O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Rei George VI do Reino Unido nasceu como Albert Frederick Arthur George a 14 de Dezembro 1895 e morreu a 6 de Fevereiro 1952, foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido. Foi rei entre 1936 e 1952, ano em que faleceu, sendo sucedido pela filha Elizabeth. Foi ainda o último Imperador da Índia até 1947. Era filho do rei George V do Reino Unido e da princesa Maria de Teck.
George VI, até então Duque de York, subiu ao trono após o seu irmão  Eduardo VIII  ter abdicado. Casou com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e teve duas filhas: Elizabeth e Margarida.
George nasceu durante o reinado da sua bisavó, a Rainha Vitória. O seu pai era Duque de York e a mãe era Maria de Teck. George aprendeu a escrever com a mão direita embora fosse naturalmente canhoto, e desenvolveu uma gagueira contínua durante muitos anos, o que foi contado no cinema, através do filme "O Discurso do Rei"
Fotografia de George como Almirante da Marinha Real Inglesa
Com a morte da Rainha Vitória em 1901, o então príncipe de Gales assumiu o trono com o título de Eduardo VII, o Duque de York tornou-se o Príncipe de Gales e George tornou-se o terceiro na linha de sucessão real.
Em 1909 George entrou o Royal Naval College de Osborne como cadete e depois foi transferido para o Britannia Royal Naval College, em Dartmouth. Após a morte de Eduardo VII em 1910, o Duque de York assumiu o trono como George V do Reino Unido e o seu filho mais velho tornou-se o Príncipe de Gales, fazendo com que George se tornasse o segundo na linha de sucessão ao trono.

George foi condecorado aspirante em 1913 e no ano seguinte entra na Primeira Guerra Mundial, sendo apelidado de "Mr. Johnson", lutou a bordo do HMS Collingwood durante a Batalha da Jutlândia em 1916 que resultou na vitória das forças britânicas. Em 1918 foi nomeado Oficial da Royal Navy Air Service e mais tarde foi transferido para a Royal Air Force, permanecendo lá até 1918. Em 1919 entra para o Trinity College em Cambridge para estudar História e Economia, já em 1920 passa a ser Duque de Iorque e Conde de Inverness. Algum tempo mais tarde, passou a exercer deveres reais em nome do seu pai. 

Como de costume na época, os nobres só poderiam casar-se com outros membros da nobreza, porém George não deu muito crédito a esta tradição de família que perdurava já há séculos. Em 1920, o príncipe conheceu a jovem Lady Elizabeth Bowes-Lyon, filha de Sir Claude Bowes-Lyon e da Condessa Cecilia. Imediatamente os dois já estavam determinados em casar.
Embora Lady Elizabeth fosse descendente dos Reis Roberto I da Escócia e do Rei Henrique VII, era considerada plebéia. Ela rejeitou a proposta de casamento por duas vezes e hesitou durante quase dois anos. George e Elizabeth casaram em 1923. Após o casamento, Lady Elizabeth foi intitulada Sua Alteza Real, a Duquesa de York.
O Duque e a Duquesa de York tiveram duas filhas, das quais uma delas seria a futura quarta monarca da Casa de Windsor a governar o Reino Unido: Rainha Elizabeth II do Reino Unido e a Princesa Margaret. Em 1936, o rei George V morreu, e o Príncipe Eduardo ascendeu ao trono como Eduardo VIII. Como Eduardo não tinha filhos, George seria o herdeiro presuntivo do trono até o seu irmão solteiro ter filhos legítimos, ou morrer. Menos de um ano depois, a coroa entrou num período de crise; o Príncipe George relutou em assumir o trono com a abdicação do seu irmão, Eduardo VIII, que abdicou do trono para casar com a sua amante, a americana Wallis Simpson, divorciada por duas vezes. Eduardo tinha sido avisado que não poderia permanecer como Rei e casar com uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos. Eduardo escolheu a abdicar, não querendo assim abandonar os seus planos de casamento. Assim, o Príncipe George tornou-se rei, uma posição que estava relutante em aceitar. 
O stress da II Guerra Mundial tinha afectado a saúde do rei, e o posterior desenvolvimento de cancro de pulmão. Cada vez mais a sua filha, a Princesa Elizabeth, assumia os deveres reais, por a saúde do pai estar debelitada, havendo rumores de que ela deveria assumir o trono como Princesa regente. Em 1949 o rei sofre de um bloqueio arterial na perna direita e foi operado. Em 1951 sofre uma pneumonia e o seu pulmão esquerdo foi removido após a descoberta de um tumor maligno. A 6 de fevereiro, George VI morreu de uma trombose coronária durante o sono em Sandringham House, em Norfolk, com 56 anos.  A sua filha Elizabeth é coroada Rainha Elizabeth II.
O seu funeral aconteceu no dia 15 de fevereiro, foi sepultado na cidade no Castelo de Windsor, na Capela de São Jorge (Castelo de Windsor) em Windsor. Em 2002, os restos mortais da sua viúva, a rainha-mãe Elizabeth Bowes-Lyon, e as cinzas de sua filha, a Princesa Margaret, foram enterradas ao lado dele.


 
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Rei George VI do Reino Unido nasceu como Albert Frederick Arthur George a 14 de Dezembro 1895 e morreu a 6 de Fevereiro 1952, foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido. Foi rei entre 1936 e 1952, ano em que faleceu, sendo sucedido pela filha Elizabeth. Foi ainda o último Imperador da Índia até 1947. Era filho do rei George V do Reino Unido e da princesa Maria de Teck.
George VI, até então Duque de York, subiu ao trono após o seu irmão  Eduardo VIII  ter abdicado. Casou com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e teve duas filhas: Elizabeth e Margarida.
George nasceu durante o reinado da sua bisavó, a Rainha Vitória. O seu pai era Duque de York e a mãe era Maria de Teck. George aprendeu a escrever com a mão direita embora fosse naturalmente canhoto, e desenvolveu uma gagueira contínua durante muitos anos, o que foi contado no cinema, através do filme "O Discurso do Rei"
Fotografia de George como Almirante da Marinha Real Inglesa
Com a morte da Rainha Vitória em 1901, o então príncipe de Gales assumiu o trono com o título de Eduardo VII, o Duque de York tornou-se o Príncipe de Gales e George tornou-se o terceiro na linha de sucessão real.
Em 1909 George entrou o Royal Naval College de Osborne como cadete e depois foi transferido para o Britannia Royal Naval College, em Dartmouth. Após a morte de Eduardo VII em 1910, o Duque de York assumiu o trono como George V do Reino Unido e o seu filho mais velho tornou-se o Príncipe de Gales, fazendo com que George se tornasse o segundo na linha de sucessão ao trono.

George foi condecorado aspirante em 1913 e no ano seguinte entra na Primeira Guerra Mundial, sendo apelidado de "Mr. Johnson", lutou a bordo do HMS Collingwood durante a Batalha da Jutlândia em 1916 que resultou na vitória das forças britânicas. Em 1918 foi nomeado Oficial da Royal Navy Air Service e mais tarde foi transferido para a Royal Air Force, permanecendo lá até 1918. Em 1919 entra para o Trinity College em Cambridge para estudar História e Economia, já em 1920 passa a ser Duque de Iorque e Conde de Inverness. Algum tempo mais tarde, passou a exercer deveres reais em nome do seu pai. 

Como de costume na época, os nobres só poderiam casar-se com outros membros da nobreza, porém George não deu muito crédito a esta tradição de família que perdurava já há séculos. Em 1920, o príncipe conheceu a jovem Lady Elizabeth Bowes-Lyon, filha de Sir Claude Bowes-Lyon e da Condessa Cecilia. Imediatamente os dois já estavam determinados em casar.
Embora Lady Elizabeth fosse descendente dos Reis Roberto I da Escócia e do Rei Henrique VII, era considerada plebéia. Ela rejeitou a proposta de casamento por duas vezes e hesitou durante quase dois anos. George e Elizabeth casaram em 1923. Após o casamento, Lady Elizabeth foi intitulada Sua Alteza Real, a Duquesa de York.
O Duque e a Duquesa de York tiveram duas filhas, das quais uma delas seria a futura quarta monarca da Casa de Windsor a governar o Reino Unido: Rainha Elizabeth II do Reino Unido e a Princesa Margaret. Em 1936, o rei George V morreu, e o Príncipe Eduardo ascendeu ao trono como Eduardo VIII. Como Eduardo não tinha filhos, George seria o herdeiro presuntivo do trono até o seu irmão solteiro ter filhos legítimos, ou morrer. Menos de um ano depois, a coroa entrou num período de crise; o Príncipe George relutou em assumir o trono com a abdicação do seu irmão, Eduardo VIII, que abdicou do trono para casar com a sua amante, a americana Wallis Simpson, divorciada por duas vezes. Eduardo tinha sido avisado que não poderia permanecer como Rei e casar com uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos. Eduardo escolheu a abdicar, não querendo assim abandonar os seus planos de casamento. Assim, o Príncipe George tornou-se rei, uma posição que estava relutante em aceitar. 
O stress da II Guerra Mundial tinha afectado a saúde do rei, e o posterior desenvolvimento de cancro de pulmão. Cada vez mais a sua filha, a Princesa Elizabeth, assumia os deveres reais, por a saúde do pai estar debelitada, havendo rumores de que ela deveria assumir o trono como Princesa regente. Em 1949 o rei sofre de um bloqueio arterial na perna direita e foi operado. Em 1951 sofre uma pneumonia e o seu pulmão esquerdo foi removido após a descoberta de um tumor maligno. A 6 de fevereiro, George VI morreu de uma trombose coronária durante o sono em Sandringham House, em Norfolk, com 56 anos.  A sua filha Elizabeth é coroada Rainha Elizabeth II.
O seu funeral aconteceu no dia 15 de fevereiro, foi sepultado na cidade no Castelo de Windsor, na Capela de São Jorge (Castelo de Windsor) em Windsor. Em 2002, os restos mortais da sua viúva, a rainha-mãe Elizabeth Bowes-Lyon, e as cinzas de sua filha, a Princesa Margaret, foram enterradas ao lado dele.


 
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Rei George VI do Reino Unido nasceu como Albert Frederick Arthur George a 14 de Dezembro 1895 e morreu a 6 de Fevereiro 1952, foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido. Foi rei entre 1936 e 1952, ano em que faleceu, sendo sucedido pela filha Elizabeth. Foi ainda o último Imperador da Índia até 1947. Era filho do rei George V do Reino Unido e da princesa Maria de Teck.
George VI, até então Duque de York, subiu ao trono após o seu irmão  Eduardo VIII  ter abdicado. Casou com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e teve duas filhas: Elizabeth e Margarida.
George nasceu durante o reinado da sua bisavó, a Rainha Vitória. O seu pai era Duque de York e a mãe era Maria de Teck. George aprendeu a escrever com a mão direita embora fosse naturalmente canhoto, e desenvolveu uma gagueira contínua durante muitos anos, o que foi contado no cinema, através do filme "O Discurso do Rei"
Fotografia de George como Almirante da Marinha Real Inglesa
Com a morte da Rainha Vitória em 1901, o então príncipe de Gales assumiu o trono com o título de Eduardo VII, o Duque de York tornou-se o Príncipe de Gales e George tornou-se o terceiro na linha de sucessão real.
Em 1909 George entrou o Royal Naval College de Osborne como cadete e depois foi transferido para o Britannia Royal Naval College, em Dartmouth. Após a morte de Eduardo VII em 1910, o Duque de York assumiu o trono como George V do Reino Unido e o seu filho mais velho tornou-se o Príncipe de Gales, fazendo com que George se tornasse o segundo na linha de sucessão ao trono.

George foi condecorado aspirante em 1913 e no ano seguinte entra na Primeira Guerra Mundial, sendo apelidado de "Mr. Johnson", lutou a bordo do HMS Collingwood durante a Batalha da Jutlândia em 1916 que resultou na vitória das forças britânicas. Em 1918 foi nomeado Oficial da Royal Navy Air Service e mais tarde foi transferido para a Royal Air Force, permanecendo lá até 1918. Em 1919 entra para o Trinity College em Cambridge para estudar História e Economia, já em 1920 passa a ser Duque de Iorque e Conde de Inverness. Algum tempo mais tarde, passou a exercer deveres reais em nome do seu pai. 

Como de costume na época, os nobres só poderiam casar-se com outros membros da nobreza, porém George não deu muito crédito a esta tradição de família que perdurava já há séculos. Em 1920, o príncipe conheceu a jovem Lady Elizabeth Bowes-Lyon, filha de Sir Claude Bowes-Lyon e da Condessa Cecilia. Imediatamente os dois já estavam determinados em casar.
Embora Lady Elizabeth fosse descendente dos Reis Roberto I da Escócia e do Rei Henrique VII, era considerada plebéia. Ela rejeitou a proposta de casamento por duas vezes e hesitou durante quase dois anos. George e Elizabeth casaram em 1923. Após o casamento, Lady Elizabeth foi intitulada Sua Alteza Real, a Duquesa de York.
O Duque e a Duquesa de York tiveram duas filhas, das quais uma delas seria a futura quarta monarca da Casa de Windsor a governar o Reino Unido: Rainha Elizabeth II do Reino Unido e a Princesa Margaret. Em 1936, o rei George V morreu, e o Príncipe Eduardo ascendeu ao trono como Eduardo VIII. Como Eduardo não tinha filhos, George seria o herdeiro presuntivo do trono até o seu irmão solteiro ter filhos legítimos, ou morrer. Menos de um ano depois, a coroa entrou num período de crise; o Príncipe George relutou em assumir o trono com a abdicação do seu irmão, Eduardo VIII, que abdicou do trono para casar com a sua amante, a americana Wallis Simpson, divorciada por duas vezes. Eduardo tinha sido avisado que não poderia permanecer como Rei e casar com uma mulher divorciada com dois ex-maridos vivos. Eduardo escolheu a abdicar, não querendo assim abandonar os seus planos de casamento. Assim, o Príncipe George tornou-se rei, uma posição que estava relutante em aceitar. 
O stress da II Guerra Mundial tinha afectado a saúde do rei, e o posterior desenvolvimento de cancro de pulmão. Cada vez mais a sua filha, a Princesa Elizabeth, assumia os deveres reais, por a saúde do pai estar debelitada, havendo rumores de que ela deveria assumir o trono como Princesa regente. Em 1949 o rei sofre de um bloqueio arterial na perna direita e foi operado. Em 1951 sofre uma pneumonia e o seu pulmão esquerdo foi removido após a descoberta de um tumor maligno. A 6 de fevereiro, George VI morreu de uma trombose coronária durante o sono em Sandringham House, em Norfolk, com 56 anos.  A sua filha Elizabeth é coroada Rainha Elizabeth II.
O seu funeral aconteceu no dia 15 de fevereiro, foi sepultado na cidade no Castelo de Windsor, na Capela de São Jorge (Castelo de Windsor) em Windsor. Em 2002, os restos mortais da sua viúva, a rainha-mãe Elizabeth Bowes-Lyon, e as cinzas de sua filha, a Princesa Margaret, foram enterradas ao lado dele.


 
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 A Aldeia de Piódão é considerada uma das mais bonitas do País, classificada como “Aldeia Histórica de Portugal“. 
Situada no Centro do País, pertence ao concelho de Arganil, na encosta da bonita Serra do Açor. 
As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra, formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos apelidada de “aldeia presépio”.
Piódão é uma aldeia serrana, de feição rural, e acessos difíceis, um excelente exemplo de como o ser humano se adaptou ao longo dos séculos aos mais inóspitos locais.
A natureza envolvente está quase que em estado puro, observando-se pela região diversas espécies de fauna e flora típicas do local.
A aldeia ter-se-á desenvolvido de um anterior Castro lusitano “Casal de Piodam”, hoje em dias em ruínas, que terá sabiamente aproveitado e aperfeiçoado a agricultura em socalcos.

 
PUBLICADO digitalblueradio às 14:50 | LINK DO POST
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 A Aldeia de Piódão é considerada uma das mais bonitas do País, classificada como “Aldeia Histórica de Portugal“. 
Situada no Centro do País, pertence ao concelho de Arganil, na encosta da bonita Serra do Açor. 
As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra, formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos apelidada de “aldeia presépio”.
Piódão é uma aldeia serrana, de feição rural, e acessos difíceis, um excelente exemplo de como o ser humano se adaptou ao longo dos séculos aos mais inóspitos locais.
A natureza envolvente está quase que em estado puro, observando-se pela região diversas espécies de fauna e flora típicas do local.
A aldeia ter-se-á desenvolvido de um anterior Castro lusitano “Casal de Piodam”, hoje em dias em ruínas, que terá sabiamente aproveitado e aperfeiçoado a agricultura em socalcos.

 
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 A Aldeia de Piódão é considerada uma das mais bonitas do País, classificada como “Aldeia Histórica de Portugal“. 
Situada no Centro do País, pertence ao concelho de Arganil, na encosta da bonita Serra do Açor. 
As suas típicas casas de xisto e lousa, com janelas em madeira de azul pintadas, descem graciosamente a encosta da serra, formando um anfiteatro nesta íngreme serra, sendo por muitos apelidada de “aldeia presépio”.
Piódão é uma aldeia serrana, de feição rural, e acessos difíceis, um excelente exemplo de como o ser humano se adaptou ao longo dos séculos aos mais inóspitos locais.
A natureza envolvente está quase que em estado puro, observando-se pela região diversas espécies de fauna e flora típicas do local.
A aldeia ter-se-á desenvolvido de um anterior Castro lusitano “Casal de Piodam”, hoje em dias em ruínas, que terá sabiamente aproveitado e aperfeiçoado a agricultura em socalcos.

 
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  Animotion - Obsession 
Anita Baker- Sweet Love
Anvil - Mad Dog
April Wine- Rock Me To Sleep
Ashford and Simpson- Solid
Asia - Heat Of The Moment
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Padre António Vieira nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de 1608 e morreu no Brasil na Bahia, a 18 de Julho de 1697. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e Oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).


António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
 
Nascido em lar humilde, na Rua do Cónego, perto da Sé, em Lisboa, foi o primogénito de quatro filhos de Cristóvão Vieira Ravasco, de origem alentejana cuja mãe era filha de uma mulata africana, e de Maria de Azevedo, lisboeta. O pai serviu na Marinha Portuguesa e foi, por dois anos, escrivão da Inquisição. Mudou-se para o Brasil em 1614, para assumir cargo de escrivão em Salvador, na Bahia, mandando vir a família em 1618.

António Vieira iniciou os primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador, onde veio a tornar-se um brilhante aluno. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em maio de 1623.

Em 1624, quando da invasão holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania, onde iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, tendo estudado ainda Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. Foi professor de Retórica em Olinda, ordenando-se sacerdote em 1634. Nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador.
Durante a segunda invasão holandesa no Nordeste do Brasil (1630-1654), defendeu que Portugal entregasse a região aos Países Baixos, pois gastava dez vezes mais com a sua manutenção e defesa do que o que obtinha em contrapartida, além do fato de que os Países Baixos eram um inimigo militarmente muito superior à época. Quando eclodiu uma disputa entre Dominicanos (membros da Inquisição) e Jesuítas (catequistas), Vieira, defensor dos judeus, caiu em desgraça, enfraquecido pela derrota da sua posição quanto à questão da guerra.

Após a Restauração da Independência (1640), em 1641 regressou a Lisboa iniciando uma carreira diplomática, pois integrava a missão que ia ao Reino prestar obediência ao novo monarca. Sobressaindo pela vivacidade de espírito e como orador, conquistou a amizade e a confiança de João IV de Portugal, sendo por ele nomeado embaixador e posteriormente pregador régio. Ainda como diplomata, foi enviado em 1646 aos Países Baixos para negociar a devolução do Nordeste do Brasil, e, no ano seguinte, a França. Caloroso adepto de obter para a Coroa a ajuda financeira dos cristãos-novos, entrou em conflito com o Santo Ofício, mas viu fundada a Companhia Geral de Comércio do Brasil.
Em Portugal, havia quem não gostasse de suas pregações a favor dos judeus. Após tempos conturbados acabou por voltar ao Brasil, de 1652 a 1661, como missionário no Maranhão e no Grão-Pará, sempre defendendo a liberdade dos índios.
Em 1654, o padre António Vieira partiu para Lisboa levando mais dois companheiros, a bordo de um navio da Companhia de Comércio, carregado de açúcar. Tinha como missão defender junto ao monarca os direitos dos indígenas escravizados, contra a cobiça dos colonos portugueses. Após cerca de dois meses de viagem, já à vista da ilha do Corvo, a Oeste dos Açores, abateu-se sobre a embarcação uma violenta tempestade fazendo a embarcação adernar, em pleno mar revolto, na iminência do naufrágio, o padre concedeu a todos absolvição. Os mastros partiram-se e o navio andou à deriva.
Ao cair da noite foi avistada uma embarcação, tratava-se de um corsário neerlandês que recolheu os náufragos e pilhou a embarcação à deriva, que acabou por ser afundada. Nove dias mais tarde, quarenta e um portugueses, despojados dos seus pertences pessoais, foram desembarcados na Graciosa, onde o padre António Vieira, com o auxílio dos religiosos da Companhia de Jesus, procurou providenciar-lhes roupas, calçado e dinheiro durante os dois meses que permaneceram na ilha. Dali, também, creditou Jerónimo Nunes da Costa para que este fosse a Amesterdão resgatar os papéis e livros que haviam sido levados pelos corsários. Instalado no Colégio dos Jesuítas em Angra, aqui permaneceu mais algum tempo, tendo instituído a devoção do terço, que pela primeira vez foi cantado na Ermida da Boa Nova, depois Vieira passou à Ilha de São Miguel, e dali partiu para Lisboa, a bordo de um navio inglês. 

Em Portugal, António Vieira tornou-se confessor da “regente”, D. Luísa de Gusmão que foi a primeira rainha de Portugal da quarta dinastia. Com a ascensão ao trono de D. Afonso VI, Vieira não encontrou apoio. Abraçou a profecia Sebastiana e por isso entrou outra vez em conflito com a Inquisição que o acusou de heresia. António Vieira esteve em Roma 6 anos, encontrou o Papa á beira da morte, mas deslumbrou a Cúria com os seus discursos e sermões. Com apoios poderosos, renovou a luta contra a Inquisição, cuja actuação considerava nefasta para o equilíbrio da sociedade portuguesa. Obteve um breve pontifício que o tornava apenas dependente do Tribunal romano. A mesma extraordinária capacidade oratória que seduzira, primeiro, o governo geral do Brasil, a corte de Dom João IV, e que depois, iria convencer o Papa e garantir assim a anulação das suas penas e condenações. Entre 1675 e 1681, a actividade da Inquisição esteve suspensa por determinação papal em Portugal e no império, uma determinação que encontrou o seu maior fundamento nos relatórios sobre os múltiplos abusos de poder que o jesuíta deixou em Roma, nas mãos do Sumo Pontífice. Desta forma conseguia um feito histórico, conseguir parar pela primeira vez durante sete anos a actividade do Santo Oficio em Portugal.
Regressou a Lisboa seguro de não ser mais importunado. Quando, em 1671, uma nova expulsão dos judeus foi promovida, novamente os defendeu. Mas o Príncipe Regente passara a protector do Santo Ofício e recebeu-o friamente. Em 1675, absolvido pela Inquisição, voltou para Lisboa por ordem de D. Pedro, mas afastou-se dos negócios públicos. Decidiu voltar outra vez para o Brasil, em 1681. Já velho e doente, em 1694, já não conseguia escrever pelo seu próprio punho, começava a sua agonia, perdeu a voz, silenciaram-se os seus discursos. Morre na Bahia a 18 de julho de 1697, com 89 anos.
Das suas obras destaque para: um livro de profecias que nunca concluiu, e dos sermões, alguns dos mais célebres( o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão","Sermão de Santo António aos Peixes" entre outros. Vieira deixou para trás cerca de 200 cartas e 700 sermões.
Existem muitas lendas sobre o padre António Vieira, incluindo a que afirma que, na juventude, a sua genialidade lhe fora concedida por Nossa Senhora, e a que, uma vez, um anjo lhe indicou o caminho de volta à escola quando estava perdido.
Ficam alguns videos sobre:  O "Sermão de Santo Antônio aos Peixes", Padre Antônio Vieira
Uma vida, uma Obra
Vale a pena conhecer


PUBLICADO digitalblueradio às 10:32 | LINK DO POST
Padre António Vieira nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de 1608 e morreu no Brasil na Bahia, a 18 de Julho de 1697. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e Oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).


António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
 
Nascido em lar humilde, na Rua do Cónego, perto da Sé, em Lisboa, foi o primogénito de quatro filhos de Cristóvão Vieira Ravasco, de origem alentejana cuja mãe era filha de uma mulata africana, e de Maria de Azevedo, lisboeta. O pai serviu na Marinha Portuguesa e foi, por dois anos, escrivão da Inquisição. Mudou-se para o Brasil em 1614, para assumir cargo de escrivão em Salvador, na Bahia, mandando vir a família em 1618.

António Vieira iniciou os primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador, onde veio a tornar-se um brilhante aluno. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em maio de 1623.

Em 1624, quando da invasão holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania, onde iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, tendo estudado ainda Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. Foi professor de Retórica em Olinda, ordenando-se sacerdote em 1634. Nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador.
Durante a segunda invasão holandesa no Nordeste do Brasil (1630-1654), defendeu que Portugal entregasse a região aos Países Baixos, pois gastava dez vezes mais com a sua manutenção e defesa do que o que obtinha em contrapartida, além do fato de que os Países Baixos eram um inimigo militarmente muito superior à época. Quando eclodiu uma disputa entre Dominicanos (membros da Inquisição) e Jesuítas (catequistas), Vieira, defensor dos judeus, caiu em desgraça, enfraquecido pela derrota da sua posição quanto à questão da guerra.

Após a Restauração da Independência (1640), em 1641 regressou a Lisboa iniciando uma carreira diplomática, pois integrava a missão que ia ao Reino prestar obediência ao novo monarca. Sobressaindo pela vivacidade de espírito e como orador, conquistou a amizade e a confiança de João IV de Portugal, sendo por ele nomeado embaixador e posteriormente pregador régio. Ainda como diplomata, foi enviado em 1646 aos Países Baixos para negociar a devolução do Nordeste do Brasil, e, no ano seguinte, a França. Caloroso adepto de obter para a Coroa a ajuda financeira dos cristãos-novos, entrou em conflito com o Santo Ofício, mas viu fundada a Companhia Geral de Comércio do Brasil.
Em Portugal, havia quem não gostasse de suas pregações a favor dos judeus. Após tempos conturbados acabou por voltar ao Brasil, de 1652 a 1661, como missionário no Maranhão e no Grão-Pará, sempre defendendo a liberdade dos índios.
Em 1654, o padre António Vieira partiu para Lisboa levando mais dois companheiros, a bordo de um navio da Companhia de Comércio, carregado de açúcar. Tinha como missão defender junto ao monarca os direitos dos indígenas escravizados, contra a cobiça dos colonos portugueses. Após cerca de dois meses de viagem, já à vista da ilha do Corvo, a Oeste dos Açores, abateu-se sobre a embarcação uma violenta tempestade fazendo a embarcação adernar, em pleno mar revolto, na iminência do naufrágio, o padre concedeu a todos absolvição. Os mastros partiram-se e o navio andou à deriva.
Ao cair da noite foi avistada uma embarcação, tratava-se de um corsário neerlandês que recolheu os náufragos e pilhou a embarcação à deriva, que acabou por ser afundada. Nove dias mais tarde, quarenta e um portugueses, despojados dos seus pertences pessoais, foram desembarcados na Graciosa, onde o padre António Vieira, com o auxílio dos religiosos da Companhia de Jesus, procurou providenciar-lhes roupas, calçado e dinheiro durante os dois meses que permaneceram na ilha. Dali, também, creditou Jerónimo Nunes da Costa para que este fosse a Amesterdão resgatar os papéis e livros que haviam sido levados pelos corsários. Instalado no Colégio dos Jesuítas em Angra, aqui permaneceu mais algum tempo, tendo instituído a devoção do terço, que pela primeira vez foi cantado na Ermida da Boa Nova, depois Vieira passou à Ilha de São Miguel, e dali partiu para Lisboa, a bordo de um navio inglês. 

Em Portugal, António Vieira tornou-se confessor da “regente”, D. Luísa de Gusmão que foi a primeira rainha de Portugal da quarta dinastia. Com a ascensão ao trono de D. Afonso VI, Vieira não encontrou apoio. Abraçou a profecia Sebastiana e por isso entrou outra vez em conflito com a Inquisição que o acusou de heresia. António Vieira esteve em Roma 6 anos, encontrou o Papa á beira da morte, mas deslumbrou a Cúria com os seus discursos e sermões. Com apoios poderosos, renovou a luta contra a Inquisição, cuja actuação considerava nefasta para o equilíbrio da sociedade portuguesa. Obteve um breve pontifício que o tornava apenas dependente do Tribunal romano. A mesma extraordinária capacidade oratória que seduzira, primeiro, o governo geral do Brasil, a corte de Dom João IV, e que depois, iria convencer o Papa e garantir assim a anulação das suas penas e condenações. Entre 1675 e 1681, a actividade da Inquisição esteve suspensa por determinação papal em Portugal e no império, uma determinação que encontrou o seu maior fundamento nos relatórios sobre os múltiplos abusos de poder que o jesuíta deixou em Roma, nas mãos do Sumo Pontífice. Desta forma conseguia um feito histórico, conseguir parar pela primeira vez durante sete anos a actividade do Santo Oficio em Portugal.
Regressou a Lisboa seguro de não ser mais importunado. Quando, em 1671, uma nova expulsão dos judeus foi promovida, novamente os defendeu. Mas o Príncipe Regente passara a protector do Santo Ofício e recebeu-o friamente. Em 1675, absolvido pela Inquisição, voltou para Lisboa por ordem de D. Pedro, mas afastou-se dos negócios públicos. Decidiu voltar outra vez para o Brasil, em 1681. Já velho e doente, em 1694, já não conseguia escrever pelo seu próprio punho, começava a sua agonia, perdeu a voz, silenciaram-se os seus discursos. Morre na Bahia a 18 de julho de 1697, com 89 anos.
Das suas obras destaque para: um livro de profecias que nunca concluiu, e dos sermões, alguns dos mais célebres( o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão","Sermão de Santo António aos Peixes" entre outros. Vieira deixou para trás cerca de 200 cartas e 700 sermões.
Existem muitas lendas sobre o padre António Vieira, incluindo a que afirma que, na juventude, a sua genialidade lhe fora concedida por Nossa Senhora, e a que, uma vez, um anjo lhe indicou o caminho de volta à escola quando estava perdido.
Ficam alguns videos sobre:  O "Sermão de Santo Antônio aos Peixes", Padre Antônio Vieira
Uma vida, uma Obra
Vale a pena conhecer


PUBLICADO digitalblueradio às 10:32 | LINK DO POST
Padre António Vieira nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de 1608 e morreu no Brasil na Bahia, a 18 de Julho de 1697. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política e Oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).


António Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.
 
Nascido em lar humilde, na Rua do Cónego, perto da Sé, em Lisboa, foi o primogénito de quatro filhos de Cristóvão Vieira Ravasco, de origem alentejana cuja mãe era filha de uma mulata africana, e de Maria de Azevedo, lisboeta. O pai serviu na Marinha Portuguesa e foi, por dois anos, escrivão da Inquisição. Mudou-se para o Brasil em 1614, para assumir cargo de escrivão em Salvador, na Bahia, mandando vir a família em 1618.

António Vieira iniciou os primeiros estudos no Colégio dos Jesuítas de Salvador, onde veio a tornar-se um brilhante aluno. Ingressou na Companhia de Jesus como noviço em maio de 1623.

Em 1624, quando da invasão holandesa de Salvador, refugiou-se no interior da capitania, onde iniciou a sua vocação missionária. Um ano depois tomou os votos de castidade, pobreza e obediência, abandonando o noviciado. Prosseguiu os seus estudos em Teologia, tendo estudado ainda Lógica, Metafísica e Matemática, obtendo o mestrado em Artes. Foi professor de Retórica em Olinda, ordenando-se sacerdote em 1634. Nesta época já era conhecido pelos seus primeiros sermões, tendo fama de notável pregador.
Durante a segunda invasão holandesa no Nordeste do Brasil (1630-1654), defendeu que Portugal entregasse a região aos Países Baixos, pois gastava dez vezes mais com a sua manutenção e defesa do que o que obtinha em contrapartida, além do fato de que os Países Baixos eram um inimigo militarmente muito superior à época. Quando eclodiu uma disputa entre Dominicanos (membros da Inquisição) e Jesuítas (catequistas), Vieira, defensor dos judeus, caiu em desgraça, enfraquecido pela derrota da sua posição quanto à questão da guerra.

Após a Restauração da Independência (1640), em 1641 regressou a Lisboa iniciando uma carreira diplomática, pois integrava a missão que ia ao Reino prestar obediência ao novo monarca. Sobressaindo pela vivacidade de espírito e como orador, conquistou a amizade e a confiança de João IV de Portugal, sendo por ele nomeado embaixador e posteriormente pregador régio. Ainda como diplomata, foi enviado em 1646 aos Países Baixos para negociar a devolução do Nordeste do Brasil, e, no ano seguinte, a França. Caloroso adepto de obter para a Coroa a ajuda financeira dos cristãos-novos, entrou em conflito com o Santo Ofício, mas viu fundada a Companhia Geral de Comércio do Brasil.
Em Portugal, havia quem não gostasse de suas pregações a favor dos judeus. Após tempos conturbados acabou por voltar ao Brasil, de 1652 a 1661, como missionário no Maranhão e no Grão-Pará, sempre defendendo a liberdade dos índios.
Em 1654, o padre António Vieira partiu para Lisboa levando mais dois companheiros, a bordo de um navio da Companhia de Comércio, carregado de açúcar. Tinha como missão defender junto ao monarca os direitos dos indígenas escravizados, contra a cobiça dos colonos portugueses. Após cerca de dois meses de viagem, já à vista da ilha do Corvo, a Oeste dos Açores, abateu-se sobre a embarcação uma violenta tempestade fazendo a embarcação adernar, em pleno mar revolto, na iminência do naufrágio, o padre concedeu a todos absolvição. Os mastros partiram-se e o navio andou à deriva.
Ao cair da noite foi avistada uma embarcação, tratava-se de um corsário neerlandês que recolheu os náufragos e pilhou a embarcação à deriva, que acabou por ser afundada. Nove dias mais tarde, quarenta e um portugueses, despojados dos seus pertences pessoais, foram desembarcados na Graciosa, onde o padre António Vieira, com o auxílio dos religiosos da Companhia de Jesus, procurou providenciar-lhes roupas, calçado e dinheiro durante os dois meses que permaneceram na ilha. Dali, também, creditou Jerónimo Nunes da Costa para que este fosse a Amesterdão resgatar os papéis e livros que haviam sido levados pelos corsários. Instalado no Colégio dos Jesuítas em Angra, aqui permaneceu mais algum tempo, tendo instituído a devoção do terço, que pela primeira vez foi cantado na Ermida da Boa Nova, depois Vieira passou à Ilha de São Miguel, e dali partiu para Lisboa, a bordo de um navio inglês. 

Em Portugal, António Vieira tornou-se confessor da “regente”, D. Luísa de Gusmão que foi a primeira rainha de Portugal da quarta dinastia. Com a ascensão ao trono de D. Afonso VI, Vieira não encontrou apoio. Abraçou a profecia Sebastiana e por isso entrou outra vez em conflito com a Inquisição que o acusou de heresia. António Vieira esteve em Roma 6 anos, encontrou o Papa á beira da morte, mas deslumbrou a Cúria com os seus discursos e sermões. Com apoios poderosos, renovou a luta contra a Inquisição, cuja actuação considerava nefasta para o equilíbrio da sociedade portuguesa. Obteve um breve pontifício que o tornava apenas dependente do Tribunal romano. A mesma extraordinária capacidade oratória que seduzira, primeiro, o governo geral do Brasil, a corte de Dom João IV, e que depois, iria convencer o Papa e garantir assim a anulação das suas penas e condenações. Entre 1675 e 1681, a actividade da Inquisição esteve suspensa por determinação papal em Portugal e no império, uma determinação que encontrou o seu maior fundamento nos relatórios sobre os múltiplos abusos de poder que o jesuíta deixou em Roma, nas mãos do Sumo Pontífice. Desta forma conseguia um feito histórico, conseguir parar pela primeira vez durante sete anos a actividade do Santo Oficio em Portugal.
Regressou a Lisboa seguro de não ser mais importunado. Quando, em 1671, uma nova expulsão dos judeus foi promovida, novamente os defendeu. Mas o Príncipe Regente passara a protector do Santo Ofício e recebeu-o friamente. Em 1675, absolvido pela Inquisição, voltou para Lisboa por ordem de D. Pedro, mas afastou-se dos negócios públicos. Decidiu voltar outra vez para o Brasil, em 1681. Já velho e doente, em 1694, já não conseguia escrever pelo seu próprio punho, começava a sua agonia, perdeu a voz, silenciaram-se os seus discursos. Morre na Bahia a 18 de julho de 1697, com 89 anos.
Das suas obras destaque para: um livro de profecias que nunca concluiu, e dos sermões, alguns dos mais célebres( o "Sermão da Quinta Dominga da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra as de Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão","Sermão de Santo António aos Peixes" entre outros. Vieira deixou para trás cerca de 200 cartas e 700 sermões.
Existem muitas lendas sobre o padre António Vieira, incluindo a que afirma que, na juventude, a sua genialidade lhe fora concedida por Nossa Senhora, e a que, uma vez, um anjo lhe indicou o caminho de volta à escola quando estava perdido.
Ficam alguns videos sobre:  O "Sermão de Santo Antônio aos Peixes", Padre Antônio Vieira
Uma vida, uma Obra
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