O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações nasceu no Lugar de Pilar em Amares no dia 3 de Dezembro de 1944 e morreu em Lisboa a 13 de Junho de 1984.
A sua discografia continua ainda hoje a influenciar a música portuguesa.
Variações nasceu em Braga radicando-se nos primeiros anos da sua vida no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia do município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, Tonito (como a mãe lhe chamava) tinha nove irmãos. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e folclore locais. Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amsterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no "Ayer", o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Ataíde era igualmente seu amante e Variações assumiu dessa forma a sua orientação sexual. Depois do "Ayer", passou ainda por um salão no "Centro Comercial Alvalade" e só mais tarde abriu uma barbearia na Baixa lisboeta. Entretanto, deu início aos espectáculos com o grupo "Variações", atraindo rapidamente as atenções. Por um lado, o seu visual excêntrico não passava despercebido e, por outro, o seu estilo musical combinava vários géneros, como o rock, o pop, o blues ou o fado. Em 1978, apresentou-se à editora Valentim de Carvalho e assinou contrato.
A discoteca "Trumps" ou o "Rock Rendez-Vous" foram os locais onde Variações se apresentou ao público. Em 1981, sem ter até aí editado qualquer música, participou no programa de televisão de Júlio Isidro, "O Passeio dos Alegres". A sua música e o seu estilo próprio e inconfundível fizeram com que depressa alcançasse uma fama razoável. Editou o primeiro single com os temas "Povo que Lavas no Rio" e "Estou Além".
Pouco depois gravou o seu primeiro LP, "Anjo da Guarda" com dez faixas, todas de sua autoria, onde se destacaram os êxitos
"É p´ra Amanhã" e "O Corpo É que Paga".
Em 1984 lançou o seu segundo trabalho, intitulado "Dar e Receber". Depois disso, aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco, usando o mesmo pijama com ursinhos e coelhinhos que usou na sua primeira aparição televisiva.
Variações cantou na Queima das Fitas de Coimbra de 1984, já gravemente doente, sendo depois levado para o Hospital Pulido Valente devido a um problema brônquico-asmático. Quando a"Canção de Engate" invadiu as rádios, já António Variações se encontrava internado no hospital. Transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, morreu a 13 de Junho, vítima de uma bronco-pneumonia, causada pela SIDA.
O actor holandês Jelle Balder, com quem também manteve um relacionamento amoroso, foi o seu companheiro até à morte. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer vítima de SIDA. A partir daqui vamos deixar os videos que mostram a vida de Variações.

Como todos os grandes artistas são valorizados após a morte. Vinte anos após a sua morte, em foi lançado um álbum em sua homenagem, com canções da sua autoria que nunca tinham sido editadas; sete conhecidos músicos portugueses formaram a banda Humanos e gravaram 12 músicas seleccionadas de um conjunto de cassetes "perdidas" no património de Variações administrado pelo irmão, Jaime Ribeiro. Mostraremos isso no fim da história.
Em entrevista, António Variações explicou o nome escolhido: "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos."

António Variações, uma voz, um estilo, p´ra sempre inesquecivel
"Variações", uma voz, a musica , um mito.
O FIM
A sua musica foi ao longo dos anos e até aos dias de hoje sendo regravada por outros como é exemplo disso o sucesso dos  agrupamento "HUMANOS"
R.I.P - António
PUBLICADO digitalblueradio às 16:23 | LINK DO POST
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