O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
O valor das coisas, das simples e pequenas coisas da vida, do nosso dia-a dia, é traduzido pela espontaneidade dos gestos, pela vontade de dar, pela alegria que transborda do coração quando o prazer da oferta se equipara ao prazer do recebimento.
É assim que vejo a vida, o amor a amizade.
Um beijo leve p´la manhã no rosto do meu filho quando este ainda dorme ou se levanta pra ir p´ra escolinha quando a manhã rejuvenesce no céu.
O prazer de sentir o seu respirar sereno quando adormece ou simplesmente o seu olhar e sorrir,...
As suas brincadeiras e palavras o seu descobrir das coisas, é o alento que me resta, a alegria que me enche a alma …
Tudo coisas de dentro, coisas da alma, coisas de mim.
Promessas que faço a mim mesmo e que tento cumprir, o tempo que dou de mim e que é sempre pouco pras pequenas coisas do seu crescimento.
O tempo que queria não tivesse fim, não fosse o tempo o limite de nós…
As pequenas coisas têm o valor que têm.
A grandeza é medida com o sentir, em profundidade, como se um poço ou um abismo fossem a fita métrica da espontaneidade da dádiva.
São pequenas coisas… São sóis.
Mas sóis que enchem uma casa, abrem as janelas, estendem a colcha da fantasia e deixam a marcha da felicidade passar, guiada pela banda da alegria.
Não têm mais valor que um sorriso, nem mais importância que a afabilidade de um gesto.
São… Tudo o que tenho!

  Hoje deixei sem querer escapar uma lágrima …
De repente a minha mente transportou-me para o presente para a vida que construí, pequena mas tão cheia , ao olhar aquele rosto que me ilumina a alma ,....
Que presente e futuro terei para dar aos que me rodeiam quando nem o simples gesto de contribuir para o seu bem estar, o elementar acto de trazer para casa um ordenado que nos sustente consigo neste momento obter,....
O espelho do que sou e o presente surgiu sem sonhos,...
Fitei-o como quem tenta reconhecer alguma coisa que é sua e chorei....lágrimas que me queimavam o rosto e me enfureciam e desanimavam e em simultâneo, uma outra verdade desabrochou no mesmo espelho, acastanhada, distante, mofa…
O passado.
Quem fui e ao que cheguei,...
Uma intensa nuvem de condicionais libertou as águas invernias e inundou as razões, todas elas, que queria inexistentes.
A realidade era uma lágrima ácida a cair sobre a pele e a queimar a fantasia… 

  Só queria entender… o porquê.
Só queria ter esperança ,....acreditar que o futuro existe,....queria puder acompanhar como homem e pai o crescimento deste ser que deitei ao mundo, mas vejo dias tão cinzentos no horizonte.
Queria que a sua vida fosse de cor e felicidade e que o sol brilhasse sempre p´la manhã, ser eu o jardineiro daquele jardim florido ali á porta de casa mas nem sequer sei plantar e tão pouco sei semear alguma coisa…
Mas vi o seu rosto feliz entregue ao prazer como se voasse e fosse livre, num simples gesto de jogar a bola,....a andar de bicicleta.
Seres livre é um direito filho.
Esta é tão somente uma história, uma história como tantas outras histórias que preenchem a vida de de cada um de nós.
A cola está fresca, a fotografia é recente, pode desbotar… Uma história.
Levantei a cabeça e descobri que não conseguia chorar.
Chorar é típico dos fracos e eu não chorei,... apenas derramei uma lágrima,...

  A tua lágrima,...a lágrima que te dou meu filho,...pois sinto-me impotente neste momento perante a vida, perante o mundo, perante ti, eu que desejava apenas viver de pequenas coisas,apenas e só, pequenas coisas…
- oh filho se eu fosse jardineiro e conseguisse erradicar todos os cactos da vida!
Deixaria talvez um pouco de dor para que de quando em vez aparecesse e nos recordasse que nem tudo na vida é um mar de rosas e que teem espinhos,....
Se não houvesse dor, sobre que escreveriam os poetas?
A dor é importante, ainda que o nosso mundo seja apenas uma dilacerante dor, é a dor que tem a coragem de libertar a tal lágrima que cai sobre a pele e que ao queimar a fantasia me desnuda e aponta a realidade fria num horizonte vazio.
Agora agacho-me e tento apanhar os cacos da ilusão.
Quanto sobrou desta vez?
Talvez dê para fazer um soneto… Talvez sim…
Promessas da lua, quando prognosticou diante do mar e dos céus que me feriria pela eternidade de um lamento…
Um novo dia nasce e no horizonte vazio não vislumbro qualquer luz,... 

 -" e não meu filho o pai natal este ano não pode vir, perdeu-se no caminho,..."
-"desculpa filho mas não, este ano não te posso dar prendas, nem bolos para a ceia de Natal, nem doces, nem,...nem,..nem,...nem,..."
-"Filho este ano o pai não te pode dar nada , apenas um olhar de tristeza, angustia, lamento e lágrimas que morrem ao nascer,...."
-" sabes filho o pai não tem tostão,....não ganha tostão,...NÃO TEM TRABALHO,.....mas deixa filho tem esperança, o pai teve ao longo da vida esperança,....guarda-a contigo nunca a percas, ela é importante para nos encaminhar ao longo da vida,...."
-"sim filho diz:"
- A ESPERANÇA do pai?
-" perdia filho,...perdia!"

Rick e Renner, é lindo este tema.
PUBLICADO digitalblueradio às 16:33 | LINK DO POST
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