O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco nasceu em Lisboa a 16 de Março de 1825 e morreu em  São Miguel de Seide a 1 de Junho de 1890. Camilo foi um romancista português, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Foi ainda o 1.º visconde de Correia Botelho, título concedido pelo rei D. Luís de Portugal.

Camilo Castelo Branco, teve uma vida atribulada que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. De uma família da aristocracia de província, era filho de Manuel Joaquim Botelho Castelo Branco, e de Jacinta Rosa do Espírito Santo Ferreira, com quem não casou, mas de quem teve os seus dois filhos. Camilo foi assim perfilhado por seu pai em 1829, como "filho de mãe incógnita".

Foi órfão de mãe quando tinha um ano de idade e de pai aos dez anos, o que lhe criou um carácter de eterno insatisfeito com a vida. Estando órfão, foi recebido por uma tia de Vila Real, e depois por uma irmã mais velha, Carolina Rita Botelho Castelo Branco, em Vilarinho de Samardã, em 1839, recebendo uma educação irregular através de dois padres de província.
Na sua adolescência formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos, literatura eclesiástica e em contacto com a vida ao ar livre transmontana. Com apenas dezesseis anos Camilo casa com Joaquina Pereira de França e instala-se em Friúme (Ribeira de Pena). O casamento precoce parece ter sido resultado de uma mera paixão juvenil, não tendo resistido muito tempo. Na mesma altura prepara-se para ingressar na Universidade, indo estudar com o Padre Manuel da Lixa, em Granja Velha. O seu carácter instável, irrequieto e irreverente leva-o a amores tumultuosos (Patrícia Emília, a freira Isabel Cândida).

Ainda a viver com Patrícia Emília de Barros, Camilo publicou n'O Nacional, correspondências contra José Cabral Teixeira de Morais, governador civil. Devido a esta desavença é espancado pelo «Olhos-de-Boi», capanga do governador. As suas irreverentes correspondências jornalísticas valeram-lhe, em 1848, nova agressão a cargo de Caçadores 3. Camilo abandona Patrícia nesse ano, fugindo para casa da irmã, residente agora em Covas do Douro. Camilo cursa Medicina no Porto, que não conclui, optando depois por Direito. A partir de 1848 faz uma vida de boémia repleta de paixões, repartindo o seu tempo entre os cafés e os salões burgueses, dedicando-se entretanto ao jornalismo. Apaixona-se por Ana Plácido, e quando esta se casa, tem uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário que depois abandona. Ana Plácido tornara-se mulher de um negociante de seu nome, Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspira como personagem em algumas das suas novelas, muitas vezes com carácter depreciativo. Seduz e rapta Ana Plácido e, depois de algum tempo a monte, são capturados pelas autoridades e depois julgados. Naquela época o caso emocionou a opinião pública pelo seu conteúdo tipicamente romântico do amor contrariado, que se ergue à revelia das convenções e imposições sociais. Presos na cadeia da relação do Porto, escreveu Memórias do Cárcere, tendo conhecido o famoso delinquente Zé do Telhado. Depois de absolvidos do crime de adultério, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos, tinha ele trinta e oito anos.

Entretanto, Ana Plácido tem um filho, teoricamente do seu antigo marido, ao que se somam mais dois de Camilo. Com uma família tão numerosa para sustentar Camilo começa a escrever a um ritmo alucinante. Quando o ex-marido de Ana Plácido, falece em 1863, o casal vai viver para a sua casa, em São Miguel de Seide. Em 1870 vai viver para Vila do Conde motivado por problemas de saúde, aí se mantendo até 1871. Foi em Vila do Conde que escreveu a peça de teatro "O Condenado", bem como inúmeros poemas, crónicas, artigos de opinião e traduções. 
A peça "O Condenado" é representada no Porto em 1871. Outras obras de Camilo estão associadas a Vila do Conde. Na obra "A Filha do Arcediago", relata a passagem de uma noite do Arcediago com um exército numa estalagem, conhecida pela Estalagem das Pulgas. Essa estalagem pertencera outrora ao Mosteiro de São Simão da Junqueira, e situa-se no lugar Casal de Pedro, freguesia da Junqueira. Camilo dedicou ainda o romance "A Engeitada” a um ilustre vilacondense seu conhecido, o Dr. Manuel Costa.

Camilo Castelo Branco ia regularmente à Póvoa de Varzim entre 1873 e 1890, perdendo-se no jogo e escrevendo parte da sua obra no antigo Hotel Luso-Brazileiro junto do Largo do Café Chinês. Camilo reunia-se com personalidades de notoriedade intelectual e social, como o pai de Eça de Queirós, magistrado e par do reino, o poeta e dramaturgo poveiro Francisco Gomes de Amorim, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho, entre outros. Sempre que ia à Póvoa, convivia regularmente com o Visconde de Azevedo no Solar dos Carneiros.

Camilo, na Póvoa, andou metido de amores com uma bailarina espanhola, cheia de salero, e tendo gasto, com a manutenção da diva, mais do que permitiam as suas posses, acabou por recorrer ao jogo na esperança de multiplicar o anémico pecúlio e acabou, como é de regra, por perder tudo e contraír uma dívida de jogo, que então se chamava uma dívida de honra.".
Em 1877, Camilo viu morrer na Póvoa o seu filho predilecto Manuel Plácido, do primeiro casamento com Ana Plácido. Em 1885 é-lhe concedido o título de visconde de Correia Botelho e em 1888 casa-se finalmente com Ana Plácido. Camilo passa os últimos anos da sua vida ao lado de Ana Plácido. As dificuldades financeiras, os filhos e a  progressiva e crescente cegueira (causada pela sífilis), impede Camilo de ler e de trabalhar capazmente, o que o mergulha num enorme desespero.

Camilo Castelo Branco, depois da consulta a um oftalmologista que lhe confirmara a gravidade do seu estado, em desespero desfere um tiro de revólver na têmpora direita, em 1890, acabando por morrer.
Venha conhecer a casa de Camilo Castelo Branco, foi mandada construir pelo primeiro marido de Ana Plácido, Pinheiro Alves, por volta de 1830, quando regressou do Brasil, na posse de avultada fortuna. Camilo viveu com Ana Plácido nesta casa cerca de 26 anos, do inverno de 1863 até ao suicídio em 1890.
Descendência
Filhos do primeiro casamento
D. Rosa Pereira de França Botelho Castelo Branco, nascida em 1843, em Friúme, Ribeira de Pena.
Filhos do segundo casamento
Manuel Plácido Alves, nascido em 1858, na cidade do Porto.
Jorge Camilo Castelo Branco, nascido em 1863, em Lisboa.
Nuno Plácido Castelo Branco, nascido em 1864, em São Miguel de Seide.
Filha natural de Camilo Castelo Branco e D. Patrícia Emília do Carmo de Barros: D. Bernardina Amélia Castelo Branco, nascida em 1848, em Vila Real.
Entre 1851 e 1890, e durante quase 40 anos, escreveu mais de duzentas e sessenta obras, de entre os vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas – tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos tais como: Manoel Coco, Saragoçano, Árqui-Zero, Anastácio das Lombrigas. Camilo Castelo Branco "Vida e Obra"
Principais Obras: "Anátema", "Mistérios de Lisboa", "A Filha do Arcediago", "Livro negro de Padre Dinis", "O Sarcófago de Inês", "Lágrimas Abençoadas", "Cenas da Foz",  "Vingança".
"Onde Está a Felicidade?", "Um Homem de Brios",  "O Que Fazem as Mulheres", "O Morgado de Fafe em Lisboa" 
 "As Três Irmãs", "Amor de Perdição", "Memórias do Carcere", "O Bem e o Mal", "A Filha do Doutor Negro", "A Sereia", "A Enjeitada", "O Judeu", "A Queda dum Anjo"  

"O Santo da Montanha", "A Bruxa do Monte Córdova", "A doida do Candal", "Os Mistérios de Fafe", "O Retrato de Ricardina", "A Mulher Fatal", "O Regicida", "A Corja", "Folhas Caídas", apenas fazendo referência a alguns.
Camilo Castelo Branco
PUBLICADO digitalblueradio às 11:01 | LINK DO POST
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