa, como a "Nau Catrineta", a "Kaverna", "o Poeta", a "Taverna d’El Rey" e novamente, o "Café Luso". Estas casas conquistaram novos públicos com as actuações de Fernando Maurício que seria apelidado de "Rei do Fado". Nos anos 80 começou a actuar na "Adega Mesquita". São vários os fados que Fernando Maurício celebrizou. Entre eles a "Igreja de Santo Estêvão", com composição de Gabriel Oliveira e Joaquim Campos.
Fernando Maurício cantou em programas de fados na Emissora Nacional e participou nos primeiros programas da RTP experimental. Mauricio preferia cantar em festas de beneficência e solidariedade, por todo o país, não se preocupando muito com uma carreira discográfica. Apesar de tudo, gravou discos, dos quais se contam, para além dos fados com Francisco Martinho e da participação em várias colectâneas de fados: "De Corpo e Alma sou Fadista", 1984
"Tantos Fados deu-me a Vida", 1995
 "Os 21 Fados do Rei", 1997
"O Melhor dos Melhores", 1997
"Clássicos da Renascença", 2000
Fernando Mauricio continuou sempre ligado ao bairro da Mouraria, ao "Grupo Desportivo da Mouraria", bem como, à marcha do bairro, aos seus amigos de juventude, aos jogos de futebol, da Laranjinha, às cantorias e aos bailaricos. Embora fosse alfacinha a sua mãe era do Porto da freguesia do Bonfim, Mauricio ao longo da sua carreira recebeu vários prémios e em 2001, no Coliseu, foi agraciado pelo Presidente da República, com a "Comenda da Ordem de Mérito". Mauricio era avesso a homenagens mas em 1989, Amália descerrou na rua onde nasceu duas lápides evocativas das vozes do fado emblemáticas deste bairro: "Maria Severa Onofriana" e "Fernando da Silva Maurício". Fernando Mauricio faleceu a 15 de Julho de 2003 em Lisboa. O coração do fadista que chora, canta e sofre parou, mas os seus fados continuam a ser ouvidos. A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem ao atribuir o seu nome a uma rua de Lisboa, na freguesia de Marvila. 
FERNANDO MAURICIO - O REI DO FADO
PUBLICADO digitalblueradio às 15:28 | LINK DO POST
Fernando Maurício nasceu na Mouraria, Lisboa a 21 de Novembro de 1933 e morreu a 15 de Julho de 2003. Detentor de uma voz genuína e arreigado às suas raízes lisboetas, é considerado por muitos conhecedores da especialidade como o maior fadista da sua geração.

Corria o ano de 1933, quando no dia 21 de Novembro, nasceu na Rua do Capelão, no coração do Bairro da Mouraria, Fernando da Silva Maurício. Provinha de uma família centenária daquele bairro. Com apenas oito anos começou a cantar numa taberna da rua onde morava, “O Chico da Severa”, onde também os fadistas se juntavam, após as festas de beneficência onde participavam. Fernando Maurício na sua infância fugia de casa dos pais e ia para a taberna, onde os artistas iam cantar.  
O "Fado" era o seu bairro, revelando desde cedo dotes para o mundo do espectáculo, foi com apenas treze anos, em 1947, que se sagrou em terceiro lugar no concurso "João Maria dos Anjos", organizado no "Café Latino". Nessa altura, obteve uma autorização a título excepcional da Inspecção de Espectáculos, e pôde assim dar início à sua actividade musical a nível profissional.

Ainda em 1947 participa na "Marcha Infantil da Mouraria", no papel de Conde de Vimioso ao lado de Clotilde Monteiro como Severa. Por esta altura trabalhava como manufactor de calçado.

Contratado pelo empresário José Miguel, cantou regularmente durante um período de três anos, aos fins-de-semana, nas casas por ele exploradas, nomeadamente "Café Latino", "o Retiro dos Marialvas", "o Vera Cruz" e "o Casablanca" no Parque Mayer. No entanto, quando contava dezassete anos resolveu interromper a actividade, que só retomou em 1954, no "Café Luso", no Bairro Alto. Aqui, actuou já profissionalizado, bem como, na "Adega Machado" e na casa típica "O Faia".

Nos anos 60 e 70 foi a vez de outras casas de fado de Lisboa, como a "Nau Catrineta", a "Kaverna", "o Poeta", a "Taverna d’El Rey" e novamente, o "Café Luso". Estas casas conquistaram novos públicos com as actuações de Fernando Maurício que seria apelidado de "Rei do Fado". Nos anos 80 começou a actuar na "Adega Mesquita". São vários os fados que Fernando Maurício celebrizou. Entre eles a "Igreja de Santo Estêvão", com composição de Gabriel Oliveira e Joaquim Campos.
Fernando Maurício cantou em programas de fados na Emissora Nacional e participou nos primeiros programas da RTP experimental. Mauricio preferia cantar em festas de beneficência e solidariedade, por todo o país, não se preocupando muito com uma carreira discográfica. Apesar de tudo, gravou discos, dos quais se contam, para além dos fados com Francisco Martinho e da participação em várias colectâneas de fados: "De Corpo e Alma sou Fadista", 1984
"Tantos Fados deu-me a Vida", 1995
 "Os 21 Fados do Rei", 1997
"O Melhor dos Melhores", 1997
"Clássicos da Renascença", 2000
Fernando Mauricio continuou sempre ligado ao bairro da Mouraria, ao "Grupo Desportivo da Mouraria", bem como, à marcha do bairro, aos seus amigos de juventude, aos jogos de futebol, da Laranjinha, às cantorias e aos bailaricos. Embora fosse alfacinha a sua mãe era do Porto da freguesia do Bonfim, Mauricio ao longo da sua carreira recebeu vários prémios e em 2001, no Coliseu, foi agraciado pelo Presidente da República, com a "Comenda da Ordem de Mérito". Mauricio era avesso a homenagens mas em 1989, Amália descerrou na rua onde nasceu duas lápides evocativas das vozes do fado emblemáticas deste bairro: "Maria Severa Onofriana" e "Fernando da Silva Maurício". Fernando Mauricio faleceu a 15 de Julho de 2003 em Lisboa. O coração do fadista que chora, canta e sofre parou, mas os seus fados continuam a ser ouvidos. A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem ao atribuir o seu nome a uma rua de Lisboa, na freguesia de Marvila. 
FERNANDO MAURICIO - O REI DO FADO
PUBLICADO digitalblueradio às 15:28 | LINK DO POST
Fernando Maurício nasceu na Mouraria, Lisboa a 21 de Novembro de 1933 e morreu a 15 de Julho de 2003. Detentor de uma voz genuína e arreigado às suas raízes lisboetas, é considerado por muitos conhecedores da especialidade como o maior fadista da sua geração.

Corria o ano de 1933, quando no dia 21 de Novembro, nasceu na Rua do Capelão, no coração do Bairro da Mouraria, Fernando da Silva Maurício. Provinha de uma família centenária daquele bairro. Com apenas oito anos começou a cantar numa taberna da rua onde morava, “O Chico da Severa”, onde também os fadistas se juntavam, após as festas de beneficência onde participavam. Fernando Maurício na sua infância fugia de casa dos pais e ia para a taberna, onde os artistas iam cantar.  
O "Fado" era o seu bairro, revelando desde cedo dotes para o mundo do espectáculo, foi com apenas treze anos, em 1947, que se sagrou em terceiro lugar no concurso "João Maria dos Anjos", organizado no "Café Latino". Nessa altura, obteve uma autorização a título excepcional da Inspecção de Espectáculos, e pôde assim dar início à sua actividade musical a nível profissional.

Ainda em 1947 participa na "Marcha Infantil da Mouraria", no papel de Conde de Vimioso ao lado de Clotilde Monteiro como Severa. Por esta altura trabalhava como manufactor de calçado.

Contratado pelo empresário José Miguel, cantou regularmente durante um período de três anos, aos fins-de-semana, nas casas por ele exploradas, nomeadamente "Café Latino", "o Retiro dos Marialvas", "o Vera Cruz" e "o Casablanca" no Parque Mayer. No entanto, quando contava dezassete anos resolveu interromper a actividade, que só retomou em 1954, no "Café Luso", no Bairro Alto. Aqui, actuou já profissionalizado, bem como, na "Adega Machado" e na casa típica "O Faia".

Nos anos 60 e 70 foi a vez de outras casas de fado de Lisboa, como a "Nau Catrineta", a "Kaverna", "o Poeta", a "Taverna d’El Rey" e novamente, o "Café Luso". Estas casas conquistaram novos públicos com as actuações de Fernando Maurício que seria apelidado de "Rei do Fado". Nos anos 80 começou a actuar na "Adega Mesquita". São vários os fados que Fernando Maurício celebrizou. Entre eles a "Igreja de Santo Estêvão", com composição de Gabriel Oliveira e Joaquim Campos.
Fernando Maurício cantou em programas de fados na Emissora Nacional e participou nos primeiros programas da RTP experimental. Mauricio preferia cantar em festas de beneficência e solidariedade, por todo o país, não se preocupando muito com uma carreira discográfica. Apesar de tudo, gravou discos, dos quais se contam, para além dos fados com Francisco Martinho e da participação em várias colectâneas de fados: "De Corpo e Alma sou Fadista", 1984
"Tantos Fados deu-me a Vida", 1995
 "Os 21 Fados do Rei", 1997
"O Melhor dos Melhores", 1997
"Clássicos da Renascença", 2000
Fernando Mauricio continuou sempre ligado ao bairro da Mouraria, ao "Grupo Desportivo da Mouraria", bem como, à marcha do bairro, aos seus amigos de juventude, aos jogos de futebol, da Laranjinha, às cantorias e aos bailaricos. Embora fosse alfacinha a sua mãe era do Porto da freguesia do Bonfim, Mauricio ao longo da sua carreira recebeu vários prémios e em 2001, no Coliseu, foi agraciado pelo Presidente da República, com a "Comenda da Ordem de Mérito". Mauricio era avesso a homenagens mas em 1989, Amália descerrou na rua onde nasceu duas lápides evocativas das vozes do fado emblemáticas deste bairro: "Maria Severa Onofriana" e "Fernando da Silva Maurício". Fernando Mauricio faleceu a 15 de Julho de 2003 em Lisboa. O coração do fadista que chora, canta e sofre parou, mas os seus fados continuam a ser ouvidos. A Câmara Municipal de Lisboa prestou-lhe homenagem ao atribuir o seu nome a uma rua de Lisboa, na freguesia de Marvila. 
FERNANDO MAURICIO - O REI DO FADO
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