O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS

A terra de que agora falo meus amigos, é terra de cantares, cidade medieval, bairros antigos, pomares, terra do Mondego, falada nas prosas e poemas: Camões, Antero, Eça, Régio, Torga.

                                A CIDADE DOS ESTUDANTES

Quem por lá passou, quem lhe frequentou as escolas, quem calcorreou a Alta e a Baixa, lhe saboreou irreverências, viveu os êxitos ou amargou os insucessos da " briosa " jamais por certo a esquecerá.

 A história e arte andam, ali, de esquina em esquina. 
O magnifico Paço das Escolas (Universidade) que foi solar de D. Henrique; a igreja de Santa Cruz, onde repousam os restos mortais de D. Afonso Henriques e D. Sancho I, a Sé Velha, o mosteiro de Celas, a Igreja de Santiago, o Convento de Santa Clara-a-Velha, e outros preciosos  testemunhos do esplendor artistico medieval, a jesuitica Sé Nova, o Museu Machado de Castro, dos mais ricos do País, a Biblioteca Joanina, uma das mais suptuosas da Europa, o barroco Convento de Santa Clara-a-Nova, que Isabel de Aragão (a Rainha Santa ) mandou construir, a Quinta das Lágrimas, dos amores de D. Pedro e D. Inês, a torre de Anto, atalaia da muralha antiga da cidade e onde António Nobre viveu, locais obrigatórios de visita.





Se mergulharmos na sua história e a compararmos com o presente verificamos que o que foi não volta a ser. Coimbra já não é, evidentemente hoje , a " terra fantástica" de Antero, do lirismo de João de Deus, da irreverência do "Pica", das velhas tertúlias nas tascas da Alta ou da Baixa, onde alternavam os versos e o escabeche, o idealismo e o carrascão. Tempos idos do canelão, do rapanço, do recolher obrigatório ao badalar da cabra, a colher de pau a zurzir nas unhas dos caloiros, esses tempos já lá vão, no entanto Coimbra é e será sempre a Cidade dos Estudantes, e a Queima das Fitas continua  a ser a maior festa estudantil Portuguesa.

Os estudantes cantavam para beber, confessar amores recatados, gritar revoltas, expandir ideologias, a canção de coimbra, o fado, marca ainda hoje a diferença no cantar Português.


 Coimbra viu definitivamente concluida a sua reconquista aos Mouros em 1064, foi local de cortes e residêncial real, cresceu, tranformou-se, ganhou carácter. Estreitamente ligada a partir de 1537, á universidade, para lá transferida por D. Dinis.
Percorrer-lhe praças e ruas, é, realmente, como desfolhar muitas páginas do nosso passado colectivo, descobrir uma cidade, das mais belas e pitorescas de Portugal. 
 Muito teria para escrever sobre  Coimbra  do Mondego, talvez dos rios mais cantados de Portugal, muito teria para contar de poetas, canticos, poesias e prosas, estudantes e seus amores,  muito haveria para contar desta cidade tão cheia de história.... convido-os a visitar a cidade dos estudantes.


PUBLICADO digitalblueradio às 15:31 | LINK DO POST
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