O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Mudam-se os tempos mudam-se as vontades. 
O  tempo passa e com ele algumas profissões vão também desaparecendo, longe vai o tempo em que o negócio passava de pais para filhos, ou que se aprendia uma profissão, muitas vezes pagando para aprender. Vamos fazer uma pequena viagem recuando no tempo.
                            Abegão (Ferrador e Ferreiro)
 O abegão era pau para toda a obra. Fazia a manutenção do equipamento agrícola metendo a mão na madeira e no ferro, e, nalguns casos, também fazia as vezes de ferrador. Isto porque os mestres ferreiros, geralmente, tinham oficina aberta apenas nos povoados de maior dimensão, vilas e cidades. O ferreiro também exercia a função de ferrar as cavalgaduras, com a forja faziam os diferentes moldes para cascos de mulas, cavalos, e burros.  Uma oficina de ferreiro ocupava no mínimo, 4 pessoas: uma que acarretava o ferro, a lenha e o carvão para a forja; outra que se destinava apenas a alimentar a fornalha e que se chamava "foleiro"; mais um ou dois trabalhadores malhavam/batiam o ferro e por último havia um "mestre" do ofício que executava as peças. 
A construção de arreios, selas, coelheiras, albardas, etc, era da competência do correeiro, o aparecimento das alfaias agrícolas motorizadas, como os tractores e motocultivadores, levou a que o trabalho de tracção baseado em animais fosse desaparecendo e a necessidade do correeiro diminuindo. 
 Apenas uma referência para um artigo que com o decorrer dos tempos também desapareceu, você lembra-se d´o pirolito, a  gasosa de outros tempos, era muito procurado, não só pelo refrigerante, como também pela esfera de vidro que no interior da garrafa servia de tampa e quando partida usava-se como berlinde. Penso que ninguém comprava o famoso Pirolito pelo sabor, era o berlinde, o “guélas”, o supremo encanto do Pirolito. Ainda sou do tempo dos pirolitos, nessa altura a criançada brincava também com berlindes e os temiveis abafadores, esferas de aço dos rolamentos das máquinas, longe vão os tempos.
 
O Tanoeiro é um artífice que trabalha no fabrico de toneis, barris, tinas, celhas, pipas e outros objectos cujos elementos chave são as aduelas e os aros. O tanoeiro era bastante conhecedor das várias madeiras, matéria prima para o fabrico de aduelas. Estas eram manufacturadas pois a sua curvatura e espessura só poderia ser dada à mão. É ainda em recipientes feitos pelo tanoeiro que se fabricam dos melhores vinhos em Portugal. Porém, uma procura de recipientes noutros materiais em substituição das celhas, como plásticos, mais leves, baratos e facilmente laváveis, a necessidade de uma maior higienização de alguns materiais da produção vinícola, utilizando recipientes em inox, mais fortes e de maior capacidade, para a produção de vinho, vieram a fazer com que esta arte esteja em vias de extinção. Como curiosidade noutros tempos havia quem tivesse barris  serrados ao meio e transformavam-se em duas celhas, que serviam para lavar a roupa ou pô-la de molho, com cinza, servia ainda para tomar banho.
 O Segeiro era o artífice ligado essencialmente à construção e reparação de carroças, não deixando, no entanto, de fazer e reparar alguns objectos agrícolas, uma expressão pouco usada, mais conhecido como Ferreiro.
O desaparecimento do gado como animal de tracção e a procura de maquinaria agrícola motorizada levou à extinção do segeiro.

 Muitas profissões já não existem e outras para lá caminham.
 A função do Petrolino, era percorrer as aldeias do concelho nas “voltas”, com a sua carroça, vendia azeite e petróleo assim como sabão e aguardente. 
 Muitas profissões já quase desapareceram, algumas substituídas por robots, outras porque deixaram de fazer sentido. No outro dia ainda ouvi uma gaita na rua com um toque característico e fui estreitar. Era o "amola-tesouras", que também costumava consertar chapéus de chuva. 
 Noutros tempos podia-se comprar muita coisa sem sair de casa. O padeiro vinha a casa, o leiteiro vinha a casa, a varina trazia peixe a casa, o mesmo para os legumes, e até quando se ia à mercearia o marçano depois trazia as compras à freguesa. É natural que hoje em dia isso não faça sentido.
                                              PADEIRO
LEITEIRO 
 
                                                 VARINA                                                 
 Hoje quem quer comprar vai ás grandes superficies, pois até as merciarias de bairro onde o freguês comprava a fiado, " ia p´ro  ról" estão a acabar, desde há muito tempo que quem quer o jornal vai comprá-lo ao quiosque, é claro que o jornal da manhã também vinha ter a casa. 
                                              ARDINA
 Ainda lembro bem nos meus tempos de menino, quando o padeiro aparecia ou o leiteiro, levava-se  um fervedor e pedia-se 1/2 litro de leite, na merciaria comprava-se uma quarta disto ou daquilo, o  ardina via-o todos os dias nos cafés a vender jornais, claro que também me recordo do amola-tesouras mas do homem do petóleo não me recordo lembro isso sim das carvoarias.
 Outra profissão em vias de extinção os alfaiates, e as costureiras ou modistas, agora compra-se tudo feito, o aparecimento do pronto a vestir, veio acabar com esta profissão no entanto ainda existem, mas poucos.
                    TRAPEIRO OU FERRO-VELHO 
                                            AGUADEIRO
                                             COVEIRO
                                 VENDEDORA DE FIGOS
 
Ainda me recordo das excursões e dos passeios domingueiros onde encontrava na rua o fotógrafo "á la minute", sempre a convidar para tirarmos uma foto “olha o passarinho”, fotografias a preto e branco, prontas em cinco minutos.
 
Na nossa era de informação instantânea, imaginarmo-nos a nascer, viver e morrer no mesmo sitio poderá ser um exercício mental complicado, contudo, só fazendo este exercício poderemos compreender o quão importantes eram todos aqueles que não faziam o seu dia-a-dia numa determinada localidade mas entre várias. Era o caso dos Almocreves, condutores de animais de carga que faziam do transporte de bens de uma terra para outra a sua profissão. Naturalmente falamos de outros tempos em que 50km não se fazia em meia hora mas um ou dois dias; Com eles iam também as noticias de freguesia para freguesia, do campo para a cidade, e da cidade para o campo. Quem ia casar com quem, quem comprou o quê, quem vendeu o quê, quem é o novo pároco de sítio tal, se as colheitas para lá da serra prometem, se há perigo de guerra, etc etc... 

A lavadeira, o posticeiro que confeccionava e pentiava perucas, o dactilógrafo que escrevia cartas chama-se agora administrativo, ou a governanta, o caixeiro viajante,  são apenas algumas profissões que acabaram mas outras apenas se transformaram no sentido de se aglutinarem com outras. É obvio que neste espaço não conseguiria descrever todas as que existiram ou as que estão em viasd e extinção mas fica apenas um breve olhar em como os tempos mudam.
                                                   AMA 
                              Uma ligeira viagem no tempo   
PUBLICADO digitalblueradio às 15:29 | LINK DO POST
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