O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Civilização é um complexo conceito da antropologia e história Numa perspectiva mais comum podemos chamar de civilização a uma sociedade humana que se fixa em determinado local e aí contrói uma cidade. Daí a derivação do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. Ao longo dos tempos o movimento histórico de mudança do modo de ser e de viver do ser humano, tem tido algum impacto com sucessivas revoluções tecnológicas (agrícoloa, industrial, etc.). Porém, as chamadas civilizações antigas ou extintas aquelas da Antiguidade que em virtude de seus feitos, principalmente arquitetônicos e artísticos passam a ser estudadas pelos historiadores e arqueólogos depois de seu desaparecimento, deiram-nos algum legado. 
Algumas dessas civilizações são lendárias, supostamente esquecidas pelo tempo,  outras existem e deixaram-nos motivos para as estudar. Dentre estas civilizações lendárias destacam-se:
Avalon,Agharta,Atlântida,Ciméria, 
El dorado,Lemúria,Shangri-La, 
Klingons,Krypton,Terra-Média,Nárnia.
Embora hoje seja uma região da Turquia, a zona costeira da Anatólia, ou Ásia Menor, foi um próspero centro da cultura grega nos tempos antigos. Duas cidades se destacam especialmente - uma por uma obra de literatura, e outra pela sua ligação a uma obra de arte. A lendária cidade de Tróia da Grécia continental que se tornou tema de um dos pilares da literatura ocidental, a Ilíada de Homero. O friso do Altar Grande da cidade de Pérgamo, agora em um museu em Berlim, é um dos melhores exemplos sobreviventes de escultura helenística. Essas cidades floresceram com muitos séculos de distância, mas os seus legados combinados dão-nos hoje uma visão notável da civilização antiga da Anatólia.
Legendas: Em PT, para visualizar legendas, pressione o "CC" ao lado da resolução do vídeo. 
Um mito da antiga Grecia remete ao Rei Minos, este construiu um vasto Labirinto que nas suas estruturas vivia um impressionante monstro chamado Minotauro. Descubra mais sobre este mito Cretense e também o seu lendário monarca nas ruínas do grande palácio com milhares de comôdos e passagens secretas encontradas pelo arqueólogo Arthur Evans.
  Legendas: Em PT, para visualizar legendas, pressione o "CC" ao lado da resolução do vídeo. 

A evidência arqueológica mostra que a civilização Fenícia começou a desenvolver-se por volta de 3.000 A.C. Até cerca de 1.200 A.C., os fenícios começaram a estabelecer o grande império comercial que fez deles grandes comerciantes. Os seus navios, equipados tanto para o comércio como para a guerra, dominaram o Mediterrâneo. Os egípcios usavam os cedros do Líbano para caixões, navios e outros artefatos, e o rei Salomão usou para construir o Grande Templo em Jerusalém. Originalmente, os fenícios governados a partir de várias cidades-estado localizado no que hoje é o Líbano, passou a estabelecer colônias no Mediterrâneo Ocidental. A sua colônia mais ilustre era a cidade de Cártago no Norte de África, que travou uma guerra contra Roma, até ser derrotada em 146 A.C. A maior contribuição dos fenícios para a civilização foi o requinte de um alfabeto fonético padronizado. Os gregos introduziram-no na Europa, onde se tornou a base para o alfabeto que usamos hoje.
    Legendas: Em PT, para visualizar legendas, pressione o "CC" ao lado da resolução do vídeo. 
 Localizado no extremo sul da península Arábica, os países do Iêmen e Omã encontram-se numa encruzilhada estratégica. O Corno de África está a apenas a alguns quilômetros entre o extremo sul do Mar Vermelho, o Golfo Pérsico está fora para leste, o Mar Arábico, um braço do oceano Índico, onde os navios se deslocam para a Índia e pontos do leste. Nos tempos antigos, esta localização vantajosa deu á área, então conhecida como Sabá, o acesso à riqueza e ao poder. Hoje é fácil pensar que as sociedades antigas eram, por causa de suas limitações tecnológicas, relativamente isoladas de outras partes do mundo. Mas o estudo da Arábia antiga prova o contrário. Os habitantes de Sabá receberam os bens provenientes da China e da Índia distante e enviaram para o Mediterrâneo e para além dele. Eles também produziram os seus próprios bens de luxo que eram altamente valorizados noutras terras. As suas riquezas permitiram-lhes construir cidades imponentes, cujas ruínas são estimados sítios arqueológicos.
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Se olhar para o mapa da Grécia, você vai ver que quase um quarto do seu território é composto por dezenas e dezenas de ilhas do Mar Egeu. Nos tempos antigos, uma dessas ilhas era Thera, não era uma ilha muito importante, exceto por uma coisa. Esta ilha foi palco de uma das maiores erupções vulcânicas da história. Depois disso, Thera já não era uma ilha, mas três - uma delas hoje é conhecida como Santorini. Quando a erupção ocorreu em cerca de 1500 A.C., uma civilização foi exterminada. Era uma cultura sofisticada e muito influenciada pela civilização minóica em Creta, a cerca de 60 quilômetros de distância. Os artistas de Thera pintavam frescos coloridos de animais, desporto e guerra, e a esposa de Thera (líder da ilha), tinha uma paixão por jóias e roupas brilhantes. Os engenheiros construíram um sistema notável de água corrente canalizada para cada habitação. Quando a cidade foi redescoberta na década de 60, ela apresentou-se preservada - o que abriu uma janela para arqueólogos estudarem a fabulosa vida nos tempos antigos.  Legendas: Em PT, para visualizar legendas, pressione o "CC" ao lado da resolução do vídeo. 
Os Micênicos foram talvez a mais importante civilização da região do Mediterrâneo nos tempos antigos. A sua cultura tornou-se tema dos mais refinados trabalhos da literatura escrita da antiguidade como: A Ilíada e Odisséia de Homero.
                    BREVEMENTE OUTRAS HISTÓRIAS
PUBLICADO digitalblueradio às 19:23 | LINK DO POST
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Civilização é um complexo conceito da antropologia e história Numa perspectiva mais comum podemos chamar de civilização a uma sociedade humana que se fixa em determinado local e aí contrói uma cidade. Daí a derivação do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. Ao longo dos tempos o movimento histórico de mudança do modo de ser e de viver do ser humano, tem tido algum impacto com sucessivas revoluções tecnológicas (agrícoloa, industrial, etc.). Porém, as chamadas civilizações antigas ou extintas aquelas da Antiguidade que em virtude de seus feitos, principalmente arquitetônicos e artísticos passam a ser estudadas pelos historiadores e arqueólogos depois de seu desaparecimento, deiram-nos algum legado. 
Algumas dessas civilizações são lendárias, supostamente esquecidas pelo tempo,  outras existem e deixaram-nos motivos para as estudar. Dentre estas civilizações lendárias destacam-se:
Avalon,Agharta,Atlântida,Ciméria, 
El dorado,Lemúria,Shangri-La, 
Klingons,Krypton,Terra-Média,Nárnia.
Embora hoje seja uma região da Turquia, a zona costeira da Anatólia, ou Ásia Menor, foi um próspero centro da cultura grega nos tempos antigos. Duas cidades se destacam especialmente - uma por uma obra de literatura, e outra pela sua ligação a uma obra de arte. A lendária cidade de Tróia da Grécia continental que se tornou tema de um dos pilares da literatura ocidental, a Ilíada de Homero. O friso do Altar Grande da cidade de Pérgamo, agora em um museu em Berlim, é um dos melhores exemplos sobreviventes de escultura helenística. Essas cidades floresceram com muitos séculos de distância, mas os seus legados combinados dão-nos hoje uma visão notável da civilização antiga da Anatólia.
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Um mito da antiga Grecia remete ao Rei Minos, este construiu um vasto Labirinto que nas suas estruturas vivia um impressionante monstro chamado Minotauro. Descubra mais sobre este mito Cretense e também o seu lendário monarca nas ruínas do grande palácio com milhares de comôdos e passagens secretas encontradas pelo arqueólogo Arthur Evans.
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A evidência arqueológica mostra que a civilização Fenícia começou a desenvolver-se por volta de 3.000 A.C. Até cerca de 1.200 A.C., os fenícios começaram a estabelecer o grande império comercial que fez deles grandes comerciantes. Os seus navios, equipados tanto para o comércio como para a guerra, dominaram o Mediterrâneo. Os egípcios usavam os cedros do Líbano para caixões, navios e outros artefatos, e o rei Salomão usou para construir o Grande Templo em Jerusalém. Originalmente, os fenícios governados a partir de várias cidades-estado localizado no que hoje é o Líbano, passou a estabelecer colônias no Mediterrâneo Ocidental. A sua colônia mais ilustre era a cidade de Cártago no Norte de África, que travou uma guerra contra Roma, até ser derrotada em 146 A.C. A maior contribuição dos fenícios para a civilização foi o requinte de um alfabeto fonético padronizado. Os gregos introduziram-no na Europa, onde se tornou a base para o alfabeto que usamos hoje.
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 Localizado no extremo sul da península Arábica, os países do Iêmen e Omã encontram-se numa encruzilhada estratégica. O Corno de África está a apenas a alguns quilômetros entre o extremo sul do Mar Vermelho, o Golfo Pérsico está fora para leste, o Mar Arábico, um braço do oceano Índico, onde os navios se deslocam para a Índia e pontos do leste. Nos tempos antigos, esta localização vantajosa deu á área, então conhecida como Sabá, o acesso à riqueza e ao poder. Hoje é fácil pensar que as sociedades antigas eram, por causa de suas limitações tecnológicas, relativamente isoladas de outras partes do mundo. Mas o estudo da Arábia antiga prova o contrário. Os habitantes de Sabá receberam os bens provenientes da China e da Índia distante e enviaram para o Mediterrâneo e para além dele. Eles também produziram os seus próprios bens de luxo que eram altamente valorizados noutras terras. As suas riquezas permitiram-lhes construir cidades imponentes, cujas ruínas são estimados sítios arqueológicos.
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Se olhar para o mapa da Grécia, você vai ver que quase um quarto do seu território é composto por dezenas e dezenas de ilhas do Mar Egeu. Nos tempos antigos, uma dessas ilhas era Thera, não era uma ilha muito importante, exceto por uma coisa. Esta ilha foi palco de uma das maiores erupções vulcânicas da história. Depois disso, Thera já não era uma ilha, mas três - uma delas hoje é conhecida como Santorini. Quando a erupção ocorreu em cerca de 1500 A.C., uma civilização foi exterminada. Era uma cultura sofisticada e muito influenciada pela civilização minóica em Creta, a cerca de 60 quilômetros de distância. Os artistas de Thera pintavam frescos coloridos de animais, desporto e guerra, e a esposa de Thera (líder da ilha), tinha uma paixão por jóias e roupas brilhantes. Os engenheiros construíram um sistema notável de água corrente canalizada para cada habitação. Quando a cidade foi redescoberta na década de 60, ela apresentou-se preservada - o que abriu uma janela para arqueólogos estudarem a fabulosa vida nos tempos antigos.  Legendas: Em PT, para visualizar legendas, pressione o "CC" ao lado da resolução do vídeo. 
Os Micênicos foram talvez a mais importante civilização da região do Mediterrâneo nos tempos antigos. A sua cultura tornou-se tema dos mais refinados trabalhos da literatura escrita da antiguidade como: A Ilíada e Odisséia de Homero.
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Civilização é um complexo conceito da antropologia e história Numa perspectiva mais comum podemos chamar de civilização a uma sociedade humana que se fixa em determinado local e aí contrói uma cidade. Daí a derivação do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. Ao longo dos tempos o movimento histórico de mudança do modo de ser e de viver do ser humano, tem tido algum impacto com sucessivas revoluções tecnológicas (agrícoloa, industrial, etc.). Porém, as chamadas civilizações antigas ou extintas aquelas da Antiguidade que em virtude de seus feitos, principalmente arquitetônicos e artísticos passam a ser estudadas pelos historiadores e arqueólogos depois de seu desaparecimento, deiram-nos algum legado. 
Algumas dessas civilizações são lendárias, supostamente esquecidas pelo tempo,  outras existem e deixaram-nos motivos para as estudar. Dentre estas civilizações lendárias destacam-se:
Avalon,Agharta,Atlântida,Ciméria, 
El dorado,Lemúria,Shangri-La, 
Klingons,Krypton,Terra-Média,Nárnia.
Embora hoje seja uma região da Turquia, a zona costeira da Anatólia, ou Ásia Menor, foi um próspero centro da cultura grega nos tempos antigos. Duas cidades se destacam especialmente - uma por uma obra de literatura, e outra pela sua ligação a uma obra de arte. A lendária cidade de Tróia da Grécia continental que se tornou tema de um dos pilares da literatura ocidental, a Ilíada de Homero. O friso do Altar Grande da cidade de Pérgamo, agora em um museu em Berlim, é um dos melhores exemplos sobreviventes de escultura helenística. Essas cidades floresceram com muitos séculos de distância, mas os seus legados combinados dão-nos hoje uma visão notável da civilização antiga da Anatólia.
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Um mito da antiga Grecia remete ao Rei Minos, este construiu um vasto Labirinto que nas suas estruturas vivia um impressionante monstro chamado Minotauro. Descubra mais sobre este mito Cretense e também o seu lendário monarca nas ruínas do grande palácio com milhares de comôdos e passagens secretas encontradas pelo arqueólogo Arthur Evans.
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A evidência arqueológica mostra que a civilização Fenícia começou a desenvolver-se por volta de 3.000 A.C. Até cerca de 1.200 A.C., os fenícios começaram a estabelecer o grande império comercial que fez deles grandes comerciantes. Os seus navios, equipados tanto para o comércio como para a guerra, dominaram o Mediterrâneo. Os egípcios usavam os cedros do Líbano para caixões, navios e outros artefatos, e o rei Salomão usou para construir o Grande Templo em Jerusalém. Originalmente, os fenícios governados a partir de várias cidades-estado localizado no que hoje é o Líbano, passou a estabelecer colônias no Mediterrâneo Ocidental. A sua colônia mais ilustre era a cidade de Cártago no Norte de África, que travou uma guerra contra Roma, até ser derrotada em 146 A.C. A maior contribuição dos fenícios para a civilização foi o requinte de um alfabeto fonético padronizado. Os gregos introduziram-no na Europa, onde se tornou a base para o alfabeto que usamos hoje.
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 Localizado no extremo sul da península Arábica, os países do Iêmen e Omã encontram-se numa encruzilhada estratégica. O Corno de África está a apenas a alguns quilômetros entre o extremo sul do Mar Vermelho, o Golfo Pérsico está fora para leste, o Mar Arábico, um braço do oceano Índico, onde os navios se deslocam para a Índia e pontos do leste. Nos tempos antigos, esta localização vantajosa deu á área, então conhecida como Sabá, o acesso à riqueza e ao poder. Hoje é fácil pensar que as sociedades antigas eram, por causa de suas limitações tecnológicas, relativamente isoladas de outras partes do mundo. Mas o estudo da Arábia antiga prova o contrário. Os habitantes de Sabá receberam os bens provenientes da China e da Índia distante e enviaram para o Mediterrâneo e para além dele. Eles também produziram os seus próprios bens de luxo que eram altamente valorizados noutras terras. As suas riquezas permitiram-lhes construir cidades imponentes, cujas ruínas são estimados sítios arqueológicos.
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Se olhar para o mapa da Grécia, você vai ver que quase um quarto do seu território é composto por dezenas e dezenas de ilhas do Mar Egeu. Nos tempos antigos, uma dessas ilhas era Thera, não era uma ilha muito importante, exceto por uma coisa. Esta ilha foi palco de uma das maiores erupções vulcânicas da história. Depois disso, Thera já não era uma ilha, mas três - uma delas hoje é conhecida como Santorini. Quando a erupção ocorreu em cerca de 1500 A.C., uma civilização foi exterminada. Era uma cultura sofisticada e muito influenciada pela civilização minóica em Creta, a cerca de 60 quilômetros de distância. Os artistas de Thera pintavam frescos coloridos de animais, desporto e guerra, e a esposa de Thera (líder da ilha), tinha uma paixão por jóias e roupas brilhantes. Os engenheiros construíram um sistema notável de água corrente canalizada para cada habitação. Quando a cidade foi redescoberta na década de 60, ela apresentou-se preservada - o que abriu uma janela para arqueólogos estudarem a fabulosa vida nos tempos antigos.  Legendas: Em PT, para visualizar legendas, pressione o "CC" ao lado da resolução do vídeo. 
Os Micênicos foram talvez a mais importante civilização da região do Mediterrâneo nos tempos antigos. A sua cultura tornou-se tema dos mais refinados trabalhos da literatura escrita da antiguidade como: A Ilíada e Odisséia de Homero.
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O POÇO E A PEDRA
Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio do arvoredo, surgiu um homem jovem de grande estatura e com um olhar triste. Assustado, o monge perguntou se poderia fazer alguma coisa por ele.

O homem baixou os olhos e murmurou envergonhado: "Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afecto dos meus pais e dos meus amigos. Como quem se afunda na lama, tenho praticado crimes atrás de crimes. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me deste sofrimento, desta angústia!".  
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse: "Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"  Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu: "sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá beber água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
O monge sorrindo aceitou a ideia e assim fizeram.
O monge deixou ao fundo do poço e pouco depois, veio a voz do monge: "pode puxar!". O homem deu um puxão na corda com força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de várias e inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral. Por um momento ficou mudo de espanto, mas logo gritou: “hei, o que é que está a fazer? Vamos, largue a rocha para que eu possa içá-lo.”
Lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando: “Você é grande e forte, mas mesmo com toda a sua força não me consegue puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exactamente isso que está a acontecer consigo. Considera-se um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afecto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas ideias. Desse maneira, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.” 
“Tudo depende de si. Só você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai soltar-se. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que o mantêm no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se.

A escuridão não é mais do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Na nossa vida não podemos deixar que as ideias negativas turvem os nossos pensamentos, ocultando os nossos melhores sentimentos, temos de procurar a luz da verdade e o caminho certo. É preciso abandonar as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros das nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho.” Quem é que na vida nunca cometeu erros? Quem é que nunca se sentiu deprimido e imerecedor de ser feliz? Quem é que nunca teve pensamentos negativos? O primeiro que atire a primeira pedra!
O nosso carácter resulta das experiências por que passamos, reflexo das escolhas que fizémos. Muitas vezes escolhemos os caminhos que nos provocarão mais dor e sofrimento, mas essa dor e esse sofrimento serão diamantes na nossa aprendizagem de vida se deles tirarmos o ensinamento devido. Ficar agarrado ao remorso, à dor porque erramos não é a atitude proveitosa a tomar para a nossa evolução. 
PUBLICADO digitalblueradio às 11:38 | LINK DO POST
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O POÇO E A PEDRA
Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio do arvoredo, surgiu um homem jovem de grande estatura e com um olhar triste. Assustado, o monge perguntou se poderia fazer alguma coisa por ele.

O homem baixou os olhos e murmurou envergonhado: "Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afecto dos meus pais e dos meus amigos. Como quem se afunda na lama, tenho praticado crimes atrás de crimes. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me deste sofrimento, desta angústia!".  
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse: "Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"  Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu: "sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá beber água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
O monge sorrindo aceitou a ideia e assim fizeram.
O monge deixou ao fundo do poço e pouco depois, veio a voz do monge: "pode puxar!". O homem deu um puxão na corda com força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de várias e inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral. Por um momento ficou mudo de espanto, mas logo gritou: “hei, o que é que está a fazer? Vamos, largue a rocha para que eu possa içá-lo.”
Lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando: “Você é grande e forte, mas mesmo com toda a sua força não me consegue puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exactamente isso que está a acontecer consigo. Considera-se um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afecto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas ideias. Desse maneira, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.” 
“Tudo depende de si. Só você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai soltar-se. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que o mantêm no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se.

A escuridão não é mais do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Na nossa vida não podemos deixar que as ideias negativas turvem os nossos pensamentos, ocultando os nossos melhores sentimentos, temos de procurar a luz da verdade e o caminho certo. É preciso abandonar as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros das nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho.” Quem é que na vida nunca cometeu erros? Quem é que nunca se sentiu deprimido e imerecedor de ser feliz? Quem é que nunca teve pensamentos negativos? O primeiro que atire a primeira pedra!
O nosso carácter resulta das experiências por que passamos, reflexo das escolhas que fizémos. Muitas vezes escolhemos os caminhos que nos provocarão mais dor e sofrimento, mas essa dor e esse sofrimento serão diamantes na nossa aprendizagem de vida se deles tirarmos o ensinamento devido. Ficar agarrado ao remorso, à dor porque erramos não é a atitude proveitosa a tomar para a nossa evolução. 
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Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio do arvoredo, surgiu um homem jovem de grande estatura e com um olhar triste. Assustado, o monge perguntou se poderia fazer alguma coisa por ele.

O homem baixou os olhos e murmurou envergonhado: "Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afecto dos meus pais e dos meus amigos. Como quem se afunda na lama, tenho praticado crimes atrás de crimes. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me deste sofrimento, desta angústia!".  
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse: "Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"  Com expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu: "sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá beber água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
O monge sorrindo aceitou a ideia e assim fizeram.
O monge deixou ao fundo do poço e pouco depois, veio a voz do monge: "pode puxar!". O homem deu um puxão na corda com força, mas nada do monge subir. Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início. Depois de várias e inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo. Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral. Por um momento ficou mudo de espanto, mas logo gritou: “hei, o que é que está a fazer? Vamos, largue a rocha para que eu possa içá-lo.”
Lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando: “Você é grande e forte, mas mesmo com toda a sua força não me consegue puxar se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exactamente isso que está a acontecer consigo. Considera-se um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afecto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas ideias. Desse maneira, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada.” 
“Tudo depende de si. Só você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai soltar-se. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que o mantêm no fundo do poço. Desprenda-se e liberte-se.

A escuridão não é mais do que a falta de luz, assim como o mal é a ausência do bem. Na nossa vida não podemos deixar que as ideias negativas turvem os nossos pensamentos, ocultando os nossos melhores sentimentos, temos de procurar a luz da verdade e o caminho certo. É preciso abandonar as pedras da ignorância e do medo que nos mantêm prisioneiros das nossas próprias imperfeições, nos poços do egoísmo e do orgulho.” Quem é que na vida nunca cometeu erros? Quem é que nunca se sentiu deprimido e imerecedor de ser feliz? Quem é que nunca teve pensamentos negativos? O primeiro que atire a primeira pedra!
O nosso carácter resulta das experiências por que passamos, reflexo das escolhas que fizémos. Muitas vezes escolhemos os caminhos que nos provocarão mais dor e sofrimento, mas essa dor e esse sofrimento serão diamantes na nossa aprendizagem de vida se deles tirarmos o ensinamento devido. Ficar agarrado ao remorso, à dor porque erramos não é a atitude proveitosa a tomar para a nossa evolução. 
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O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para a sua irmã enquanto está ao comando de uma expedição náutica que busca encontrar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando num trenó puxado por cães. A seguir o mar agita-se, libertando o navio, e numa balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar a sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas á irmã. 
Victor Frankenstein começa a contar a sua história desde a infância que passou em Genebra como filho de um aristocrata suíço e a adolescência como estudante. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, o seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba por estudar livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando os seus pais o mandam estudar para a Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida a sua mãe contrai escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura os seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda e acaba por encontrar o segredo da geração da vida. Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com a sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado pelo seu amigo Clerval. Exausto, sucumbe à febre e passa alguns meses em convalescença.
Victor Frankenstein recebe uma carta do seu pai que lhe relata o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo o seu regresso. Ao chegar a Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada á morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a sentir-se culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passam a atormentá-lo.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado pela sua criatura, o monstro conta a sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então esconde-se num depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia num pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar á família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana.
A criatura torna-se amargurada e resolve procurar o seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos. Ao chegar a Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar a sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, e parte para Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, muda de idéias, temendo criar uma raça de monstros que pudessem virar-se não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que tem que sofrer as consequências dos seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura vingança. Em seguida assassina Clerval, o amigo do doutor. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é ilibado por possuir um forte álibi. Parte então para a Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, vigia a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, o seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e a sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba por morrer. O capitão Walton surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein o seu criador. Ela diz que não havia mais o que temer pois os seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu partir e cometer suicídio trazendo paz aos humanos. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma família da Silésia. Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” numa das suas viagens, embora se tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a usar o nome Frankenstein, ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: "(...) A sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustoso; os seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâcias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (...)"
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein foi publicado em 1818 por uma pequena editora de Londres, a publicação não continha o nome da autora, apenas um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas 500 cópias. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro. A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 1823 em dois volumes, desta vez com o nome da autora Mary Shelley.  
O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de banda desenhada. Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley, Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, este filme tornou-se um clássico do cinema.  
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em "Frankenstein Encontra o Lobisomem". Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing "Frankenstein tem que ser Destruído". Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: "Frankenstein" do diretor James Ormerod e "Gothic" de Ken Russell. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome "Mary Shelley's Frankenstein" com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. 
Em 2004 a criatura apareceu no filme "Van Helsing", dirigido por Stephen Sommers. As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro. O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

PUBLICADO digitalblueradio às 10:37 | LINK DO POST
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O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para a sua irmã enquanto está ao comando de uma expedição náutica que busca encontrar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando num trenó puxado por cães. A seguir o mar agita-se, libertando o navio, e numa balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar a sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas á irmã. 
Victor Frankenstein começa a contar a sua história desde a infância que passou em Genebra como filho de um aristocrata suíço e a adolescência como estudante. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, o seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba por estudar livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando os seus pais o mandam estudar para a Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida a sua mãe contrai escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura os seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda e acaba por encontrar o segredo da geração da vida. Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com a sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado pelo seu amigo Clerval. Exausto, sucumbe à febre e passa alguns meses em convalescença.
Victor Frankenstein recebe uma carta do seu pai que lhe relata o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo o seu regresso. Ao chegar a Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada á morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a sentir-se culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passam a atormentá-lo.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado pela sua criatura, o monstro conta a sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então esconde-se num depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia num pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar á família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana.
A criatura torna-se amargurada e resolve procurar o seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos. Ao chegar a Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar a sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, e parte para Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, muda de idéias, temendo criar uma raça de monstros que pudessem virar-se não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que tem que sofrer as consequências dos seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura vingança. Em seguida assassina Clerval, o amigo do doutor. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é ilibado por possuir um forte álibi. Parte então para a Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, vigia a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, o seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e a sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba por morrer. O capitão Walton surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein o seu criador. Ela diz que não havia mais o que temer pois os seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu partir e cometer suicídio trazendo paz aos humanos. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma família da Silésia. Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” numa das suas viagens, embora se tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a usar o nome Frankenstein, ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: "(...) A sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustoso; os seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâcias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (...)"
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein foi publicado em 1818 por uma pequena editora de Londres, a publicação não continha o nome da autora, apenas um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas 500 cópias. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro. A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 1823 em dois volumes, desta vez com o nome da autora Mary Shelley.  
O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de banda desenhada. Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley, Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, este filme tornou-se um clássico do cinema.  
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em "Frankenstein Encontra o Lobisomem". Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing "Frankenstein tem que ser Destruído". Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: "Frankenstein" do diretor James Ormerod e "Gothic" de Ken Russell. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome "Mary Shelley's Frankenstein" com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. 
Em 2004 a criatura apareceu no filme "Van Helsing", dirigido por Stephen Sommers. As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro. O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

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O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para a sua irmã enquanto está ao comando de uma expedição náutica que busca encontrar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando num trenó puxado por cães. A seguir o mar agita-se, libertando o navio, e numa balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar a sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas á irmã. 
Victor Frankenstein começa a contar a sua história desde a infância que passou em Genebra como filho de um aristocrata suíço e a adolescência como estudante. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, o seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba por estudar livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando os seus pais o mandam estudar para a Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida a sua mãe contrai escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura os seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda e acaba por encontrar o segredo da geração da vida. Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com a sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado pelo seu amigo Clerval. Exausto, sucumbe à febre e passa alguns meses em convalescença.
Victor Frankenstein recebe uma carta do seu pai que lhe relata o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo o seu regresso. Ao chegar a Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada á morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a sentir-se culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passam a atormentá-lo.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado pela sua criatura, o monstro conta a sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então esconde-se num depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia num pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar á família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana.
A criatura torna-se amargurada e resolve procurar o seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos. Ao chegar a Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar a sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, e parte para Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, muda de idéias, temendo criar uma raça de monstros que pudessem virar-se não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que tem que sofrer as consequências dos seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura vingança. Em seguida assassina Clerval, o amigo do doutor. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é ilibado por possuir um forte álibi. Parte então para a Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, vigia a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, o seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e a sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba por morrer. O capitão Walton surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein o seu criador. Ela diz que não havia mais o que temer pois os seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu partir e cometer suicídio trazendo paz aos humanos. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma família da Silésia. Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” numa das suas viagens, embora se tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a usar o nome Frankenstein, ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: "(...) A sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustoso; os seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâcias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (...)"
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein foi publicado em 1818 por uma pequena editora de Londres, a publicação não continha o nome da autora, apenas um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas 500 cópias. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro. A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 1823 em dois volumes, desta vez com o nome da autora Mary Shelley.  
O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de banda desenhada. Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley, Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, este filme tornou-se um clássico do cinema.  
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em "Frankenstein Encontra o Lobisomem". Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing "Frankenstein tem que ser Destruído". Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: "Frankenstein" do diretor James Ormerod e "Gothic" de Ken Russell. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome "Mary Shelley's Frankenstein" com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. 
Em 2004 a criatura apareceu no filme "Van Helsing", dirigido por Stephen Sommers. As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro. O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

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 Conta-se que havia certa vez um pescador chamado Abdala, que tinha mulher e nove filhos para sustentar e era muito pobre. 
A sua rede constituía o seu único sustento.
Lançava-a ao mar todos os dias, vendia o que apanhava e gastava o que recebia, dizendo: "O pão de amanhã virá amanhã." 
 Chegou um dia em que a mulher deu à luz um décimo menino (os seus outros nove filhos eram também homens), e não havia em casa sequer um pedaço de pão para comer. Abdala saiu, dizendo que iria lançar a rede em nome do recém-nascido. Pediu a bênção de Alá e lançou a rede. Quando a retirou, estava cheia de estrume, areia, cascalhos e algas marinhas, sem uma sombra de peixe. Surpreendido, lançou a rede noutro lado. Quando quis retirá-la, estava muito pesada. Nela encontrou um burro morto. 
 O pescador revoltou-se e pensou: "Este azar vem da minha mulher. Quantas vezes lhe disse que o mar nada mais tinha para nos dar e que deveríamos mudar de profissão. Mas ela sempre insistiu que Alá nos ajudaria. Onde está a generosidade de Alá? Simbolizará este asno morto o destino do meu último filho?" 
Por um tempo, Abdala ficou paralisado pela decepção, mas acabou por reagir, pediu perdão a Deus por suas dúvidas, e jogou mais uma vez a rede ao mar. Sentiu-a mais pesada ainda do que da segunda vez. Depois de trazê-la para a costa com muitos esforços, teve a estupefacção de encontrar nela um ser humano, um filho de Adão que tinha cabeça, face, barba, corpo e braços como os outros homens, mas acabava em rabo de peixe.
 Abdala não teve dúvida de que estava na presença de um Afrit, um daqueles que se tinham rebelado contra o mestre Soleiman e tinham sido encarcerado num barril de cobre e jogado ao mar. Com o tempo, pensou o pescador, o metal apodreceu; o Afrit escapou e segurou-se na minha rede para vir para terra. E pôs-se a correr na praia, aterrorizado e a gritar: "Tem pena de mim, tem pena de mim, ó Afrit de Soleiman!" Mas o homem da rede chamou-o: "Vem cá, ó pescador, e não tenhas medo. Eu não sou nem Afrit nem Marid nem Ghul. Sou um homem como tu. Se me ajudares a sair desta rede, cumular-te-ei com riquezas." 
 O pescador acalmou-se e aproximou-se com prudência da estranha criatura. E esta repetiu: "Não sou nem Afrit nem Marid nem Ghul. Sou um homem que crê em Alá e em Maomé, seu profeta.
- E quem te atirou ao mar?
- Ninguém. Eu nasci lá. Sou um dos filhos do mar, um povo numeroso que vive nas profundezas marítimas. Vivemos no mar como vós viveis na terra e como os pássaros vivem no ar. Somos muçulmanos e seguimos os preceitos do Livro. A tua rede apanhou-me, e agora quero ser-te útil. Aceitas entrar num pacto comigo pelo qual cada um jura ser amigo do outro, dar e receber presentes? Por exemplo, tu virias aqui todos os dias trazendo-me as frutas da terra: uvas, figos, melancia, melão, pêssegos, ameixas, romãs, bananas, tâmaras. E eu te traria os frutos do mar: coral, pérolas, crisólitos, águas-marinhas, esmeraldas, safiras, rubis. Encheria a própria cesta na qual tu me trarias frutas. 
 Aceitas?
- Quem não aceitaria? respondeu o pescador com alegria. Mas, primeiro, vamos selar nosso pacto com a autoridade da Fatiha.
O homem do mar concordou, e os dois recitaram a primeira surá do Alcorão em alta voz. Então, Abdala libertou o seu cativo.
- Qual é o teu nome? Perguntou-lhe
- Abdala, respondeu o homem do mar. Se, por acaso, não me encontrares aqui quando vieres pela manhã, chama-me por este nome e logo sairei das águas e virei a teu encontro. E qual é o teu nome, meu irmão?
- Chamo-me também Abdala.
- Que auspiciosa coincidência, gritou o outro. Tu és Abdala Terra e eu sou Abdala Mar. Espera que vou-te dar já um primeiro presente.
 E o homem mergulhou no mar. Quando saiu após um momento, as suas duas mãos estavam carregadas de pérolas, corais, esmeraldas, rubis e outras pedras preciosas, que ofereceu ao pescador, dizendo: "Lamento que seja tão pouco hoje porque não disponho de cestas. Mas quando me trouxeres uma cesta, enchê-la-ei. E não te esqueças do nosso pacto. Volta para cá a cada levantar do sol." Depois, despediu-se do pescador e desa-pareceu no mar. Abdala estava maravilhado. 
 Voltou para a cidade, bêbado de alegria. Parou à porta do padeiro que tinha sido bom para com ele nos dias sombrios. "Irmão," disse-lhe, "a fortuna começa a andar no meu caminho. Tu sempre me disseste: "Se tens pouco dinheiro, paga o que podes. Se nada tens, leva todo o pão de que precisas para tua família e paga-me quando a prosperidade descobrir o caminho de tua casa." Meu bom amigo, a prosperidade já é meu conviva. Contudo, o que te ofereço hoje é pouco em vista de tua cordialidade quando a necessidade me esmagava. Aceita este presente agora. Muito mais virá."
Falando assim, o pescador ofereceu ao padeiro mais de metade das jóias que Abdala Mar lhe trouxera. Pediu-lhe algum dinheiro, e foi ao mercado comprar carne, vegetais, frutas e doces. Abdala contou à mulher tudo que lhe acontecera e, cedo no dia seguinte, voltou à praia carregando um cesto cheio de todas as frutas. Não vendo Abdala Mar, bateu as mãos e chamou: "Onde estás, Abdala Mar?" Imediatamente, uma voz respondeu-lhe: “Aqui estou." 
 E logo apareceu e recebeu com agradecimentos o cesto de frutas. Mergulhou e voltou com o cesto carregado de esmeraldas, águas-marinhas, topázios, diamantes e os demais frutos esplêndidos do oceano. Na volta, Abdala Terra deu a metade do cesto ao padeiro. Depois, escolheu as amostras mais finas de cada espécie e cor e levou-as aos joalheiros do mercado.
O joalheiro perguntou-lhe: "Tens mais dessas?"
Respondeu Abdala: "Tenho um cesto cheio."
- Prendei este homem, gritou. É o ladrão que roubou as jóias da rainha.
Juntaram-se todos os joalheiros, e cada um atribuiu ao pescador algum roubo de jóias cujo autor não fora identificado. Abdala guardou silêncio, nem confirmando, nem negando as acusações. Deixou-se levar ao sultão, os joalheiros, esperavam vê-lo confessar os crimes e ser enforcado na hora. Disse o sultão ao seu eunuco-chefe: "Leva estas jóias á tua ama, rogando lhe dizer se são as jóias que perdeu." Ao ver as jóias, a rainha ficou maravilhada e respondeu: "Não são minhas. Eu encontrei meu colar. Estas são bem mais belas que as minhas e não têm iguais no mundo. Corre, ó eunuco, e pede ao rei para comprar um colar destes para nossa filha Ikbal."

 Quando o rei ouviu a resposta da rainha, censurou duramente o os joalheiros por terem mandado prender e maltratado um homem inocente.
- Ó rei, nós sabíamos que este homem era um pobre pescador; assim, quando vimos com estas jóias e soubemos que possuía ainda um cesto cheio delas, concluímos que essa riqueza era grande demais para ser adquirida honestamente.
Essa resposta enfureceu o rei ainda mais. Gritou: "Ó mentes vulgares, ó heréticos, ó almas presas à terra! Não sabeis que qualquer fortuna, não importa quão maravilhosa e repentina, é possibilidade no destino de todo verdadeiro crente? Desgraçados, tivestes a impudência de condenar este homem sem interrogá-lo e sem nada verificar sob o texto absurdo de que tal riqueza era grande demais para ele. Vós o tratastes de ladrão e o desonrastes. Não pensastes um minuto em Alá que distribui seus favores sem a mesquinhez comum aos joalheiros? Sumi da minha frente e possa Alá recusar-vos suas dádivas."
 Após consolar Abdala, o rei perguntou-lhe como havia obtido esses tesouros. Abdala contou-lhe toda a sua aventura com o homem do mar e o pacto que fizeram. O rei maravilhou-se com a generosidade de Alá para com seus fiéis, e disse ao pescador: "Esta fortuna estava escrita no teu destino. Devo apenas avisar-te que as riquezas precisam de protecção e que um homem rico deve ocupar uma alta posição. Querendo defender-te contra as incertezas do futuro, casar-te-ei com minha filha única Ikbal, que já está na idade certa, e nomear-te-ei meu vizir, ligando-te assim ao trono antes de minha morte."
 E assim foi feito.
Abdala, que fora um pescador era agora vizir do rei, desempenhou-se de suas novas funções a contento de todos e nunca esqueceu de carregar as frutas de cada estação a seu amigo Abdala Mar em troca de pedras e metais preciosos. Assim, todas as manhãs as  suas riquezas aumentavam.
Um dia, os dois Abdalas conversavam na praia, e Abdala Terra perguntou a Abdala Mar: "Nunca me falaste do teu país. Ele é belo?" Respondeu Abdala Mar: "É muito belo. Se quiseres, posso levar-te comigo às profundezas do mar e mostrar-te as suas inúmeras maravilhas. Visitarás a minha casa e serás meu hóspede."
- Mas como poderei sobreviver no mar? Eu morreria afogado. Eu nasci para viver na terra.
- Não te preocupes com isso. Dar-te-ei um unguento que, passado no teu corpo, permitir-te-á permanecer comigo no mar tanto tempo quanto desejares sem te prejudicar de maneira alguma.
Abdala Terra concordou, e o seu companheiro mergulhou e voltou logo com o unguento. E os dois amigos entraram juntos no mar. Quando atingiram as profundezas, Abdala Terra abriu os olhos e viu campinas marinhas que nenhum olho terrestre havia visto desde a aurora dos tempos. Viu florestas de coral vermelho, de coral branco, de coral cor-de-rosa. Viu cavernas de diamantes sustentadas por pilares de rubi, crisólitos, berilo, topázio, ouro. Viu peixes como flores, peixes como frutas, peixes como pássaros, andou entre montes de pérolas, esmeraldas, ouro, diamantes.
 Deslumbrado, Abdala Terra perguntou a Abdala Mar: "Será que existem cidades no teu país, similares às cidades da terra?" "Se há cidades? Pela vida do Profeta, se passasses mil anos connosco, mostrar-te-ia uma nova cidade por dia e em cada cidade mil maravilhas - e não terias visto dez por cento das cidades do meu país... Como o nosso tempo é limitado, quero que visites agora a minha cidade e conheças a minha família."
E Abdala Mar levou o seu companheiro através dos espaços marítimos até que chegaram á sua cidade. 
 Parou diante de uma casa e disse-lhe: "Entra, irmão. Este é o meu lar." E chamou a filha. Logo apareceu uma linda adolescente cujo longo cabelo flutuava na água, grandes olhos verdes e um corpo delgado, mas o corpo terminava com uma cauda. "Pai, quem é ?" "Este é o meu amigo Abdala Terra que me tem trazido aquelas frutas de que tanto gostas,"  entretanto  apareceu na soleira da porta a mulher de Abdala Mar, carregando duas crianças nos braços. Enquanto falavam, entraram dez altos e vigorosos homens-mar e disseram ao dono da casa: "Nosso rei ouviu falar no teu convidado sem-cauda e deseja conhecê-lo e ver como é feito. Pois ouviu dizer que tem alguma coisa extraordinária atrás e outra coisa ainda mais extraordinária na frente." Os dois Abdala foram logo ao palácio real. 
 Ao ver o homem da terra, o rei sorriu e exclamou: "Como acontece de não teres cauda, ó visitante de outro mundo?"
- Não sei, Majestade. Todos os homens da terra são como eu.
- E como chamas essa coisa que tens no lugar da cauda atrás?
- Alguns chamam traseiro; outros chamam nádegas; 
- E para que serve?
- Para sentar-se nela quando se está cansado. 
- E como chamas essa coisa que tens na frente?
- Zib, respondeu Abdala.
- E para que serve?
- Para muitas coisas que não posso explicar por respeito a Vossa Majestade. Posso apenas adiantar que no nosso mundo nada é mais apreciado num homem que um bom e poderoso zib. 
O rei e a sua corte riram mais do que nunca a essas respostas. E Abdala Terra levantou os braços ao céu, dizendo: "Glorificado Alá que criou o traseiro para ser uma glória num mundo e um motivo de escárnio num outro."
 Finalmente, disse o rei: "podes pedir o que quiseres, é uma oferta do nosso país." "Só tenho dois pedidos, Majestade;" respondeu o visitante: "ser devolvido à terra, e levar comigo muitas das jóias do mar."
O rei disse-lhe: "Podes levar tudo que conseguires carregar." Abdala voltou à terra sob o peso das mil jóias que conseguiu carregar, visitou o seu rei, contou-lhe a história da sua visita marinha e ofereceu-lhe muitas das jóias trazidas. O rei ficou encantado. E todos viveram em paz e felizes até que foram visitados pelo demónio da morte, demolidor das alegrias e separador dos amigos.
 O provérbio diz: “ Copo que cai, nem sempre permanece inteiro."


PUBLICADO digitalblueradio às 14:38 | LINK DO POST
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