O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Susana Félix nasceu em Torres Vedras a 12 de Outubro de 1975. Apaixonada pelas artes desde sempre, dedicou-se ao canto bem cedo e em 1988, com apenas 12 anos, vence a "Grande Noite do Fado", no Coliseu dos Recreios em Lisboa. O tema interpretado foi "Maria da Cruz", um tema de Amália. De 1989 a 1994 fez teatro amador na sua terra natal. Foi campeã de patinagem artística.
Em 1995 participa no programa da RTP “Selecção Nacional” e inicia os estudos musicais na Academia de Amadores de Música.

Ainda nesse ano é escolhida pela Disney para cantar as músicas da personagem principal do filme "Pocahontas". Mais tarde participou nos filmes "Hércules" e "Rei Leão II: O Orgulho de Simba".
Começa entretanto a trabalhar como cantora de estúdio gravando vários "spots" publicitários e participando no disco de Mafalda Veiga “ A cor da fogueira” e passa a fazer parte integrante da banda da cantora como voz de apoio. Participa no programa “Todos ao Palco” de Filipe La Féria e é convidada a actuar como actriz e cantora no musical “ Camaleão Virtual Rock” e no espectáculo “40 anos de RTP”
Em 1997 colabora nos discos de João Pedro Pais e Luís Represas. Em 1998 começa a compor e inicia as gravações do seu disco de estreia. No ano seguinte é editado o álbum “Um Pouco Mais” com temas como “Mais olhos que Barriga” (da autoria de Mafalda Veiga) e “ Um Lugar Encantado”. 
Em 2001 participa como actriz na série “Crianças SOS” e na telenovela “Ganância”. Susana Félix escreveu um tema para a banda sonora da telenovela. Durante o mesmo ano a TVI convida-a a compor para a série “Anjo Selvagem”. Em 2002 para a telenovela “Amanhecer”. No mesmo ano edita o seu segundo álbum de originais “Rosa e Vermelho”.
Durante o ano de 2004 esteve em cena no Teatro São Luiz como actriz/cantora no musical “Portugal-Uma Comédia Musical”, com encenação de António Feio e música de Sérgio Godinho.

O ano de 2005 foi dedicado à composição, pré-produção, e gravação do seu terceiro álbum de originais “Índigo”. O disco foi editado em 2006, o primeiro single foi "Flutuo".
Ainda em 2006 participou como actriz na série “ Nome de Código: Sintra” realizada por Jorge Paixão da Costa , transmitida pela RTP e na série “Uma Aventura” transmitida pela SIC. Foi ainda convidada para escrever e interpretar o hino oficial da Raríssimas (associação nacional de deficiências mentais e raras) compondo o tema “O mesmo olhar”.


Em 2007 edita o seu quarto álbum "Pulsação"


Em 2009 juntamente com Mafalda Arnauth, Viviane e Luanda Cozetti, integra o projecto "Rua da Saudade", no qual dá voz às letras originais de Ary dos Santos no álbum "Canções de Ary dos Santos", sendo a voz do primeiro single extraído, "Canção de Madrugar".
Uma grande voz da musica nacional
Discografia
Álbuns de estúdio
Um Pouco Mais (1999)
Rosa e Vermelho (2002)
Índigo (2006)
Pulsação (2007)
Procura-se (2011)
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Nuno Bettencourt nasceu a 20 de Setembro de 1966 na Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores. É membro da banda "Extreme", e ficou famoso pelos solos extremamente técnicos, a sua maneira de tocar foi muito influenciada por Eddie Van Halen.
Nuno e a familia mudaram-se dos Açores para Hudson, Massachusetts, tinha ele 21 anos. O primeiro instumento que tocou foi bateria, aprendeu a tocar guitarra como autodidacta.
Em 1985 Bettencourt juntou-se à banda "Extreme". Em 1988, os "Extreme" fizeram a sua primeira grande apresentação ao público, abrindo um concerto dos "Aerosmith" (banda de Boston). Em 1989 lançaram o álbum ‘Extreme’ que não teve muito sucesso.
Em 1990 os "Extreme" lançaram o álbum, ‘Pornograffitti’, a balada "More Than Words" e "Hole Hearted" foram um enorme sucesso.

Em 1990 a Washburn Guitars lança uma série de guitarras, “N4 - Nuno Bettencourt Signature Series”, com a assinatura de Nuno Bettencourt. Os Extreme tocam em vários festivais e com vários grupos e cantores famosos, entre eles o Ex-Van - Halen David Lee Roth. Nuno foi convidado para tocar no “Guitar Legends” em Sevilha, Espanha. Tocou ao lado de Brian May, Steve Vai, Joe Satriani, entre outros. 

Nuno participa no tema "Maubere (de Rui Veloso)" de Rui Veloso a favor da causa Timorense.
Em 1992 foi lançado o terceiro álbum dos "Extreme", ‘III Sides To Every Story’. Em 1993, Bettencourt co-escreveu e produziu "Where Are You Going", para o filme Super Mario Bros. Em 1994, Bettencourt casou com a cantora Suze DeMarchi. 
1995 foi o ano do quarto álbum da banda, ‘Waiting For The Punchline’. Mais um álbum de sucesso, com vários hits, entre eles: "Hip Today", "Unconditionally" e "Cynical". A primeira e única canção instrumental do Extreme saiu nesse álbum. Oiçam "Midnight Express".
Em 1996 saiu da banda para iniciar uma carreira a solo. Nuno Bettencourt lançou o CD ‘Schizophonic’ que surpreendeu todos os fãs que esperavam um CD ao estilo Steve Vai ou Eddie Van Halen. Em 1997, Bettencourt forma a banda "Mourning Widows". Em 1999 grava "Try Again" com a cantora Lúcia Moniz e grava "Every Diamond" para o disco de tributo a Rui Veloso.
Forma a banda "Population 1" que lançam um disco em 2002. Devido a questões legais, o nome teve de ser alterado passando para "DramaGods", lançaram o primeiro álbum em 2005. A banda de Hard Rock "Extreme" regressou em 2008 com o disco “Saudades de Rock”, o primeiro lançamento de estúdio da banda em 13 anos.  
 Curiosidades

Em 1994, Bettencourt casou com a cantora Suze DeMarchi, têm dois filhos juntos: Bebe Orleans (nascido em 1996) e Lorenzo Aureolino (nascido em 2002). Nuno colaborou com a esposa Suze DeMarchi e com os membros da banda "Baby Animals" no disco a solo da sua esposa lançado em 1998, "Telelove".

 Discografia

Extreme (1989)
Pornograffitti (1990)
III Sides to Every Story (1992)
Waiting for the Punchline (1995)
Saudades de Rock (2008)

Discografia Nuno
Schizophonic (1996)

Discografia Mourning Widows
Mourning Widows (1998)
Furnished Souls For Rent (2000)

Discografia Population 1
Population 1 (2002)
Sessions From Room 4 EP (2004)

Discografia DramaGods
Love (2005)

Discografia Satellite Party
Ultra Payloaded (2007)
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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa a 28 de Março de 1810 e morreu na Quinta de Vale de Lobos, Azóia de Baixo, Santarém a 13 de Setembro de 1877, foi escritor, historiador, jornalista e poeta português da era do romantismo.
Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, numa modesta família de origem popular; a mãe, Maria do Carmo Carvalho de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público). Na sua infância e adolescência não pode ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo de França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa. Herculano ficou impedido de prosseguir os estudos universitários (o pai ficou cego em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família). Estudou inglês, francês, italiano, alemão, Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou também matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. 
Descontente com o governo de Miguel I de Portugal, exilou-se em França, onde escreveu os seus melhores poemas. Voltou a Portugal, em 1832, continuou a fazer poesia, como "A Voz do Profeta" em 1836 e "A Harpa do Crente" em 1838. Associou-se ao jornal Panorama por volta de 1840; publicou obras de ficção, como "Eurico, o Presbítero" de 1844, e ganhou fama como historiador; publicou a "História de Portugal", em quatro volumes, e "História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal". Com apenas 21 anos, participa em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de Agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo ditatorial de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando a Inglaterra e, posteriormente, a França juntando-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). 
 Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7.500 "Bravos do Mindelo", assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 1832, na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a Norte do Porto - hoje "praia da Memória"), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto (Desembarque do Mindelo e Cerco do Porto). Como soldado, participou em acções de elevado risco e mérito militar. Passado à disponibilidade pelo próprio D. Pedro IV, foi por este nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto. Aí permaneceu até ter sido convidado a dirigir a "Revista Panorama", de Lisboa, foi redactor principal de 1837 a 1839. Em 1842 retomou o papel de redactor principal e publicou o "Eurico o Presbítero", obra maior do Romance Histórico em Portugal no século XIX.
Mas a obra que vai transformar Alexandre Herculano no maior português do século XIX é a sua "História de Portugal", cujo primeiro volume é publicado em 1846. Obra que introduz a historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero. Atacado pelo clero por não ter admitido como verdade histórica o célebre "Milagre de Ourique", segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha, Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero. O prestígio que a "História de Portugal" lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos "Portugaliae Monumenta Historica" (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854.

Herculano foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V, mas recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações. Desempenha ainda o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 de 1855), cargo que abandona rapidamente. Em 1867, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale de Lobos (Azóia, Santarém) para se dedicar à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia dupla de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877. Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.
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José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nasceu em Vilar de Maçada, Alijó, a 6 de Setembro de 1957. Foi secretário-geral do Partido Socialista de Setembro de 2004 a Julho de 2011 e Primeiro-ministro de Portugal de 12 de Março de 2005 a 21 de Junho de 2011. Além desses postos, José Sócrates foi secretário de estado-adjunto do Ministério do Ambiente e Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território no governo de António Guterres, e um dos organizadores do campeonato de futebol da UEFA Euro 2004 em Portugal.

José Sócrates é licenciado em Engenharia Civil pela extinta Universidade Independente (Lisboa, 1996) e frequentou, concluindo apenas a parte lectiva, o mestrado em gestão de empresas do ISCTE (Lisboa, 2005).

José Sócrates nasceu no Porto a 6 de Setembro de 1957 e foi registado como um recém-nascido em Vilar de Maçada, Alijó, a localidade da família. No entanto, o jovem José Sócrates viveu toda a infância e adolescência com o seu pai, um desenhador de edifícios divorciado, na cidade da Covilhã. Os seus pais são Fernando Pinto de Sousa e Maria Adelaide de Carvalho Monteiro. Ele tem dois irmãos mais novos, António Carvalho Pinto de Sousa e Ana Maria Carvalho Pinto de Sousa, que morreu em 1988. 

José Sócrates estudou na Escola Secundária Frei Heitor Pinto na Covilhã. Em 1975, frequentou o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), criado em 1974 e posteriormente incorporado no Instituto Politécnico de Coimbra em 1988. Em 1979, quatro anos após ingressar no ISEC, obteve o diploma de bacharelato como engenheiro técnico civil. De 1987 a 1993, esteve matriculado na Universidade Lusíada, uma universidade privada em Lisboa, a cursar Direito, mas abandonou o curso. No ano lectivo de 1994/95, já um político bem conhecido, ingressou o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), onde completou algumas disciplinas académicas, de modo a obter o Diploma de Estudos Superiores Especializados (DESE), contudo abandonou esta opção, tendo-se inscrito na Universidade Independente (UnI), uma universidade privada em Lisboa, de modo a fazer um número determinado de cadeiras que lhe conferisse a licenciatura em engenharia civil em vez do DESE politécnico.

Em 1996, José Sócrates obteve o diploma de licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente. Em 2007, já como Primeiro-ministro, a licenciatura de José Sócrates em Engenharia Civil, obtida na Universidade Independente, foi posta em causa, bem como o uso do título de engenheiro. Essas circunstâncias provocaram a maior controvérsia do ano. Uma investigação oficial sobre a validade das habilitações de José Sócrates concluiu que ele não incorreu em qualquer ilegalidade, contudo a Universidade Independente foi encerrada em 2007 por falta de qualidade pedagógica e má conduta ética e administrativa, através de um processo paralelo movido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Após a sua demissão de primeiro-ministro, José Sócrates pediu, nos termos da lei, uma licença sem vencimento das funções de engenheiro na Câmara da Covilhã para ingressar numa instituição universitária internacional. Após concluir os estudos no final dos Anos 70, Sócrates foi engenheiro civil antes de ingressar na política. Tornou-se sócio, com Armando Vara, da empresa Sociedade de Venda de Combustíveis Lda. (Sovenco), com sede na Reboleira, Amadora, mas a aventura empresarial de Sócrates foi curta (menos de um ano). Em 2005, a revista Focus desenterrou esse episódio, Sócrates jurou que estava a ouvir falar dessa empresa «pela primeira vez». No entanto, algum tempo depois, veio a público reconhecer que fez parte da sociedade. 

A carreira política de Sócrates iniciou-se logo após a Revolução dos Cravos em 1974. Sócrates foi um dos membro-fundador da Juventude Social Democrata (JSD), sector juvenil do Partido Social Democrata da Covilhã. Em 1981, mudou a filiação política, do Partido Social Democrata para o Partido Socialista (PS). Já no Partido Socialista, em 1983, tornou-se presidente da concelhia da Covilhã e presidente da federação distrital de Castelo Branco, cargo que ocupou de 1986 a 1995. Em 1987, foi eleito pela primeira vez deputado da Assembleia da República em representação do distrito de Castelo Branco. A sua primeira intervenção enquanto deputado consistiu na defesa do projecto-lei a legalizar a possibilidade da prática do nudismo no País.
Em 1991, passou a integrar o Secretariado Nacional do Partido Socialista e em 1995, tornou-se membro do primeiro Governo de António Guterres, a ocupar o cargo de secretário de Estado Adjunto do ministro do Ambiente. Em 1997, tornou-se ministro-adjunto do primeiro-ministro, com as tutelas da Toxicodependência, Juventude e Desporto. Foi nessa qualidade que se tornou, num dos impulsionadores de uns dos organizadores da realização em Portugal, do Euro 2004.

Em 1999, já no segundo Governo de António Guterres, transitou para a pasta de ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, cargo que ocupou até à tomada de posse do XV Governo Constitucional, em 2002. Enquanto ministro, foi protagonista de diversas polémicas, como a questão da co-incineração de resíduos tóxicos, bem como o licenciamento do Freeport, o maior "outlet", a céu aberto da Península Ibérica.

Em 2002, com a vitória do PSD, nas Eleições Legislativas (vencida por José Manuel Durão Barroso), Sócrates regressou à Assembleia da República na condição de deputado, ao mesmo tempo, tornou-se comentador político no programa de análise política com Pedro Santana Lopes, num dos canais da televisão estatal, a RTP. Depois da demissão de Ferro Rodrigues, como líder do partido em 2004, Sócrates venceu a eleição para o cargo de secretário-geral, por larga maioria.

Após a vitória do seu partido nas Eleições Portuguesas de 2005, Sócrates foi chamado pelo presidente Jorge Sampaio para formar governo, o XVII Governo Constitucional (após 1976).

Após as eleições legislativas em 2009, José Sócrates foi eleito para um segundo mandato como Primeiro-Ministro de Portugal. Perdeu as eleições em 2011, e recusou o lugar de deputado e afastou-se da liderança do PS na noite das eleições.

Controvérsias

Desde que assumiu o mandato de primeiro-ministro em 2005, José Sócrates foi alvo de diversas denúncias durante o mandato, nas quais teve que explicar à Nação.
Caso Sócrates-Independente
Em 2007, a Universidade Independente, uma universidade privada em Lisboa, foi colocada sob investigação por alegadas irregularidades em diversas matérias. As autoridades investigaram suspeitas de falsificações e irregularidades em torno das centenas de licenciaturas dos alunos da Universidade Independente. Entre os formandos estavam José Sócrates. Os jornalistas descobriram que os títulos emitidos não seguiram o procedimento, um exame foi enviado por fax e o diploma de Sócrates foi emitido no Domingo, dia 8 de Abril, um dia antes da universidade ser fechada de sempre.

Alguns profissionais das notícias de media portuguesas afirmam que Sócrates ou membros da sua equipa, através de ligações telefónicas, ameaçaram tomar medidas judiciais contra os jornalistas para tentar parar as reportagens.
Em 2007, uma nova controvérsia surgiu após a descoberta de que um computador do governo foi usado para remover todas as referências ao caso Sócrates-Independente da Wikipédia. 
O computador Magalhães, de baixo custo da Intel para uso das crianças, anunciado e patrocinado pelo gabinete de Sócrates, montado pela empresa J.P. Sá Couto, esteve no centro de nova controvérsia em 2008, quando a empresa era suspeita de fraude fiscal, o caso levou a uma investigação que levantaram outras questões semelhantes envolvendo outros acordos governamentais e contratos públicos.
Em 2005, surgiram denúncias da imprensa portuguesa que José Sócrates alegadamente renunciou a restrições ambientais, depois da intervenção do tio e primo, e concedeu a concessão de licença à empresa britânica Freeport para construir o shopping Alcochete, um grande centro comercial próximo ao Rio Tejo, desenvolvido em parte em terras protegidas fora de Lisboa, em 2002, quando era Ministro do Ambiente do gabinete do PM. Em 2009, as denúncias ressurgem, com a confirmações das denúncias de 2005, agora com cobertura da imprensa portuguesa e britânica. Num DVD na posse da Polícia britânica Charles Smith, um consultor contratado para tratar do licenciamento do Freeport de Alcochete, afirmou claramente que José Sócrates "was corrupt" ("é corrupto") e que recebeu dinheiro através do primo, para dar luz verde ao projecto do "outlet". A gravação revelada pela TVI é apenas parte de uma conversa de 20 minutos que, juntamente com Charles Smith incluiu também João Cabral, funcionário da consultora, e Alan Perkins, director do Freeport. Foi este último que, sem o conhecimento dos outros dois, registrou o evento, onde Smith e Cabral foram questionados sobre o dinheiro que deixou a empresa para ser usado para o pagamento de "luvas" a José Socrates. 
Outro caso de corrupção envolvendo Sócrates é o escândalo Face Oculta. Em 2009, a polícia começou a investigar um grupo empresarial com sede em Ovar. Armando Vara, um dos suspeitos, é relatado por ter tido "conversas" com Sócrates. Ele nega qualquer envolvimento, alegando que estava apenas conversando com um amigo. Em 2011, a empresa TMN, que pertence à Portugal Telecom alegou que, devido a um problema de informática, todas as informações e dados sobre o caso e relacionados com Armando Vara (ex-vice-presidente do BCP), Rui Pedro Soares (ex-gerente do PT), Mário Lino (ex-ministro) e Paulo Penedos (ex-assistente da PT) tinham desaparecido. David Dinis, editor no jornal "Diário de Notícias" pediu demissão devido à pressão do director, João Marcelino, por impedir informações difundidas pela imprensa.
Entre 2007 e 2009, durante a metade do primeiro mandato como primeiro-ministro, houve acusações que Sócrates e integrantes do governo tentarem controlar toda a comunicação social através da censura, e perseguir e afastar os jornalistas incómodos. Sócrates processou 10 jornalistas, 5 da TVI, 3 do Jornal Público, 1 do Diário de Notícias e a revista sobre automóveis Autohoje por causa de uma partida do dia das mentiras.
Em 2008, José Sócrates declarou na Assembleia da República, falando acerca do transporte de prisioneiros de Guantánamo cruzando o espaço nacional que "nunca aconteceu termos sido consultados e termos autorizado". No entanto, em 2010 foi revelado, através do site Wikileaks, o conteúdo do telegrama da embaixada dos EUA em Lisboa, datado de 19 de Outubro de 2006 que confirma que houve contactos entre a administração dos EUA (na altura o Presidente era George W. Bush) e Lisboa para assegurar a passagem por território português de prisioneiros de Guantánamo. No documento, afirma-se expressamente que houve um pedido dos EUA ao Governo português para "repatriar presos de Guantánamo através das Lajes".
José Sócrates casou com a Sofia Costa Pinto Fava, uma engenheira portuguesa com quem teve dois filhos, José Miguel Fava Pinto de Sousa e Eduardo Fava Pinto de Sousa. Sócrates divorciou-se de Sofia Fava no final dos anos 90. A sua paixão pelo desporto é bem conhecida, nomeadamente o jogging, tendo participado em provas como a Meia Maratona de Lisboa. Em 2008, quando a proibição de fumar entrou em vigor em Portugal em prédios e transportes públicos, foi noticiado que Sócrates foi visto a fumar durante um voo privado do Estado para a Venezuela onde se encontrou com Hugo Chávez. Ele admitiu que foi um erro, pediu desculpas e prometeu parar de fumar. Além disso, alegou que não sabia que estava a infringir a lei ao fazê-lo, uma vez que sobrevoava o Atlântico, em área internacional.
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António Sebastião Ribeiro de Spínola nasceu em Estremoz a 11 de Abril de 1910 e morreu em Lisboa a 13 de Agosto de 1996, militar e político português, décimo quarto presidente da República Portuguesa e o primeiro após o 25 de Abril de 1974.

Estudou no Colégio Militar, em Lisboa, entre 1920 e 1928. Em 1939 tornou-se ajudante de campo do Comando da Guarda Nacional Republicana. Em 1941 para a frente russa como observador, no início do cerco a Leninegrado, onde já se encontravam voluntários portugueses incorporados na Blaue Division. Em 1961, em carta dirigida a Salazar, voluntaria-se para a Guerra Colonial, em Angola. Notabilizou-se no comando do Batalhão de Cavalaria n.º 345, entre 1961 e 1963. Foi nomeado governador militar da Guiné-Bissau em 1968, e de novo em 1972, no auge da Guerra Colonial, nesse cargo, o seu grande prestígio tem origem numa política de respeito pela individualidade das etnias guineenses. 

Em 1973, regressado à metrópole, foi convidado por Marcello Caetano, para a pasta do Ultramar, cargo que recusou, por não aceitar a intransigência governamental face às colónias.

Em 1974, foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, por sugestão de Costa Gomes, cargo de que foi mais tarde afastado. Pouco tempo depois, mas ainda antes da Revolução dos Cravos, publica "Portugal e o Futuro", onde expressa a ideia de que a solução para o problema colonial português passava por outras vias que não a continuação da guerra.

A 25 de Abril de 1974, como representante do Movimento das Forças Armadas, recebeu do Presidente do Conselho de Ministros, Marcello Caetano, a rendição do Governo (que se refugiara no Quartel do Carmo). Isto permitiu-lhe assumir assim os seus poderes públicos, apesar de essa não ter sido a intenção original do MFA. Instituída a Junta de Salvação Nacional (que passou a deter as principais funções de condução do Estado após o golpe), à qual presidia, foi escolhido pelos seus camaradas para exercer o cargo de Presidente da República, cargo que ocupará de 15 de Maio de 1974 até à sua renúncia em 30 de Setembro do mesmo ano, altura em que foi substituído pelo general Costa Gomes.

Descontente com o rumo dos acontecimentos em Portugal após da Revolução dos Cravos,demite-se da Presidência da República. A sua importância no entanto,no início da consolidação do novo regime democrático foi reconhecida oficialmente em 1987, pelo então Presidente Mário Soares, que o designou chanceler das antigas ordens militares portuguesas, tendo-lhe também condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada (a maior insígnia militar portuguesa), pelos «feitos de heroísmo militar e cívico e por ter sido símbolo da Revolução de Abril e o primeiro Presidente da República após a ditadura». A 13 de Agosto de 1996, Spínola morre aos 86 anos, vítima de embolia pulmonar.
Principais obras 
Por Uma Guiné Melhor (1970)
Linha de Acção (1971);
No Caminho do Futuro (1972);
Por Uma Portugalidade Renovada (1973);
Portugal e o Futuro (1974);
Ao Serviço de Portugal (1976);
País sem Rumo (1978).
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Ana Malhoa nasceu no Porto a 6 de Agosto de 1979. Desde os 4 anos de idade que manifestava o desejo de ser cantora, que realizou dois anos mais tarde, ao subir ao palco com o seu pai, o cantor José Malhoa. Passado pouco tempo editou o seu primeiro álbum, "Pai Amigo". Aos 8 anos foi convidada para apresentar "O grande Pagode", um programa de televisão dedicado aos mais novos, que obteve grande êxito à época. Mais tarde, lançou "Calças Rasgadas", uma estreia a solo.
Com 15 anos, foi escolhida para apresentar um programa de televisão que viria a durar seis anos, o "Super Buéréré", também voltado para o público jovem.
No âmbito deste programa, Ana gravou mais quatro álbuns. O terceiro, intitulado "Por Amor" tinha uma grande influência latina. Ana voltou mais tarde à televisão, onde apresentou o "Domingo Fantástico". O seu quarto álbum "Eu", mostrou outra vez uma influência latina.
Em 2005, lançou mais dois álbuns, o "BuédaFixe", dedicado às crianças, e o "Hot Reggateon", um projecto mais irreverente. 
Em 2006 lança "Êxitos", "Nada me Pára" (2007)  "Exótica" (2008) 
ANA MALHOA "SINTO-ME SEXY"
Vida pessoal
Ana tem 4 meios-irmãos de mães diferentes e 2 meios-irmãos de pai diferente. Nunca conheceu a sua mãe biológica, que faleceu quando Ana tinha apenas 4 meses. Só aos 26 anos viu pela primeira vez uma foto dela. Foi criada pela madrasta Rosa, que considera ser a sua verdadeira mãe. Estudou até ao 6.º ano.
Ana têm uma filha chamada Índia, nascida em 1999
ANA MALHOA-BOMBA LATINA-(CALIENTE!)
Ana Malhoa - "Devora-me com Beijos"
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Aníbal António Cavaco Silva nasceu em Boliqueime, Loulé a 15 de Julho de 1939 é um economista e político português e, desde 2006, o décimo nono presidente da República Portuguesa.
Foi primeiro-ministro de Portugal entre 1985 e 1995, tendo sido a pessoa que mais tempo esteve na liderança do governo do país desde o 25 de Abril. Nas eleições presidenciais de 2006 foi eleito presidente da República. Foi reeleito nas eleições presidenciais de 2011.
Cavaco Silva é filho de Teodoro Gonçalves da Silva e de Maria do Nascimento Cavaco, cresceu em Boliqueime, onde o pai se dedicava à exploração de frutos secos e ao comércio de combustíveis. Em Faro fez o Ciclo Preparatório, na Escola Técnica Elementar Serpa Pinto, e depois o Curso Geral do Comércio, na Escola Comercial e Industrial de Faro. Em 1956 veio para Lisboa, onde tirou o Curso de Contabilidade do Instituto Comercial de Lisboa (hoje ISCAL), em 1959. Em paralelo, frequentou as disciplinas exigidas para admissão ao Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG). Prestes a terminar o curso, seria chamado a cumprir o Serviço Militar Obrigatório. Fez a recruta na Escola Prática de Cavalaria de Santarém, e foi colocado como aspirante miliciano, na Repartição de Contabilidade dos Pupilos do Exército. Em 1963, depois de casar com Maria Alves da Silva, foi enviado em comissão para Moçambique, onde permaneceu até 1965. Em 1964 licenciou-se em Finanças, com a mais alta classificação do seu ano.
 Percurso académico

No final de 1965 torna-se bolseiro do Centro de Economia e Finanças da Fundação Calouste Gulbenkian, onde se dedica à investigação, a partir de 1967. Publica então um primeiro título, "O Mercado Financeiro Português em 1966". Entretanto iniciara funções como assistente de Finanças Públicas, no ISCEF, onde leccionou até 1978. Mantendo a bolsa da Fundação Gulbenkian, parte com a família para a Grã-Bretanha, onde viria a doutorar-se em Economia Pública, na Universidade de York, em 1971. A sua dissertação, depois publicada, tem o título de "A Contribution to the Theory of the Macroeconomic Effects of Public Debt" (1973). Regressado a Portugal, pouco antes do 25 de Abril, manteve-se como investigador na Fundação Gulbenkian, integrando depois o respectivo Centro de Economia Agrária. Em 1977 mudar-se-ia para o Banco de Portugal, assumindo o cargo de director do Departamento de Estatística e Estudos Económicos. Ao mesmo tempo passou a integrar, como vogal, a Comissão Instaladora da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Pouco depois leccionaria também na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Em 1979 prestou provas públicas para professor extraordinário de Economia Pública, na Universidade Nova de Lisboa, onde chegaria a professor catedrático.
 Entrada na política

Com a vitória da Aliança Democrática, foi convidado a exercer funções como Ministro das Finanças e Plano (1980-1981) do VI Governo Constitucional. Porém, após a morte de Francisco Sá Carneiro, recusa-se a integrar o governo de Francisco Pinto Balsemão, abdicando também do lugar de deputado para o qual tinha sido eleito. Em 1981 é eleito, pela Assembleia da República, presidente do Conselho Nacional do Plano (órgão que antecedeu o Conselho Económico e Social), e que dava pareceres sobre as Grandes Opções do Plano.

Militante do Partido Social Democrata desde a sua fundação, vai ao VIII Congresso onde encabeça uma lista candidata ao Conselho Nacional. No mesmo ano é eleito presidente da Assembleia Distrital da Área Metropolitana de Lisboa do PSD.

Na Primavera de 1985 é nomeado membro da Comissão Instaladora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, pouco antes da política lhe ditar o afastamento do ensino (na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Católica Portuguesa), por uma década.

Depois da demissão de Carlos Mota Pinto em 1985 (dos cargos de Vice-Primeiro-Ministro e presidente do PSD) é convocado um Congresso Nacional no Casino da Figueira da Foz. Inesperadamente, Mota Pinto morre, vítima de um ataque cardíaco, e o congresso parece disputar-se entre João Salgueiro e Rui Machete. Porém, contra às previsões, é Cavaco Silva quem acaba eleito líder do partido. O falhanço das negociações com o Partido Socialista levam à rotura do Bloco Central, que havia sido constituído em 1983. Como consequência, Ramalho Eanes dissolve o Parlamento. Nas eleições legislativas de 1985, que se seguiram, o PSD obtém o melhor resultado de sempre (29,8% dos votos) dando início a um governo minoritário (o X Governo, chefiado por Cavaco Silva).
 Primeiro-ministro

Cavaco Silva apostou em levar a cabo reformas estruturais da administração e na direcção económica do país. Foi também nesta legislatura que Portugal aderiu à Comunidade Económica Europeia. Porém, as reformas em que apostava encontraram oposição firme na Assembleia da República onde o Partido Renovador Democrático de António Ramalho Eanes, apresenta uma moção de censura, depois aprovada com os votos do PS e da APU. Como consequência o Governo cai e Mário Soares (eleito em 1986 Presidente da República) dissolve a Assembleia e convoca eleições. Nas eleições de 1987 os portugueses atribuem a primeira maioria absoluta a uma força política não coligada que se havia de repetir nas eleições legislativas de 1991. Dessas vitórias resultaram, respectivamente, a constituição dos XI e XII Governos Constitucionais, apostados em conduzir reformas estruturais conducentes à economia social de mercado. 
Nesses anos fez-se uma reforma fiscal, que introduziu o IRS e o IRC, privatizaram-se empresas públicas, reformaram-se as leis laborais e agrárias e liberalizou-se a comunicação social, de que resultou a abertura da televisão à iniciativa privada e mais liberdade de informação. O país conheceu um crescimento económico apreciável, acima da média europeia, o que fez subir a popularidade de Cavaco Silva. A par de profundas melhorias na rede viária nacional, com vista a melhorar a coesão territorial do país, reabilitou-se de boa parte do património cultural público e deu-se o impulso a seis novos projectos: a renovação urbana em Lisboa Oriental e a organização da Expo 98, a construção da Ponte Vasco da Gama, a introdução do caminho de ferro na Ponte 25 de Abril, a construção da Barragem do Alqueva, a introdução do gás natural e a projecção do novo Aeroporto da Madeira.

Em 1992 Portugal assume pela primeira vez a presidência do Conselho de Ministros da CEE, o que leva Cavaco Silva a abrir a cerimónia de assinatura do Tratado de Maastricht, fundador da União Europeia. Foi também sob a sua liderança, que Portugal esteve no centro da criação da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e que foi decidida a realização anual das cimeiras luso-brasileiras. Após dez anos como primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva coloca-se de fora das eleições legislativas desse mesmo ano, e afasta-se da liderança do PSD, entretanto assumida por Fernando Nogueira. A derrota do PSD em 1995, pelo PS de António Guterres, levam-no a anunciar uma candidatura à Presidência da República. Personificando uma alternativa não socialista, defronta-se com Jorge Sampaio, e sai derrotado, nos anos seguintes, volta ao Banco de Portugal e à docência universitária. Em 2005 volta a anunciar a sua candidatura à Presidência da República, vence as eleições de 2006 e toma posse como 18º Presidente da República Portuguesa. Em 2011 é reeleito, à primeira volta, para um segundo mandato. 

Entre os livros que tem publicados referem-se alguns títulos:  "O Mercado Financeiro Português em 1966" 
"Portugal e a Moeda Única" 
"As Reformas da Década" 
"Crónicas de Uma Crise Anunciada"
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António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações nasceu no Lugar de Pilar em Amares no dia 3 de Dezembro de 1944 e morreu em Lisboa a 13 de Junho de 1984.
A sua discografia continua ainda hoje a influenciar a música portuguesa.
Variações nasceu em Braga radicando-se nos primeiros anos da sua vida no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia do município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, Tonito (como a mãe lhe chamava) tinha nove irmãos. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e folclore locais. Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amsterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no "Ayer", o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Ataíde era igualmente seu amante e Variações assumiu dessa forma a sua orientação sexual. Depois do "Ayer", passou ainda por um salão no "Centro Comercial Alvalade" e só mais tarde abriu uma barbearia na Baixa lisboeta. Entretanto, deu início aos espectáculos com o grupo "Variações", atraindo rapidamente as atenções. Por um lado, o seu visual excêntrico não passava despercebido e, por outro, o seu estilo musical combinava vários géneros, como o rock, o pop, o blues ou o fado. Em 1978, apresentou-se à editora Valentim de Carvalho e assinou contrato.
A discoteca "Trumps" ou o "Rock Rendez-Vous" foram os locais onde Variações se apresentou ao público. Em 1981, sem ter até aí editado qualquer música, participou no programa de televisão de Júlio Isidro, "O Passeio dos Alegres". A sua música e o seu estilo próprio e inconfundível fizeram com que depressa alcançasse uma fama razoável. Editou o primeiro single com os temas "Povo que Lavas no Rio" e "Estou Além".
Pouco depois gravou o seu primeiro LP, "Anjo da Guarda" com dez faixas, todas de sua autoria, onde se destacaram os êxitos
"É p´ra Amanhã" e "O Corpo É que Paga".
Em 1984 lançou o seu segundo trabalho, intitulado "Dar e Receber". Depois disso, aparece pela última vez em público no programa televisivo "A Festa Continua" de Júlio Isidro. Será a única interpretação no pequeno ecrã das faixas do novo disco, usando o mesmo pijama com ursinhos e coelhinhos que usou na sua primeira aparição televisiva.
Variações cantou na Queima das Fitas de Coimbra de 1984, já gravemente doente, sendo depois levado para o Hospital Pulido Valente devido a um problema brônquico-asmático. Quando a"Canção de Engate" invadiu as rádios, já António Variações se encontrava internado no hospital. Transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, morreu a 13 de Junho, vítima de uma bronco-pneumonia, causada pela SIDA.
O actor holandês Jelle Balder, com quem também manteve um relacionamento amoroso, foi o seu companheiro até à morte. Especula-se que terá sido a primeira figura pública portuguesa a morrer vítima de SIDA. A partir daqui vamos deixar os videos que mostram a vida de Variações.

Como todos os grandes artistas são valorizados após a morte. Vinte anos após a sua morte, em foi lançado um álbum em sua homenagem, com canções da sua autoria que nunca tinham sido editadas; sete conhecidos músicos portugueses formaram a banda Humanos e gravaram 12 músicas seleccionadas de um conjunto de cassetes "perdidas" no património de Variações administrado pelo irmão, Jaime Ribeiro. Mostraremos isso no fim da história.
Em entrevista, António Variações explicou o nome escolhido: "Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exactamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos."

António Variações, uma voz, um estilo, p´ra sempre inesquecivel
"Variações", uma voz, a musica , um mito.
O FIM
A sua musica foi ao longo dos anos e até aos dias de hoje sendo regravada por outros como é exemplo disso o sucesso dos  agrupamento "HUMANOS"
R.I.P - António
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Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu em Coimbra a 10 de Novembro de 1913 e faleceu em Lisboa a 13 de Junho de 2005, político e escritor conhecido por ser um resistente ao Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista e ao seu partido, o Partido Comunista Português.
Álvaro Cunhal nasceu em Coimbra, na freguesia da Sé Nova, filho de Avelino Henriques da Costa Cunhal, advogado de profissão, republicano e liberal, e de Mercedes Simões Ferreira Barreirinhas Cunhal, católica fervorosa. Álvaro Cunhal teve dois irmãos mais velhos, António José, que morreu em 1933, com vinte e dois anos, vítima de tuberculose, e Maria Mansuenta, que morreu em Seia, em 1921, com apenas nove anos, também vítima de tuberculose. Em 1927, nasce a sua irmã mais nova, Maria Eugénia. Passou a infância em Seia, de onde o pai era natural. O pai retirou-o da escola primária porque não queria que o filho aprendesse com uma professora primária autoritária. Aos onze anos, mudou-se com a família para Lisboa, onde frequentou o Liceu Camões. Daí seguiu para a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde iniciou a sua actividade revolucionária.
Em 1931, com dezassete anos, filia-se no Partido Comunista Português e integra a Liga dos Amigos da URSS e o Socorro Vermelho Internacional. Em 1935 chega a secretário-geral da Federação das Juventudes Comunistas. Ao longo da década de 1930, colabrou com vários jornais e revistas como a "Seara Nova" e o "O Diabo", e nas publicações clandestinas do PCP, o "Avante" e "O Militante". Em 1937 é preso pela primeira vez. É levado para o Aljube e posteriormente transferido para Peniche. Um ano depois é libertado, mas por razões políticas é obrigado a cumprir o serviço militar, em Dezembro de 1939, na Companhia Disciplinar de Penamacor. Por razões de saúde, Álvaro Cunhal acaba por ser dispensado pela Junta Médica Militar. Em 1940, Cunhal é escoltado pela polícia à Faculdade de Direito, onde apresenta a sua tese da licenciatura em Direito, sobre a temática do aborto e a sua despenalização, tema pouco vulgar para a época em questão. A sua tese, apesar do contexto político pouco favorável, foi classificada com dezasseis valores. Do jurí fazia parte Marcello Caetano.
Em 1949, Álvaro Cunhal é preso pela terceira vez, numa casa clandestina do Luso. Com ele são também presos Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. O seu julgamento ocorreu um ano depois. Neste julgamento Cunhal fez uma declaração em que se afirmava "filho adoptivo do proletariado" e dirigiu um forte ataque ao regime salazarista. Foi condenado e preso na Penitenciária de Lisboa, sendo transferido para a prisão-fortaleza de Peniche em 1958. Devido aos seus ideais comunistas e à sua assumida e militante oposição ao Estado Novo, esteve preso em 1937, 1940 e 1949-1960, num total de 13 anos, 8 dos quais em completo isolamento. Em 1960, Cunhal, juntamente com outros camaradas, todos quadros destacados do PCP, protagonizaram a célebre "fuga de Peniche".
A 25 de Dezembro de 1960 nasce a sua única filha, Ana Cunhal, fruto da sua relação com Isaura Maria Moreira. Após a fuga, Cunhal fica ainda cerca de dois anos em Portugal, na clandestinidade. Durante este período viveu em casas clandestinas de vários pontos do país como: Sintra, Ericeira, Amadora, Coimbra, Porto. Em 1961 é eleito Secretário-geral do PCP. Cunhal ocupou o cargo de secretário-geral do Partido Comunista Português, sucedendo a Bento Gonçalves, entre 1961 e 1992, tendo sido substituído por Carlos Carvalhas.
Em 1968 Álvaro Cunhal presidiu à Conferência dos Partidos Comunistas da Europa Ocidental, o que é revelador da influência que já nessa altura detinha no movimento comunista internacional. Neste encontro, mostrou-se um dos mais firmes apoiantes da invasão da então Checoslováquia pelos tanques do Pacto de Varsóvia, ocorrida nesse mesmo ano. Regressou a Portugal cinco dias depois do 25 de Abril de 1974. Nesse mesmo dia, passeou de braço dado com Mário Soares, por Lisboa, como forma de ambos comemorarem o início da Democracia em Portugal, pois mesmo que divergissem ideológicamente, apoiavam um Portugal livre e democrático. Foi ministro sem pasta no I, II, III e IV governos provisórios e também deputado à Assembleia da República entre 1975 e 1992. Em 1982, tornou-se membro do Conselho de Estado, abandonando estas funções dez anos depois, quando saiu da liderança do PCP. Além das suas funções na direcção partidária, foi romancista e pintor, escrevendo sob o pseudónimo de Manuel Tiago, o que só revelou em 1995. Nos últimos anos da sua vida sofreu de glaucoma, acabando por cegar. Faleceu a 13 de Junho de 2005, em Lisboa. Por sua vontade, o corpo foi cremado.
Da sua relação com Isaura Maria Moreira, teve uma filha, Ana Maria Moreira Cunhal, nascida a 25 de Dezembro de 1960.
Álvaro Cunhal ficou na memória como um comunista que nunca abdicou do seu ideal.



Quer queiram ou não a verdade é Álvaro Cunhal foi uma das figuras mais marcantes do século XX português e teve uma grande influência, mesmo internacional. Pense-se o que se pensar das suas ideias e da acção política, não é possível fazer a história do nosso tempo sem ter em conta a sua personalidade e intervenção, quer durante os longos anos da ditadura, quer no 25 de Abril e nas décadas que se lhe seguiram.
Comunista desde a juventude, homem de coragem e capacidade de resistência lendárias, manteve-se até ao fim fiel a si mesmo e ideais de sempre. A sua vida confunde-se com a do movimento comunista no século XX e está indissociavelmente ligada à história da URSS, cujo fim ele viveu como uma tragédia. Contudo, este acontecimento não mudou nem as suas convicções, nem a tenacidade que punha na respectiva defesa. A sua resistência ao regime de Salazar e de Caetano, sob o qual foi preso, torturado e perseguido, tornou-se mítica pela ousadia, pela constância e pela coragem. Reorganizou o PCP, tornando-o uma força activa, embora clandestina, de combate político organizado e eficaz. O Secretário-Geral dirigia, agia, escrevia, resistia, estivesse onde estivesse, dentro ou fora de Portugal. 
Tinha uma personalidade vigorosa e era um homem de múltiplos talentos politico, escritor, desenhador, pintor, tradutor. No contacto pessoal era capaz de ser muito difícil, inflexível e duro, mas também gentil, sensível e atencioso, capaz de gestos de grande elegância e cortesia. Fascinou tanto apoiantes como adversários e a reserva que manteve, durante muito tempo sobre a sua vida privada e as facetas mais íntimas da sua personalidade contribuíram para o mitificar. Com a chegada da velhice e o aproximar do fim, decidiu dar-se a conhecer melhor, falando da sua vida pessoal e da sua obra de criação literária e artística. Fazia-o com um indisfarçável orgulho, como quem desvenda um segredo demasiado tempo guardado e que lhe era finalmente grato partilhar. Assumiu para a posteridade a autoria dos seus livros publicados sob pseudónimo, autorizou com prazer que deles fizessem filmes, editou os seus desenhos e a sua pintura. Publicou a sua tradução do "Rei Lear" de Shakespeare. Em conferências e entrevistas, falou da vida e da arte, contou histórias e reflectiu sobre a sua experiência. Percebia-se que queria, de algum modo, fixar a imagem com que o futuro o olharia.
Para o fim deixo um trabalho da sic que conta a sua vida e demonstra a importancia de Cunhal como uma das grandes figuras da nossa história.
“Porque em cada bandeira vermelha
Se ergue a vontade infinita de liberdade
Na garganta altiva de um povo!”
A preto e branco desenhaste o Alentejo
Manchado no vermelho das espingardas
De um filho e uma Catarina
Embalados no colo sereno da razão!
Nas mofas celas que cruzaste
Um grito alucinante trespassou paredes
Abraçou a cidade inteira, o jardim,
Numa nuvem de esperança feito porvir
Era a tua alma livre, o teu peito aberto
A tua mão fechada e firme
O teu sonho de democracia a florir…
Foste a palavra certa no momento certo
O escudo contra os traidores
O ponto final na falsidade
A interpretação correcta da verdade!
Foste a escola de quantos acreditam
Que com o exemplo da tua luta
Poderão construir a nova sociedade!
PUBLICADO digitalblueradio às 16:15 | LINK DO POST
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Jorge Manuel de Abreu Palma nasceu em Lisboa a 4 de Junho de 1950. Aos seis anos, e ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os estudos de piano. Foi no Conservatório Nacional a sua primeira audição, aos oito anos, numa altura em que era aluno de Maria Fernanda Chichorro. Durante a adolescência começa a interessar-se pelo rock’n’roll, e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed são algumas das suas influências.
Em 1967, no Algarve, integra o grupo "Black Boys", de 1969 a 1971, enquanto estuda Engenharia na Faculdade de Ciências de Lisboa, integra o grupo pop-rock "Sindicato", do grupo faziam parte Rão Kyao, Vítor Mamede, João Maló, Rui Cardoso e Ricardo Levi. Em 1971, gravaram o single "Smile". A estreia a solo de Jorge Palma acontece com o single "The Nine Billion Names of God"(1972), título de um conto de Arthur C. Clarke e inspirado também no livro "O Despertar dos Mágicos", de Louis Pauwels e Jacques Bergier. Por esta altura, inicia uma colaboração com José Carlos Ary dos Santos, que o ajuda a aperfeiçoar a escrita poética, e com quem estabelece uma relação aluno-mestre. Deste contacto resulta o EP "A Última Canção" (1973), com quatro composições de Jorge Palma, duas delas com letras de Ary dos Santos.

Em 1973, recusando cumprir o serviço militar obrigatório, e, consequentemente, embarcar numa guerra para o Ultramar, parte para a Dinamarca, com Gisela Branco, a sua primeira mulher, onde lhe foi concedido asilo político. Na Dinamarca trabalhou como empregado num hotel. Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, iniciando uma carreira como orquestrador, entre 1974 e 1977, na indústria discográfica. Fez arranjos para Pedro Barroso, Paco Bandeira, Francisco Naia, Rui de Mascarenhas, Tonicha, Adelaide Ferreira e para os agrupamentos "Intróito" e "Maranata"
Em 1975, concorreu ao Festival RTP da Canção com "O Pecado Capital", uma canção defendida em dueto com Fernando Girão, e "Viagem", uma composição de Nuno Nazareth Fernandes com letra sua. Ficaram classificadas em 7º e 8º lugares, respectivamente, num total de dez canções concorrentes. Nesse ano gravou o seu primeiro LP, "Com uma Viagem na Palma da Mão", para a Valentim de Carvalho, com canções compostas durante o exílio político em Copenhaga. Depois da gravação do seu segundo trabalho discográfico "Té Já" (1977), partiu em viagem, cantando e tocando guitarra nas ruas de várias cidades espanholas e francesas. Em 1979, vive alguns meses em Portugal, morando no "Ninho das Águias", junto ao Castelo de S. Jorge, em Lisboa. Grava "Qualquer Coisa Pá Música", o seu terceiro álbum de originais.
No início da década de 80, regressou a Paris, com a sua segunda mulher, Graça Lami, voltando a Portugal em 1982 para gravar o álbum duplo "Acto Contínuo".
Vicente, o seu primeiro filho, nasce em 1983 e a ele dedica a música "Castor", do seu quinto álbum de originais "Asas e Penas" (1984). O ano seguinte é marcado pelo lançamento do seu sexto álbum de originais e um dos mais aclamados da sua carreira, "O Lado Errado da Noite". O single "Deixa-me Rir" teve um enorme sucesso.  
E este tema "Cara de Anjo Mau"
Em 1986 gravou o seu sétimo álbum de originais "Quarto Minguante". Em 1989, edita "Bairro do Amor". Em 1991, foi editado "Só". O álbum "Ao Vivo no Johnny Guitar", de 1993, surge na sequência da formação do grupo "Palma’s Gang", que reuniu os músicos Kalu e Zé Pedro (Xutos e Pontapés) e Flak e Alex (Rádio Macau). Entretanto nasce o seu segundo filho Francisco. Integrou o agrupamento "Rio Grande", em 1996, formado por Tim (Xutos e Pontapés), João Gil (Ala dos Namorados), Rui Veloso e Vitorino, que alcançou uma considerável popularidade, gravando dois CD’s (1996 e 1998).
Em 2000 saí a colectânea "Dá-me Lume", participa no álbum de tributo a Rui Veloso.
e empresta a sua voz a "Laura", canção pertencente à banda sonora do tele-filme da SIC, "A Noiva".

Em 2001 é editado o álbum "Jorge Palma" e deu a voz a "Diz-me Tudo", música de abertura da telenovela portuguesa da SIC “Ganância”. Em 2002, os "Cabeças no Ar" - na prática, os "Rio Grande" sem Vitorino - lançam um disco. "Qualquer Coisa Pá Música" é reeditado em CD. Em 2004 gravou, no Porto, o álbum "Norte". Lançou em 2007 o disco "Voo Nocturno".

Em 2008 casou com Rita Tomé, e é editado o disco "Voo Nocturno ao Vivo". Entretanto mais um sucesso, um tema de uma novela da TVI "Encosta-te a mim".
 Lançou em 2010 o single "Tudo por um beijo", banda sonora do filme "A Bela e o Paparazzo"
Discografia

Álbuns
"Com Uma Viagem na Palma da Mão" (1975)
"Té Já" (1977)
"Qualquer Coisa Pá Música" (1979)
"Acto Contínuo" (1982)
"Asas e Penas" (1984)
"O Lado Errado da Noite" (1985)
"Quarto Minguante" (1986)
"Bairro do Amor" (1989)
"Só" (1991)
"É Prohibido Fumar" (2001)
"No Tempo dos Assassinos" (2002)
"Norte" (2004)
"Voo Nocturno" (2007)
"Voo Nocturno ao Vivo" (2008)
Outros Projectos
1993 - Palma's Gang - "Ao Vivo no Johnny Guitar"
1996 - Rio Grande - "Rio Grande"
1997 - Rio Grande - "Dia do Concerto" (Álbum Ao Vivo)
2002 - Cabeças no Ar – "Cabeças no Ar"
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