O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações nasceu no Lugar de Pilar em Amares no dia 3 de Dezembro de 1944 e morreu em Lisboa a 13 de Junho de 1984.
A sua discografia continua ainda hoje a influenciar a música portuguesa.
Variações nasceu em Braga radicando-se nos primeiros anos da sua vida no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia do município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, Tonito (como a mãe lhe chamava) tinha nove irmãos. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e folclore locais. Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amsterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no "Ayer", o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Ataíde era igualmente seu amante e Variações assumiu dessa forma a sua orientação sexual. Depois do "Ayer", passou ainda por um salão no "Centro Comercial Alvalade" e só mais tarde abriu uma barbearia na Baixa lisboeta. Entretanto, deu início aos espectáculos com o grupo "Variações", atraindo rapidamente as atenções. Por um lado, o seu visual excêntrico não passava despercebido e, por outro, o seu estilo musical combinava vários géneros, como o rock, o pop, o blues ou o fado. Em 1978, apresentou-se à editora Valentim de Carvalho e assinou contrato.
A discoteca "Trumps" ou o "Rock Rendez-Vous" foram os locais onde Variações se apresentou ao público. Em 1981, sem ter até aí editado qualquer música, participou no programa de televisão de Júlio Isidro, "O Passeio dos Alegres". A sua música e o seu estilo próprio e inconfundível fizeram com que depressa alcançasse uma fama razoável. Editou o primeiro single com os temas "Povo que Lavas no Rio" e "Estou Além".
Pouco depois gravou o seu primeiro LP, "Anjo da Guarda" com dez faixas, todas de sua autoria, onde se destacaram os êxitos
"É p´ra Amanhã" e "O Corpo É que Paga".
Em 1984 lançou o seu segundo trabalho, intitulado "Dar e Receber". Depois disso, aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco, usando o mesmo pijama com ursinhos e coelhinhos que usou na sua primeira aparição televisiva.
Variações cantou na Queima das Fitas de Coimbra de 1984, já gravemente doente, sendo depois levado para o Hospital Pulido Valente devido a um problema brônquico-asmático. Quando a"Canção de Engate" invadiu as rádios, já António Variações se encontrava internado no hospital. Transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, morreu a 13 de Junho, vítima de uma bronco-pneumonia, causada pela SIDA.
O actor holandês Jelle Balder, com quem também manteve um relacionamento amoroso, foi o seu companheiro até à morte. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer vítima de SIDA. A partir daqui vamos deixar os videos que mostram a vida de Variações.

Como todos os grandes artistas são valorizados após a morte. Vinte anos após a sua morte, em foi lançado um álbum em sua homenagem, com canções da sua autoria que nunca tinham sido editadas; sete conhecidos músicos portugueses formaram a banda Humanos e gravaram 12 músicas seleccionadas de um conjunto de cassetes "perdidas" no património de Variações administrado pelo irmão, Jaime Ribeiro. Mostraremos isso no fim da história.
Em entrevista, António Variações explicou o nome escolhido: "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos."

António Variações, uma voz, um estilo, p´ra sempre inesquecivel
"Variações", uma voz, a musica , um mito.
O FIM
A sua musica foi ao longo dos anos e até aos dias de hoje sendo regravada por outros como é exemplo disso o sucesso dos  agrupamento "HUMANOS"
R.I.P - António
PUBLICADO digitalblueradio às 16:23 | LINK DO POST
António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações nasceu no Lugar de Pilar em Amares no dia 3 de Dezembro de 1944 e morreu em Lisboa a 13 de Junho de 1984.
A sua discografia continua ainda hoje a influenciar a música portuguesa.
Variações nasceu em Braga radicando-se nos primeiros anos da sua vida no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia do município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, Tonito (como a mãe lhe chamava) tinha nove irmãos. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e folclore locais. Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amsterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no "Ayer", o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Ataíde era igualmente seu amante e Variações assumiu dessa forma a sua orientação sexual. Depois do "Ayer", passou ainda por um salão no "Centro Comercial Alvalade" e só mais tarde abriu uma barbearia na Baixa lisboeta. Entretanto, deu início aos espectáculos com o grupo "Variações", atraindo rapidamente as atenções. Por um lado, o seu visual excêntrico não passava despercebido e, por outro, o seu estilo musical combinava vários géneros, como o rock, o pop, o blues ou o fado. Em 1978, apresentou-se à editora Valentim de Carvalho e assinou contrato.
A discoteca "Trumps" ou o "Rock Rendez-Vous" foram os locais onde Variações se apresentou ao público. Em 1981, sem ter até aí editado qualquer música, participou no programa de televisão de Júlio Isidro, "O Passeio dos Alegres". A sua música e o seu estilo próprio e inconfundível fizeram com que depressa alcançasse uma fama razoável. Editou o primeiro single com os temas "Povo que Lavas no Rio" e "Estou Além".
Pouco depois gravou o seu primeiro LP, "Anjo da Guarda" com dez faixas, todas de sua autoria, onde se destacaram os êxitos
"É p´ra Amanhã" e "O Corpo É que Paga".
Em 1984 lançou o seu segundo trabalho, intitulado "Dar e Receber". Depois disso, aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco, usando o mesmo pijama com ursinhos e coelhinhos que usou na sua primeira aparição televisiva.
Variações cantou na Queima das Fitas de Coimbra de 1984, já gravemente doente, sendo depois levado para o Hospital Pulido Valente devido a um problema brônquico-asmático. Quando a"Canção de Engate" invadiu as rádios, já António Variações se encontrava internado no hospital. Transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, morreu a 13 de Junho, vítima de uma bronco-pneumonia, causada pela SIDA.
O actor holandês Jelle Balder, com quem também manteve um relacionamento amoroso, foi o seu companheiro até à morte. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer vítima de SIDA. A partir daqui vamos deixar os videos que mostram a vida de Variações.

Como todos os grandes artistas são valorizados após a morte. Vinte anos após a sua morte, em foi lançado um álbum em sua homenagem, com canções da sua autoria que nunca tinham sido editadas; sete conhecidos músicos portugueses formaram a banda Humanos e gravaram 12 músicas seleccionadas de um conjunto de cassetes "perdidas" no património de Variações administrado pelo irmão, Jaime Ribeiro. Mostraremos isso no fim da história.
Em entrevista, António Variações explicou o nome escolhido: "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos."

António Variações, uma voz, um estilo, p´ra sempre inesquecivel
"Variações", uma voz, a musica , um mito.
O FIM
A sua musica foi ao longo dos anos e até aos dias de hoje sendo regravada por outros como é exemplo disso o sucesso dos  agrupamento "HUMANOS"
R.I.P - António
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António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações nasceu no Lugar de Pilar em Amares no dia 3 de Dezembro de 1944 e morreu em Lisboa a 13 de Junho de 1984.
A sua discografia continua ainda hoje a influenciar a música portuguesa.
Variações nasceu em Braga radicando-se nos primeiros anos da sua vida no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia do município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, Tonito (como a mãe lhe chamava) tinha nove irmãos. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e folclore locais. Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amsterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no "Ayer", o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Ataíde era igualmente seu amante e Variações assumiu dessa forma a sua orientação sexual. Depois do "Ayer", passou ainda por um salão no "Centro Comercial Alvalade" e só mais tarde abriu uma barbearia na Baixa lisboeta. Entretanto, deu início aos espectáculos com o grupo "Variações", atraindo rapidamente as atenções. Por um lado, o seu visual excêntrico não passava despercebido e, por outro, o seu estilo musical combinava vários géneros, como o rock, o pop, o blues ou o fado. Em 1978, apresentou-se à editora Valentim de Carvalho e assinou contrato.
A discoteca "Trumps" ou o "Rock Rendez-Vous" foram os locais onde Variações se apresentou ao público. Em 1981, sem ter até aí editado qualquer música, participou no programa de televisão de Júlio Isidro, "O Passeio dos Alegres". A sua música e o seu estilo próprio e inconfundível fizeram com que depressa alcançasse uma fama razoável. Editou o primeiro single com os temas "Povo que Lavas no Rio" e "Estou Além".
Pouco depois gravou o seu primeiro LP, "Anjo da Guarda" com dez faixas, todas de sua autoria, onde se destacaram os êxitos
"É p´ra Amanhã" e "O Corpo É que Paga".
Em 1984 lançou o seu segundo trabalho, intitulado "Dar e Receber". Depois disso, aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco, usando o mesmo pijama com ursinhos e coelhinhos que usou na sua primeira aparição televisiva.
Variações cantou na Queima das Fitas de Coimbra de 1984, já gravemente doente, sendo depois levado para o Hospital Pulido Valente devido a um problema brônquico-asmático. Quando a"Canção de Engate" invadiu as rádios, já António Variações se encontrava internado no hospital. Transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, morreu a 13 de Junho, vítima de uma bronco-pneumonia, causada pela SIDA.
O actor holandês Jelle Balder, com quem também manteve um relacionamento amoroso, foi o seu companheiro até à morte. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer vítima de SIDA. A partir daqui vamos deixar os videos que mostram a vida de Variações.

Como todos os grandes artistas são valorizados após a morte. Vinte anos após a sua morte, em foi lançado um álbum em sua homenagem, com canções da sua autoria que nunca tinham sido editadas; sete conhecidos músicos portugueses formaram a banda Humanos e gravaram 12 músicas seleccionadas de um conjunto de cassetes "perdidas" no património de Variações administrado pelo irmão, Jaime Ribeiro. Mostraremos isso no fim da história.
Em entrevista, António Variações explicou o nome escolhido: "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos."

António Variações, uma voz, um estilo, p´ra sempre inesquecivel
"Variações", uma voz, a musica , um mito.
O FIM
A sua musica foi ao longo dos anos e até aos dias de hoje sendo regravada por outros como é exemplo disso o sucesso dos  agrupamento "HUMANOS"
R.I.P - António
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O mês de Junho é, tradicionalmente, o mês dos Santos Populares: St. António, S. João e S. Pedro. Podemos pois contar com estes Santos como uma boa desculpa para comermos umas sardinhas, saborearmos a alegria vínica e dançar no bailarico. 
Festejar os santos populares, em Junho, com um arco e balão é já "costume ancestral", dia 13 de Junho o Santo António, São João a 24 e dia 29, São Pedro. As fogueiras sempre fizeram parte da tradição, hoje já pouco se veêm, elas faziam parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. O uso de balões e fogo de artifício é usual nos dias de festa no entanto os balões lançados ao ar ainda se veêm com frequência na cidade do Porto, são os tradicionais balões de São João.
Hoje em dia há arraiais com foguetes, assam-se sardinhas e oferecem-se manjericos, as marchas populares desfilam pelas ruas e avenidas, dão-se com martelinhos de plástico e alho-porro nas cabeças dos foliões. Embora nos dias de hoje a vertente católica destas festas seja arredada para segundo plano, a verdade é que o relacionamento entre os devotos e os santos, principalmente Santo António e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
"Confessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando".
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar a ser usado pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo António segundo rezam as lendas:
Para arranjar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo António, fazendo-lhe o pedido. Rezar um Pai-Nosso e uma Avé Maria e pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama e só se deve desvirar quando a pessoa alcançar o pedido.
No dia 13 de Junho é comum ir-se à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente, em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. Em Lisboa, é tradicional uma cerimónia de casamento múltiplo do dia de Santo António, em que chegam a casar-se vários casais ao mesmo tempo. Esta "tradição" começou nos anos do salazarismo, e desapareceu com a revolução de 74. Voltou a reaparecer há uns anos, promovida por uma cadeia de televisão.
O local onde ocorre a maioria dos festejos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e luzes multicolores, a musica é obrigatória e podem também existir leilões, bingos geralamte para ajudar as associações ou comissão de festas.
Estes arraiais são muito comuns em Portugal e não são exclusivos dos Santos Populares, são parte da tradição popular em geral. 
Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de Festas dos santos populares, correspondem a diferentes feriados municipais, na cidade de Lisboa o Santo António é a alegria do povo, mas no Porto o São João é festejado com uma intensidade inigualável.
Mas longe vai o tempo em que os bairros se engalanavam e as ruas se vestiam com mil cores cheias de papelinhos com os vizinhos de braço dado animando a festa de cariz bairrista um pouco por toda a cidade, mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e ess tradição tende a perder-se, tal qual muitas outras de cariz popular. 
A fechar som do baile, divirtam-se.
PUBLICADO digitalblueradio às 16:16 | LINK DO POST
O mês de Junho é, tradicionalmente, o mês dos Santos Populares: St. António, S. João e S. Pedro. Podemos pois contar com estes Santos como uma boa desculpa para comermos umas sardinhas, saborearmos a alegria vínica e dançar no bailarico. 
Festejar os santos populares, em Junho, com um arco e balão é já "costume ancestral", dia 13 de Junho o Santo António, São João a 24 e dia 29, São Pedro. As fogueiras sempre fizeram parte da tradição, hoje já pouco se veêm, elas faziam parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. O uso de balões e fogo de artifício é usual nos dias de festa no entanto os balões lançados ao ar ainda se veêm com frequência na cidade do Porto, são os tradicionais balões de São João.
Hoje em dia há arraiais com foguetes, assam-se sardinhas e oferecem-se manjericos, as marchas populares desfilam pelas ruas e avenidas, dão-se com martelinhos de plástico e alho-porro nas cabeças dos foliões. Embora nos dias de hoje a vertente católica destas festas seja arredada para segundo plano, a verdade é que o relacionamento entre os devotos e os santos, principalmente Santo António e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
"Confessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando".
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar a ser usado pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo António segundo rezam as lendas:
Para arranjar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo António, fazendo-lhe o pedido. Rezar um Pai-Nosso e uma Avé Maria e pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama e só se deve desvirar quando a pessoa alcançar o pedido.
No dia 13 de Junho é comum ir-se à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente, em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. Em Lisboa, é tradicional uma cerimónia de casamento múltiplo do dia de Santo António, em que chegam a casar-se vários casais ao mesmo tempo. Esta "tradição" começou nos anos do salazarismo, e desapareceu com a revolução de 74. Voltou a reaparecer há uns anos, promovida por uma cadeia de televisão.
O local onde ocorre a maioria dos festejos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e luzes multicolores, a musica é obrigatória e podem também existir leilões, bingos geralamte para ajudar as associações ou comissão de festas.
Estes arraiais são muito comuns em Portugal e não são exclusivos dos Santos Populares, são parte da tradição popular em geral. 
Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de Festas dos santos populares, correspondem a diferentes feriados municipais, na cidade de Lisboa o Santo António é a alegria do povo, mas no Porto o São João é festejado com uma intensidade inigualável.
Mas longe vai o tempo em que os bairros se engalanavam e as ruas se vestiam com mil cores cheias de papelinhos com os vizinhos de braço dado animando a festa de cariz bairrista um pouco por toda a cidade, mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e ess tradição tende a perder-se, tal qual muitas outras de cariz popular. 
A fechar som do baile, divirtam-se.
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O mês de Junho é, tradicionalmente, o mês dos Santos Populares: St. António, S. João e S. Pedro. Podemos pois contar com estes Santos como uma boa desculpa para comermos umas sardinhas, saborearmos a alegria vínica e dançar no bailarico. 
Festejar os santos populares, em Junho, com um arco e balão é já "costume ancestral", dia 13 de Junho o Santo António, São João a 24 e dia 29, São Pedro. As fogueiras sempre fizeram parte da tradição, hoje já pouco se veêm, elas faziam parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão. O uso de balões e fogo de artifício é usual nos dias de festa no entanto os balões lançados ao ar ainda se veêm com frequência na cidade do Porto, são os tradicionais balões de São João.
Hoje em dia há arraiais com foguetes, assam-se sardinhas e oferecem-se manjericos, as marchas populares desfilam pelas ruas e avenidas, dão-se com martelinhos de plástico e alho-porro nas cabeças dos foliões. Embora nos dias de hoje a vertente católica destas festas seja arredada para segundo plano, a verdade é que o relacionamento entre os devotos e os santos, principalmente Santo António e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos:
"Confessei-me a Santo Antônio,
confessei que estava amando.
Ele deu-me por penitência
que fosse continuando".
Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar a ser usado pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar! A seguir, algumas simpatias feitas para Santo António segundo rezam as lendas:
Para arranjar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo António, fazendo-lhe o pedido. Rezar um Pai-Nosso e uma Avé Maria e pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama e só se deve desvirar quando a pessoa alcançar o pedido.
No dia 13 de Junho é comum ir-se à igreja para receber o "pãozinho de Santo Antônio", que é dado gratuitamente, em troca, os fiéis costumam deixar ofertas. Em Lisboa, é tradicional uma cerimónia de casamento múltiplo do dia de Santo António, em que chegam a casar-se vários casais ao mesmo tempo. Esta "tradição" começou nos anos do salazarismo, e desapareceu com a revolução de 74. Voltou a reaparecer há uns anos, promovida por uma cadeia de televisão.
O local onde ocorre a maioria dos festejos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e luzes multicolores, a musica é obrigatória e podem também existir leilões, bingos geralamte para ajudar as associações ou comissão de festas.
Estes arraiais são muito comuns em Portugal e não são exclusivos dos Santos Populares, são parte da tradição popular em geral. 
Em Portugal, estas festividades, genericamente conhecidas pelo nome de Festas dos santos populares, correspondem a diferentes feriados municipais, na cidade de Lisboa o Santo António é a alegria do povo, mas no Porto o São João é festejado com uma intensidade inigualável.
Mas longe vai o tempo em que os bairros se engalanavam e as ruas se vestiam com mil cores cheias de papelinhos com os vizinhos de braço dado animando a festa de cariz bairrista um pouco por toda a cidade, mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e ess tradição tende a perder-se, tal qual muitas outras de cariz popular. 
A fechar som do baile, divirtam-se.
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Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de Novembro de 1913 e faleceu em Lisboa a 13 de Junho de 2005, político e escritor conhecido por ser um resistente ao Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista e ao seu partido, o Partido Comunista Português.
Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal, advogado de profissão, republicano e liberal, e de Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, católica fervorosa. Álvaro Cunhal teve dois irmãos mais velhos, António José, que morreu em 1933, com vinte e dois anos, vítima de tuberculose, e Maria Mansuenta, que morreu em Seia, em 1921, com apenas nove anos, também vítima de tuberculose. Em 1927, nasce a sua irmã mais nova, Maria Eugénia. Passou a infância em Seia, de onde o pai era natural. O pai retirou-o da escola primária porque não queria que o filho aprendesse com uma professora primária autoritária. Aos onze anos, mudou-se com a família para Lisboa, onde frequentou o Liceu Camões. Daí seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua actividade revolucionária.
Em 1931, com dezassete anos, filia-se no Partido Comunista Português e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1935 chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Ao longo da década de 1930, colabrou com vários jornais e revistas como a "Seara Nova" e o "O Diabo", e nas publicações clandestinas do PCP, o "Avante" e "O Militante". Em 1937 é preso pela primeira vez. É levado para o Aljube e posteriormente transferido para Peniche. Um ano depois é libertado, mas por razões políticas é obrigado a cumprir o serviço militar, em Dezembro de 1939, na Companhia Disciplinar de Penamacor. Por razões de saúde, Álvaro Cunhal acaba por ser dispensado pela Junta Médica Militar. Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com dezasseis valores. Do jurí fazia parte Marcello Caetano.
Em 1949, Álvaro Cunhal é preso pela terceira vez, numa casa clandestina do Luso. Com ele são também presos Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. O seu julgamento ocorreu um ano depois. Neste julgamento Cunhal fez uma declaração em que se afirmava "filho adoptivo do proletariado" e dirigiu um forte ataque ao regime salazarista. Foi condenado e preso na Penitenciária de Lisboa, sendo transferido para a prisão-fortaleza de Peniche em 1958. Devido aos seus ideais comunistas e à sua assumida e militante oposição ao Estado Novo, esteve preso em 1937, 1940 e 1949-1960, num total de 13 anos, 8 dos quais em completo isolamento. Em 1960, Cunhal, juntamente com outros camaradas, todos quadros destacados do PCP, protagonizaram a célebre "fuga de Peniche".
A 25 de Dezembro de 1960 nasce a sua única filha, Ana Cunhal, fruto da sua relação com Isaura Maria Moreira. Após a fuga, Cunhal fica ainda cerca de dois anos em Portugal, na clandestinidade. Durante este período viveu em casas clandestinas de vários pontos do país como: Sintra, Ericeira, Amadora, Coimbra, Porto. Em 1961 é eleito Secretário-geral do PCP. Cunhal ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.
Em 1968 Álvaro Cunhal presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. Neste encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano. Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo dia, passeou de braço dado com Mário Soares, por Lisboa, como forma de ambos comemorarem o início da Democracia em Portugal, pois mesmo que divergissem ideológicamente, apoiavam um Portugal livre e democrático. Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP. Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, o que só revelou em 1995. Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar. Faleceu a 13 de Junho de 2005, em Lisboa. Por sua vontade, o corpo foi cremado.
Da sua relação com Isaura Maria Moreira, teve uma filha, Ana Maria Moreira Cunhal, nascida a 25 de Dezembro de 1960.
Álvaro Cunhal ficou na memória como um comunista que nunca abdicou do seu ideal.



Quer queiram ou não a verdade é Álvaro Cunhal foi uma das figuras mais marcantes do século XX português e teve uma grande influência, mesmo internacional. Pense-se o que se pensar das suas ideias e da acção política, não é possível fazer a história do nosso tempo sem ter em conta a sua personalidade e intervenção, quer durante os longos anos da ditadura, quer no 25 de Abril e nas décadas que se lhe seguiram.
Comunista desde a juventude, homem de coragem e capacidade de resistência lendárias, manteve-se até ao fim fiel a si mesmo e ideais de sempre. A sua vida confunde-se com a do movimento comunista no século XX e está indissociavelmente ligada à história da URSS, cujo fim ele viveu como uma tragédia. Contudo, este acontecimento não mudou nem as suas convicções, nem a tenacidade que punha na respectiva defesa. A sua resistência ao regime de Salazar e de Caetano, sob o qual foi preso, torturado e perseguido, tornou-se mítica pela ousadia, pela constância e pela coragem. Reorganizou o PCP, tornando-o uma força activa, embora clandestina, de combate político organizado e eficaz. O Secretário-Geral dirigia, agia, escrevia, resistia, estivesse onde estivesse, dentro ou fora de Portugal. 
Tinha uma personalidade vigorosa e era um homem de múltiplos talentos politico, escritor, desenhador, pintor, tradutor. No contacto pessoal era capaz de ser muito difícil, inflexível e duro, mas também gentil, sensível e atencioso, capaz de gestos de grande elegância e cortesia. Fascinou tanto apoiantes como adversários e a reserva que manteve, durante muito tempo sobre a sua vida privada e as facetas mais íntimas da sua personalidade contribuíram para o mitificar. Com a chegada da velhice e o aproximar do fim, decidiu dar-se a conhecer melhor, falando da sua vida pessoal e da sua obra de criação literária e artística. Fazia-o com um indisfarçável orgulho, como quem desvenda um segredo demasiado tempo guardado e que lhe era finalmente grato partilhar. Assumiu para a posteridade a autoria dos seus livros publicados sob pseudónimo, autorizou com prazer que deles fizessem filmes, editou os seus desenhos e a sua pintura. Publicou a sua tradução do "Rei Lear" de Shakespeare. Em conferências e entrevistas, falou da vida e da arte, contou histórias e reflectiu sobre a sua experiência. Percebia-se que queria, de algum modo, fixar a imagem com que o futuro o olharia.
Para o fim deixo um trabalho da sic que conta a sua vida e demonstra a importancia de Cunhal como uma das grandes figuras da nossa história.
“Porque em cada bandeira vermelha
Se ergue a vontade infinita de liberdade
Na garganta altiva de um povo!”
A preto e branco desenhaste o Alentejo
Manchado no vermelho das espingardas
De um filho e uma Catarina
Embalados no colo sereno da razão!
Nas mofas celas que cruzaste
Um grito alucinante trespassou paredes
Abraçou a cidade inteira, o jardim,
Numa nuvem de esperança feito porvir
Era a tua alma livre, o teu peito aberto
A tua mão fechada e firme
O teu sonho de democracia a florir…
Foste a palavra certa no momento certo
O escudo contra os traidores
O ponto final na falsidade
A interpretação correcta da verdade!
Foste a escola de quantos acreditam
Que com o exemplo da tua luta
Poderão construir a nova sociedade!
PUBLICADO digitalblueradio às 16:15 | LINK DO POST
Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de Novembro de 1913 e faleceu em Lisboa a 13 de Junho de 2005, político e escritor conhecido por ser um resistente ao Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista e ao seu partido, o Partido Comunista Português.
Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal, advogado de profissão, republicano e liberal, e de Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, católica fervorosa. Álvaro Cunhal teve dois irmãos mais velhos, António José, que morreu em 1933, com vinte e dois anos, vítima de tuberculose, e Maria Mansuenta, que morreu em Seia, em 1921, com apenas nove anos, também vítima de tuberculose. Em 1927, nasce a sua irmã mais nova, Maria Eugénia. Passou a infância em Seia, de onde o pai era natural. O pai retirou-o da escola primária porque não queria que o filho aprendesse com uma professora primária autoritária. Aos onze anos, mudou-se com a família para Lisboa, onde frequentou o Liceu Camões. Daí seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua actividade revolucionária.
Em 1931, com dezassete anos, filia-se no Partido Comunista Português e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1935 chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Ao longo da década de 1930, colabrou com vários jornais e revistas como a "Seara Nova" e o "O Diabo", e nas publicações clandestinas do PCP, o "Avante" e "O Militante". Em 1937 é preso pela primeira vez. É levado para o Aljube e posteriormente transferido para Peniche. Um ano depois é libertado, mas por razões políticas é obrigado a cumprir o serviço militar, em Dezembro de 1939, na Companhia Disciplinar de Penamacor. Por razões de saúde, Álvaro Cunhal acaba por ser dispensado pela Junta Médica Militar. Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com dezasseis valores. Do jurí fazia parte Marcello Caetano.
Em 1949, Álvaro Cunhal é preso pela terceira vez, numa casa clandestina do Luso. Com ele são também presos Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. O seu julgamento ocorreu um ano depois. Neste julgamento Cunhal fez uma declaração em que se afirmava "filho adoptivo do proletariado" e dirigiu um forte ataque ao regime salazarista. Foi condenado e preso na Penitenciária de Lisboa, sendo transferido para a prisão-fortaleza de Peniche em 1958. Devido aos seus ideais comunistas e à sua assumida e militante oposição ao Estado Novo, esteve preso em 1937, 1940 e 1949-1960, num total de 13 anos, 8 dos quais em completo isolamento. Em 1960, Cunhal, juntamente com outros camaradas, todos quadros destacados do PCP, protagonizaram a célebre "fuga de Peniche".
A 25 de Dezembro de 1960 nasce a sua única filha, Ana Cunhal, fruto da sua relação com Isaura Maria Moreira. Após a fuga, Cunhal fica ainda cerca de dois anos em Portugal, na clandestinidade. Durante este período viveu em casas clandestinas de vários pontos do país como: Sintra, Ericeira, Amadora, Coimbra, Porto. Em 1961 é eleito Secretário-geral do PCP. Cunhal ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.
Em 1968 Álvaro Cunhal presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. Neste encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano. Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo dia, passeou de braço dado com Mário Soares, por Lisboa, como forma de ambos comemorarem o início da Democracia em Portugal, pois mesmo que divergissem ideológicamente, apoiavam um Portugal livre e democrático. Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP. Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, o que só revelou em 1995. Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar. Faleceu a 13 de Junho de 2005, em Lisboa. Por sua vontade, o corpo foi cremado.
Da sua relação com Isaura Maria Moreira, teve uma filha, Ana Maria Moreira Cunhal, nascida a 25 de Dezembro de 1960.
Álvaro Cunhal ficou na memória como um comunista que nunca abdicou do seu ideal.



Quer queiram ou não a verdade é Álvaro Cunhal foi uma das figuras mais marcantes do século XX português e teve uma grande influência, mesmo internacional. Pense-se o que se pensar das suas ideias e da acção política, não é possível fazer a história do nosso tempo sem ter em conta a sua personalidade e intervenção, quer durante os longos anos da ditadura, quer no 25 de Abril e nas décadas que se lhe seguiram.
Comunista desde a juventude, homem de coragem e capacidade de resistência lendárias, manteve-se até ao fim fiel a si mesmo e ideais de sempre. A sua vida confunde-se com a do movimento comunista no século XX e está indissociavelmente ligada à história da URSS, cujo fim ele viveu como uma tragédia. Contudo, este acontecimento não mudou nem as suas convicções, nem a tenacidade que punha na respectiva defesa. A sua resistência ao regime de Salazar e de Caetano, sob o qual foi preso, torturado e perseguido, tornou-se mítica pela ousadia, pela constância e pela coragem. Reorganizou o PCP, tornando-o uma força activa, embora clandestina, de combate político organizado e eficaz. O Secretário-Geral dirigia, agia, escrevia, resistia, estivesse onde estivesse, dentro ou fora de Portugal. 
Tinha uma personalidade vigorosa e era um homem de múltiplos talentos politico, escritor, desenhador, pintor, tradutor. No contacto pessoal era capaz de ser muito difícil, inflexível e duro, mas também gentil, sensível e atencioso, capaz de gestos de grande elegância e cortesia. Fascinou tanto apoiantes como adversários e a reserva que manteve, durante muito tempo sobre a sua vida privada e as facetas mais íntimas da sua personalidade contribuíram para o mitificar. Com a chegada da velhice e o aproximar do fim, decidiu dar-se a conhecer melhor, falando da sua vida pessoal e da sua obra de criação literária e artística. Fazia-o com um indisfarçável orgulho, como quem desvenda um segredo demasiado tempo guardado e que lhe era finalmente grato partilhar. Assumiu para a posteridade a autoria dos seus livros publicados sob pseudónimo, autorizou com prazer que deles fizessem filmes, editou os seus desenhos e a sua pintura. Publicou a sua tradução do "Rei Lear" de Shakespeare. Em conferências e entrevistas, falou da vida e da arte, contou histórias e reflectiu sobre a sua experiência. Percebia-se que queria, de algum modo, fixar a imagem com que o futuro o olharia.
Para o fim deixo um trabalho da sic que conta a sua vida e demonstra a importancia de Cunhal como uma das grandes figuras da nossa história.
“Porque em cada bandeira vermelha
Se ergue a vontade infinita de liberdade
Na garganta altiva de um povo!”
A preto e branco desenhaste o Alentejo
Manchado no vermelho das espingardas
De um filho e uma Catarina
Embalados no colo sereno da razão!
Nas mofas celas que cruzaste
Um grito alucinante trespassou paredes
Abraçou a cidade inteira, o jardim,
Numa nuvem de esperança feito porvir
Era a tua alma livre, o teu peito aberto
A tua mão fechada e firme
O teu sonho de democracia a florir…
Foste a palavra certa no momento certo
O escudo contra os traidores
O ponto final na falsidade
A interpretação correcta da verdade!
Foste a escola de quantos acreditam
Que com o exemplo da tua luta
Poderão construir a nova sociedade!
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Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de Novembro de 1913 e faleceu em Lisboa a 13 de Junho de 2005, político e escritor conhecido por ser um resistente ao Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista e ao seu partido, o Partido Comunista Português.
Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal, advogado de profissão, republicano e liberal, e de Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, católica fervorosa. Álvaro Cunhal teve dois irmãos mais velhos, António José, que morreu em 1933, com vinte e dois anos, vítima de tuberculose, e Maria Mansuenta, que morreu em Seia, em 1921, com apenas nove anos, também vítima de tuberculose. Em 1927, nasce a sua irmã mais nova, Maria Eugénia. Passou a infância em Seia, de onde o pai era natural. O pai retirou-o da escola primária porque não queria que o filho aprendesse com uma professora primária autoritária. Aos onze anos, mudou-se com a família para Lisboa, onde frequentou o Liceu Camões. Daí seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua actividade revolucionária.
Em 1931, com dezassete anos, filia-se no Partido Comunista Português e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1935 chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Ao longo da década de 1930, colabrou com vários jornais e revistas como a "Seara Nova" e o "O Diabo", e nas publicações clandestinas do PCP, o "Avante" e "O Militante". Em 1937 é preso pela primeira vez. É levado para o Aljube e posteriormente transferido para Peniche. Um ano depois é libertado, mas por razões políticas é obrigado a cumprir o serviço militar, em Dezembro de 1939, na Companhia Disciplinar de Penamacor. Por razões de saúde, Álvaro Cunhal acaba por ser dispensado pela Junta Médica Militar. Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com dezasseis valores. Do jurí fazia parte Marcello Caetano.
Em 1949, Álvaro Cunhal é preso pela terceira vez, numa casa clandestina do Luso. Com ele são também presos Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. O seu julgamento ocorreu um ano depois. Neste julgamento Cunhal fez uma declaração em que se afirmava "filho adoptivo do proletariado" e dirigiu um forte ataque ao regime salazarista. Foi condenado e preso na Penitenciária de Lisboa, sendo transferido para a prisão-fortaleza de Peniche em 1958. Devido aos seus ideais comunistas e à sua assumida e militante oposição ao Estado Novo, esteve preso em 1937, 1940 e 1949-1960, num total de 13 anos, 8 dos quais em completo isolamento. Em 1960, Cunhal, juntamente com outros camaradas, todos quadros destacados do PCP, protagonizaram a célebre "fuga de Peniche".
A 25 de Dezembro de 1960 nasce a sua única filha, Ana Cunhal, fruto da sua relação com Isaura Maria Moreira. Após a fuga, Cunhal fica ainda cerca de dois anos em Portugal, na clandestinidade. Durante este período viveu em casas clandestinas de vários pontos do país como: Sintra, Ericeira, Amadora, Coimbra, Porto. Em 1961 é eleito Secretário-geral do PCP. Cunhal ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.
Em 1968 Álvaro Cunhal presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. Neste encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano. Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo dia, passeou de braço dado com Mário Soares, por Lisboa, como forma de ambos comemorarem o início da Democracia em Portugal, pois mesmo que divergissem ideológicamente, apoiavam um Portugal livre e democrático. Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP. Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, o que só revelou em 1995. Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar. Faleceu a 13 de Junho de 2005, em Lisboa. Por sua vontade, o corpo foi cremado.
Da sua relação com Isaura Maria Moreira, teve uma filha, Ana Maria Moreira Cunhal, nascida a 25 de Dezembro de 1960.
Álvaro Cunhal ficou na memória como um comunista que nunca abdicou do seu ideal.



Quer queiram ou não a verdade é Álvaro Cunhal foi uma das figuras mais marcantes do século XX português e teve uma grande influência, mesmo internacional. Pense-se o que se pensar das suas ideias e da acção política, não é possível fazer a história do nosso tempo sem ter em conta a sua personalidade e intervenção, quer durante os longos anos da ditadura, quer no 25 de Abril e nas décadas que se lhe seguiram.
Comunista desde a juventude, homem de coragem e capacidade de resistência lendárias, manteve-se até ao fim fiel a si mesmo e ideais de sempre. A sua vida confunde-se com a do movimento comunista no século XX e está indissociavelmente ligada à história da URSS, cujo fim ele viveu como uma tragédia. Contudo, este acontecimento não mudou nem as suas convicções, nem a tenacidade que punha na respectiva defesa. A sua resistência ao regime de Salazar e de Caetano, sob o qual foi preso, torturado e perseguido, tornou-se mítica pela ousadia, pela constância e pela coragem. Reorganizou o PCP, tornando-o uma força activa, embora clandestina, de combate político organizado e eficaz. O Secretário-Geral dirigia, agia, escrevia, resistia, estivesse onde estivesse, dentro ou fora de Portugal. 
Tinha uma personalidade vigorosa e era um homem de múltiplos talentos politico, escritor, desenhador, pintor, tradutor. No contacto pessoal era capaz de ser muito difícil, inflexível e duro, mas também gentil, sensível e atencioso, capaz de gestos de grande elegância e cortesia. Fascinou tanto apoiantes como adversários e a reserva que manteve, durante muito tempo sobre a sua vida privada e as facetas mais íntimas da sua personalidade contribuíram para o mitificar. Com a chegada da velhice e o aproximar do fim, decidiu dar-se a conhecer melhor, falando da sua vida pessoal e da sua obra de criação literária e artística. Fazia-o com um indisfarçável orgulho, como quem desvenda um segredo demasiado tempo guardado e que lhe era finalmente grato partilhar. Assumiu para a posteridade a autoria dos seus livros publicados sob pseudónimo, autorizou com prazer que deles fizessem filmes, editou os seus desenhos e a sua pintura. Publicou a sua tradução do "Rei Lear" de Shakespeare. Em conferências e entrevistas, falou da vida e da arte, contou histórias e reflectiu sobre a sua experiência. Percebia-se que queria, de algum modo, fixar a imagem com que o futuro o olharia.
Para o fim deixo um trabalho da sic que conta a sua vida e demonstra a importancia de Cunhal como uma das grandes figuras da nossa história.
“Porque em cada bandeira vermelha
Se ergue a vontade infinita de liberdade
Na garganta altiva de um povo!”
A preto e branco desenhaste o Alentejo
Manchado no vermelho das espingardas
De um filho e uma Catarina
Embalados no colo sereno da razão!
Nas mofas celas que cruzaste
Um grito alucinante trespassou paredes
Abraçou a cidade inteira, o jardim,
Numa nuvem de esperança feito porvir
Era a tua alma livre, o teu peito aberto
A tua mão fechada e firme
O teu sonho de democracia a florir…
Foste a palavra certa no momento certo
O escudo contra os traidores
O ponto final na falsidade
A interpretação correcta da verdade!
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vc que é de maior tem face e whatsaap vem encontra...
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