O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, "destino".

O fado mais antigo é o fado do marinheiro, e é este fado que se torna o modelo de todos os outros géneros de fado que mais tarde surgiram como o fado corrido e o fado da cotovia. E com o fado surgiram os fadistas. É no silêncio da noite, com o mistério que a envolve, que se deve ouvir, com uma "alma que sabe escutar", esta canção, que nos fala de sentimentos profundos da alma portuguesa. É este o fado que faz chorar as guitarras…
O fadista canta o sofrimento, a saudade de tempos passados, a saudade de um amor perdido, a tragédia, a desgraça, a sina e o destino, a dor, amor e ciúme, a noite, as sombras, os amores, a cidade, as misérias da vida, critica a sociedade…
Nas tascas e nas vielas, nos bairros e tabernas, o fado canta e chora. A primeira cantadeira de fado de que se tem conhecimento foi Maria Severa Onofriana. Cigana e prostituta, cantava e tocava guitarra nas ruas da Mouraria, especialmente na Rua do Capelão. Era amante do Conde de Vimioso e o romance entre ambos é tema de vários fados.
No início do século XX nasce Ercília Costa, uma fadista quase esquecida pelas vicissitudes do tempo, e que foi a primeira fadista com projecção internacional e a primeira a galgar as  fronteiras de Portugal.
Os temas mais cantados no fado são a saudade, a nostalgia, o ciúme, as pequenas histórias do quotidiano dos bairros típicos, as lides de touros, o fado trágico, de ciúme e paixão resolvidos de forma violenta, com sangue e arrependimento. Letras que falem de problemas sociais.
No fado "clássico" ou "castiço",  destacamos alguns fadistas: Carlos Ramos, Alfredo Marceneiro, Maria Amélia Proença, Berta Cardoso, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Fernando Farinha, Fernando Maurício, Lucília do Carmo, Manuel de Almeida, entre outros. No fado mais recente, Amália Rodrigues, foi a rainha, a diva. Foi ela quem popularizou fados com letras de grandes poetas, como Luís de Camões, José Régio, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, José Carlos Ary dos Santos e outros, no que foi seguida por outros fadistas como João Ferreira-Rosa, Teresa Tarouca, Carlos do Carmo, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Mísia, João Braga. 
 Os poetas e compositores também deram muito ao fado, desde Camões a Fernando Pessoa, Miguel Torga, Manuel Alegre, e os  grandes compositores: com Amália é justo destacar Alain Oulman (um papel determinante na modernização do suporte musical do fado), mas também Frederico de Freitas, Frederico Valério, José Fontes Rocha, Alberto Janes, Carlos Gonçalves.
O fado é a nossa canção nacional e não dispensa a sonoridade da guitarra portuguesa, de que houve e ainda há excelentes executantes, como Armandinho, José Nunes, Jaime Santos, Raul Nery, José Fontes Rocha, Carlos Gonçalves, Pedro Caldeira Cabral, José Luís Nobre Costa, Ricardo Parreira, Paulo Parreira ou Ricardo Rocha. Também a viola é indispensável na música fadista e há nomes incontornáveis, como Alfredo Mendes, Martinho d'Assunção, Júlio Gomes, José Inácio, Francisco Perez Andión, o Paquito, Jaime Santos Jr., Carlos Manuel Proença. Obrigatório é mencionar um virtuoso da guitarra clássica que se especializou em viola de Fado, Artur Caldeira, e o expoente máximo da "escola antiga", o viola-baixo de Fado, Joel Pina, o "Professor". 

Actualmente, muitos jovens – Cuca Roseta, Raquel Tavares, Helder Moutinho, Maria Ana Bobone, Mariza, Yolanda Soares, Joana Amendoeira, Mafalda Arnauth, Miguel Capucho, Ana Sofia Varela, Marco Oliveira, Katia Guerreiro, Luísa Rocha, Camané, Aldina Duarte, Gonçalo Salgueiro, Diamantina, Ricardo Ribeiro, Cristina Branco – juntaram o seu nome aos dos consagrados ainda vivos e que dão um novo fôlego ao fado.
O fado canta a tristeza com sentimento de mágoas passadas e presentes. Mas também pode contar uma história divertida com ironia ou proporcionar um despique entre dois cantadores, muitas vezes improvisando os versos – então, é a desgarrada.Injusto seria não falar aqui também do fado de Coimbra com uma sonoridade diferente e que se destaca.
 No que respeita à guitarra, Carlos Paredes levou  a versatilidade da guitarra portuguesa a todo o mundo.
O Fado, a guitarra, os fadistas, a alma portuguesa.

Existem várias  categorizações para o fado: Fado Bailado, Fado-canção, Castiço, Corrido, Fado Menor, Mouraria, Fado Vadio, Marialva, e muitos outros. Fado é fado. Pena é que tão esquecido p´lo povo português, hoje em dia é muito dificil um fadista sobreviver somente do fado, e raro é encontrarmos salas repletas de gente para ouvir cantar o fado,....pena é,.....


 Viva o Fado, os Fadistas, a Alma Portuguesa.

PUBLICADO digitalblueradio às 15:02 | LINK DO POST
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