O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS

A história de Arouca só ganha destaque entre outras terras, a partir da fundação e posterior crescimento do seu Mosteiro e, sobretudo, após o ingresso, na sua comunidade de religiosas, de D. Mafalda, filha do nosso segundo rei, D. Sancho I. A história de Arouca não pode, por isso, dissociar-se da história do seu Mosteiro. Foi à sua sombra e à sua volta que, durante muitos séculos, grande parte do povo arouquense viveu, trabalhou, rezou e gozou alguns dos seus poucos tempos livres.

Além do Mosteiro de Arouca, compreendendo a Igreja paroquial e o túmulo de D. Mafalda, assinalam-se como monumentos de interesse a Capela da Misericórdia - situada no fundo da Praça Brandão de Vasconcelos, edificada em 1612. No seu interior destacam-se azulejos do mesmo século. O Calvário, todo em granito, com um interessante púlpito datado de 1643, a Capela de S. Pedro, no lugar do mesmo nome. Simples templo gótico, do século XVI. Foi restaurado em 1988. A Capela de Capela de Nossa Senhora do Carmo, próxima do Calvário, a Capela de Santo António, do século XVIII, situada próximo do edifício dos Paços do Concelho, a Capela de Santa Luzia, localizada num monte próximo, entre pinhais e eucaliptais, e a Capela da Senhora da Mó, pequeno santuário no cimo do monte com o mesmo nome.
 O Antigo Hospital, hoje Biblioteca Municipal, que era a residência dos padres confessores das freiras do Mosteiro, a Casa dos Malafaias, conhecida por "Casa Grande", situada na antiga Rua D'Arca, hoje Rua Dr. figueiredo Sobrinho, é um belo edifício particular, com capela anexa, construído no século XVIII. O Memorial de Santo António, também chamado Arco da Rainha Santa. É românico e a sua construção deve pertencer ao século XII. 
 A Torre dos Mouros, que apesar da designação é uma torre de solar que visava a vigilância de terras cultivadas. Está situada em Lourosa de Campos, freguesia do Burgo e o edifício que agora podemos observar é uma reconstrução do século XIV.
Não deixe ainda de ver os Pelourinhos de Arouca, Alvarenga, Burgo e Fermêdo, a Igreja de S. Miguel de Urro, o conjunto megalítico em Escariz, as antas da Serra da Freita e as aldeias de Drave, Regoufe, Covêlo de Paivó, Rio de Frades, Janarde e Meitriz.

Aliado à riqueza geológica de Arouca, existe um extraordinário património biológico. Os cumes e as encostas agrestes abrigam algumas relíquias da flora portuguesa. Por entre os castanheiros, carvalhos e bétulas aparece por vezes o azevinho.
O rio Paiva é o maior curso de água do concelho de Arouca e de todos o mais caudaloso. É um típico rio de montanha, com excelentes condições para a prática de rafting. As suas águas correm bravas correm, quase sempre, no fundo de desfiladeiros de vertentes abruptas, mas, por vezes, delicia-nos com a tranquilidade das suas águas nas praias fluviais da Paradinha, Areinho, Janarde, Meitriz, Vau e Espiunca.
 A doçaria conventual de Arouca é uma requintada doçaria monástica. Confeccionada pelas freiras, era considerada o ex-libris do convento. Com a extinção das mesmas, a sua continuidade foi preservada através da sua criadagem e por transmissão familiar até aos presentes dias, apesar da dificuldade na obtenção das matérias-primas, utilizando os métodos ancestrais e o cariz e fórmulas primitivas. Entre os ingredientes utilizados, encontram-se os ovos, açúcar e amêndoas. São exemplos da doçaria conventual desta vila as castanhas doces, as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas e os charutos.

PUBLICADO digitalblueradio às 22:32 | LINK DO POST
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A história de Arouca só ganha destaque entre outras terras, a partir da fundação e posterior crescimento do seu Mosteiro e, sobretudo, após o ingresso, na sua comunidade de religiosas, de D. Mafalda, filha do nosso segundo rei, D. Sancho I. A história de Arouca não pode, por isso, dissociar-se da história do seu Mosteiro. Foi à sua sombra e à sua volta que, durante muitos séculos, grande parte do povo arouquense viveu, trabalhou, rezou e gozou alguns dos seus poucos tempos livres.

Além do Mosteiro de Arouca, compreendendo a Igreja paroquial e o túmulo de D. Mafalda, assinalam-se como monumentos de interesse a Capela da Misericórdia - situada no fundo da Praça Brandão de Vasconcelos, edificada em 1612. No seu interior destacam-se azulejos do mesmo século. O Calvário, todo em granito, com um interessante púlpito datado de 1643, a Capela de S. Pedro, no lugar do mesmo nome. Simples templo gótico, do século XVI. Foi restaurado em 1988. A Capela de Capela de Nossa Senhora do Carmo, próxima do Calvário, a Capela de Santo António, do século XVIII, situada próximo do edifício dos Paços do Concelho, a Capela de Santa Luzia, localizada num monte próximo, entre pinhais e eucaliptais, e a Capela da Senhora da Mó, pequeno santuário no cimo do monte com o mesmo nome.
 O Antigo Hospital, hoje Biblioteca Municipal, que era a residência dos padres confessores das freiras do Mosteiro, a Casa dos Malafaias, conhecida por "Casa Grande", situada na antiga Rua D'Arca, hoje Rua Dr. figueiredo Sobrinho, é um belo edifício particular, com capela anexa, construído no século XVIII. O Memorial de Santo António, também chamado Arco da Rainha Santa. É românico e a sua construção deve pertencer ao século XII. 
 A Torre dos Mouros, que apesar da designação é uma torre de solar que visava a vigilância de terras cultivadas. Está situada em Lourosa de Campos, freguesia do Burgo e o edifício que agora podemos observar é uma reconstrução do século XIV.
Não deixe ainda de ver os Pelourinhos de Arouca, Alvarenga, Burgo e Fermêdo, a Igreja de S. Miguel de Urro, o conjunto megalítico em Escariz, as antas da Serra da Freita e as aldeias de Drave, Regoufe, Covêlo de Paivó, Rio de Frades, Janarde e Meitriz.

Aliado à riqueza geológica de Arouca, existe um extraordinário património biológico. Os cumes e as encostas agrestes abrigam algumas relíquias da flora portuguesa. Por entre os castanheiros, carvalhos e bétulas aparece por vezes o azevinho.
O rio Paiva é o maior curso de água do concelho de Arouca e de todos o mais caudaloso. É um típico rio de montanha, com excelentes condições para a prática de rafting. As suas águas correm bravas correm, quase sempre, no fundo de desfiladeiros de vertentes abruptas, mas, por vezes, delicia-nos com a tranquilidade das suas águas nas praias fluviais da Paradinha, Areinho, Janarde, Meitriz, Vau e Espiunca.
 A doçaria conventual de Arouca é uma requintada doçaria monástica. Confeccionada pelas freiras, era considerada o ex-libris do convento. Com a extinção das mesmas, a sua continuidade foi preservada através da sua criadagem e por transmissão familiar até aos presentes dias, apesar da dificuldade na obtenção das matérias-primas, utilizando os métodos ancestrais e o cariz e fórmulas primitivas. Entre os ingredientes utilizados, encontram-se os ovos, açúcar e amêndoas. São exemplos da doçaria conventual desta vila as castanhas doces, as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas e os charutos.

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A história de Arouca só ganha destaque entre outras terras, a partir da fundação e posterior crescimento do seu Mosteiro e, sobretudo, após o ingresso, na sua comunidade de religiosas, de D. Mafalda, filha do nosso segundo rei, D. Sancho I. A história de Arouca não pode, por isso, dissociar-se da história do seu Mosteiro. Foi à sua sombra e à sua volta que, durante muitos séculos, grande parte do povo arouquense viveu, trabalhou, rezou e gozou alguns dos seus poucos tempos livres.

Além do Mosteiro de Arouca, compreendendo a Igreja paroquial e o túmulo de D. Mafalda, assinalam-se como monumentos de interesse a Capela da Misericórdia - situada no fundo da Praça Brandão de Vasconcelos, edificada em 1612. No seu interior destacam-se azulejos do mesmo século. O Calvário, todo em granito, com um interessante púlpito datado de 1643, a Capela de S. Pedro, no lugar do mesmo nome. Simples templo gótico, do século XVI. Foi restaurado em 1988. A Capela de Capela de Nossa Senhora do Carmo, próxima do Calvário, a Capela de Santo António, do século XVIII, situada próximo do edifício dos Paços do Concelho, a Capela de Santa Luzia, localizada num monte próximo, entre pinhais e eucaliptais, e a Capela da Senhora da Mó, pequeno santuário no cimo do monte com o mesmo nome.
 O Antigo Hospital, hoje Biblioteca Municipal, que era a residência dos padres confessores das freiras do Mosteiro, a Casa dos Malafaias, conhecida por "Casa Grande", situada na antiga Rua D'Arca, hoje Rua Dr. figueiredo Sobrinho, é um belo edifício particular, com capela anexa, construído no século XVIII. O Memorial de Santo António, também chamado Arco da Rainha Santa. É românico e a sua construção deve pertencer ao século XII. 
 A Torre dos Mouros, que apesar da designação é uma torre de solar que visava a vigilância de terras cultivadas. Está situada em Lourosa de Campos, freguesia do Burgo e o edifício que agora podemos observar é uma reconstrução do século XIV.
Não deixe ainda de ver os Pelourinhos de Arouca, Alvarenga, Burgo e Fermêdo, a Igreja de S. Miguel de Urro, o conjunto megalítico em Escariz, as antas da Serra da Freita e as aldeias de Drave, Regoufe, Covêlo de Paivó, Rio de Frades, Janarde e Meitriz.

Aliado à riqueza geológica de Arouca, existe um extraordinário património biológico. Os cumes e as encostas agrestes abrigam algumas relíquias da flora portuguesa. Por entre os castanheiros, carvalhos e bétulas aparece por vezes o azevinho.
O rio Paiva é o maior curso de água do concelho de Arouca e de todos o mais caudaloso. É um típico rio de montanha, com excelentes condições para a prática de rafting. As suas águas correm bravas correm, quase sempre, no fundo de desfiladeiros de vertentes abruptas, mas, por vezes, delicia-nos com a tranquilidade das suas águas nas praias fluviais da Paradinha, Areinho, Janarde, Meitriz, Vau e Espiunca.
 A doçaria conventual de Arouca é uma requintada doçaria monástica. Confeccionada pelas freiras, era considerada o ex-libris do convento. Com a extinção das mesmas, a sua continuidade foi preservada através da sua criadagem e por transmissão familiar até aos presentes dias, apesar da dificuldade na obtenção das matérias-primas, utilizando os métodos ancestrais e o cariz e fórmulas primitivas. Entre os ingredientes utilizados, encontram-se os ovos, açúcar e amêndoas. São exemplos da doçaria conventual desta vila as castanhas doces, as roscas de amêndoa, as barrigas de freira, o manjar de língua, o pão de S. Bernardo, as morcelas e os charutos.

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The Beatles - With A Little Help From My Friends
Joe Cocker - With A Little Help From My Friends
Bon Jovi - With A Little Help From My Friends
Razorlight - With A Little Help From My Friends
PUBLICADO digitalblueradio às 18:36 | LINK DO POST
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E se a vida na "Terra" começou no espaço? 
Milhões de pessoas aceitam a teoria de que formas de vida inteligentes tem visitado a Terra há milhares de anos e eram adorados como deuses pelos homens primitivos. 
Monumentos como "Stonehenge" e a "Ilha de Páscoa" seriam os últimos resquícios de uma antiga civilização alienígena?
Baseado no controverso livro "Eram Os Deuses Astronautas", de Erich Von Daniken, a teoria dos alienígenas ancestrais tem abalado as crenças no progresso da humanidade.
 Desde inexplicáveis super estruturas, conhecimento do sistema solar, matemática avançadíssima, desenhos antigos de criaturas estranhas nas cavernas, restos de pistas de aterragem no Peru e textos indígenas que descrevem máquinas voadoras dos deuses, até á capacidade dos antigos em produzir eletricidade, entre outros, são citados por Von Daniken como prova de que os astronautas eram bem conhecidos dos nossos antepassados, e que a humanidade não evoluiu em isolamento, mas com ajuda de viajantes de outros mundos. "Ancient Aliens" procura explorar as evidências da influência de "super humanos" sobre o homem e faz novas expedições, embarcando numa busca ao redor do mundo para buscar e avaliar essas provas e tentar obter respostas, concentrando-se nas descobertas dos últimos 30
 anos, incluindo até então inexistente análise de DNA e recentes descobertas e decodificações de artefatos antigos encontrados no Egito, na Síria e Iraque (antiga Suméria), que podem conter a chave de muitas destas respostas. Como todos os  bons documentários do
History Channel "Ancient Aliens" não impõe, apenas sugere e chama o espectador ao raciocínio, oferecendo, para isso, argumentos sólidos, prós e contras, abordado o tema para que cada um forme a sua própria opinião. 
"Ancient Aliens" é uma investigação equilibrada e imparcial de uma teoria, que alguns podem até achar que não seja verdade, mas a verdade é que ela não pode ser ignorada!
PUBLICADO digitalblueradio às 16:17 | LINK DO POST
E se a vida na "Terra" começou no espaço? 
Milhões de pessoas aceitam a teoria de que formas de vida inteligentes tem visitado a Terra há milhares de anos e eram adorados como deuses pelos homens primitivos. 
Monumentos como "Stonehenge" e a "Ilha de Páscoa" seriam os últimos resquícios de uma antiga civilização alienígena?
Baseado no controverso livro "Eram Os Deuses Astronautas", de Erich Von Daniken, a teoria dos alienígenas ancestrais tem abalado as crenças no progresso da humanidade.
 Desde inexplicáveis super estruturas, conhecimento do sistema solar, matemática avançadíssima, desenhos antigos de criaturas estranhas nas cavernas, restos de pistas de aterragem no Peru e textos indígenas que descrevem máquinas voadoras dos deuses, até á capacidade dos antigos em produzir eletricidade, entre outros, são citados por Von Daniken como prova de que os astronautas eram bem conhecidos dos nossos antepassados, e que a humanidade não evoluiu em isolamento, mas com ajuda de viajantes de outros mundos. "Ancient Aliens" procura explorar as evidências da influência de "super humanos" sobre o homem e faz novas expedições, embarcando numa busca ao redor do mundo para buscar e avaliar essas provas e tentar obter respostas, concentrando-se nas descobertas dos últimos 30
 anos, incluindo até então inexistente análise de DNA e recentes descobertas e decodificações de artefatos antigos encontrados no Egito, na Síria e Iraque (antiga Suméria), que podem conter a chave de muitas destas respostas. Como todos os  bons documentários do
History Channel "Ancient Aliens" não impõe, apenas sugere e chama o espectador ao raciocínio, oferecendo, para isso, argumentos sólidos, prós e contras, abordado o tema para que cada um forme a sua própria opinião. 
"Ancient Aliens" é uma investigação equilibrada e imparcial de uma teoria, que alguns podem até achar que não seja verdade, mas a verdade é que ela não pode ser ignorada!
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E se a vida na "Terra" começou no espaço? 
Milhões de pessoas aceitam a teoria de que formas de vida inteligentes tem visitado a Terra há milhares de anos e eram adorados como deuses pelos homens primitivos. 
Monumentos como "Stonehenge" e a "Ilha de Páscoa" seriam os últimos resquícios de uma antiga civilização alienígena?
Baseado no controverso livro "Eram Os Deuses Astronautas", de Erich Von Daniken, a teoria dos alienígenas ancestrais tem abalado as crenças no progresso da humanidade.
 Desde inexplicáveis super estruturas, conhecimento do sistema solar, matemática avançadíssima, desenhos antigos de criaturas estranhas nas cavernas, restos de pistas de aterragem no Peru e textos indígenas que descrevem máquinas voadoras dos deuses, até á capacidade dos antigos em produzir eletricidade, entre outros, são citados por Von Daniken como prova de que os astronautas eram bem conhecidos dos nossos antepassados, e que a humanidade não evoluiu em isolamento, mas com ajuda de viajantes de outros mundos. "Ancient Aliens" procura explorar as evidências da influência de "super humanos" sobre o homem e faz novas expedições, embarcando numa busca ao redor do mundo para buscar e avaliar essas provas e tentar obter respostas, concentrando-se nas descobertas dos últimos 30
 anos, incluindo até então inexistente análise de DNA e recentes descobertas e decodificações de artefatos antigos encontrados no Egito, na Síria e Iraque (antiga Suméria), que podem conter a chave de muitas destas respostas. Como todos os  bons documentários do
History Channel "Ancient Aliens" não impõe, apenas sugere e chama o espectador ao raciocínio, oferecendo, para isso, argumentos sólidos, prós e contras, abordado o tema para que cada um forme a sua própria opinião. 
"Ancient Aliens" é uma investigação equilibrada e imparcial de uma teoria, que alguns podem até achar que não seja verdade, mas a verdade é que ela não pode ser ignorada!
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José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929 e morreu em Setúbal a 23 de Fevereiro de 1987, também conhecido por Zeca Afonso.
Nascido em Aveiro, aí viveu até aos três anos, numa casa do Largo das Cinco Bicas, com a tia Gegé e o tio Xico. Com aquela idade foi levado para Angola, onde o pai havia sido colocado como delegado do Procurador da República, em 1930.A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano, que se reflectirá pela sua vida fora. 
Em 1937 vai para Moçambique, onde se reencontra com os pais e os irmãos em Lourenço Marques, no ano seguinte volta para Portugal, passando a viver em Belmonte. Em 1939 os seus pais foram viver para Timor, onde seriam cativos dos ocupantes japoneses durante três anos, entre 1942 e 1945. Durante esse período, Zeca Afonso não teve notícias dos pais.
Em Belmonte completa a instrução primária e convive com o mais profundo ambiente do salazarismo, de que seu tio era ferveroso admirador, chegou a obrigar Zeca a envergar o traje da Mocidade Portuguesa. Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano, no Liceu D. João III. Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus,  e  conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família. 
Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel, altura em que dava explicações e fazia revisão de textos no Diário de Coimbra, ao mesmo tempo que grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. 
 De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório. Em 1956 vai leccionar para Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, onde ficam ao cuidado dos avós. Entre 1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça, e lança em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. 

 Zeca casa então com Zélia, natural da Fuzeta e edita o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, onde José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha Mãe e Balada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.
Já em 1963, são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-salazarista da época.


 De 1964 a 1967 Zeca está em Lourenço Marques, com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Manifesta-se contra o colonialismo, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política do Estado Novo. Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965. Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal. Contudo seria expulso do ensino oficial, por interferência da PIDE. Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. 
 Zeca é preso pela é preso pela PIDE, mas não se deixa intimidar continua a cantar e grava Cantares do Andarilho, para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.


Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. 

Em 1973 grava o álbum Venham mais Cinco.

Após da Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP Coro dos Tribunais e a sua intervenção política não pára. Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa. 

 Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, em que, devido ao avançado estado da doença, Zeca Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.

Zeca Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Em 1994 seria editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso, um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. 


 Falar de Zeca não é fácil na medida em que qualquer definição, qualquer pormenor destoará da complexa simplicidade de alguém que levou o país inteiro a cantar consigo a uma só voz e que no entanto sempre recusou qualquer vedetismo. Irreverente com a vida, lutou até á morte pela livre expressão e denunciou jogos sujos da ditadura que governou Portugal até 1974.

 Zeca era um homem de ideais, mal ou bem amado, ninguém o pode acusar de incoerência, morreu pobre, rico de vivência, deixou no entanto um vasto reportório de musicas que não passam de moda, mas que no entanto muito raramente são ouvidas na rádio portuguesa. Falar de Zeca Afonso é escrever numa folha apenas o seu nome, que nos anais da história sempre significará LIBERDADE.

 " A morte saiu á rua num dia assim,...", negra como a noite, ainda lembro esse dia, nasci em Setúbal e tive o previlégio de privar ainda que por curtos momentos com Zeca Afonso. Falar dele é lembrar o amigo nas tertúlias do Café Central ou no Arca Doce em Setúbal, é lembrar o seu andar caracteristico, ritmado, livros, jornais, folhas soltas debaixo do braço, olhar aparentemente distraido, camisa de pescador, boina do pós-guerra,..sorriso fácil. Recordar o Zeca é lembrá-lo com bandos de gente nova, ávida de aprender canções, os protestos, a filosofia de vida, os ideais em que ele sempre acreditou,..canções que todas as gerações aprenderam já de cor, mas que estão a ser levadas pela maré do esquecimento.

 José Afonso, dividia os seus cuidados entre a viola e as cábulas com as letras que frequentemente esquecia, lembrar Zeca é lembrar aquele espectáculo no coliseu a não sei quantos de março onde só foi autorizado pela policia politica a cantar duas canções, - Milho Verde e Grândola Vila Morena, recordá-lo é trazer á nossa memória a revolução de Abril, " oh, meu Portugal como precisavas de outra"!

A 19 ou 20 de Fevereiro de 1987, Zeca pediu a uma amiga que lhe lia um livro em castelhano que fizesse uma pausa,...depois de um pequeno silêncio olhou-a com os olhos rasos e perguntou frontalmente: - Achas que eu fui um homem bom?
Tinha chegado o fim, Zeca partiu dois ou três dias depois, deixou um lugar em aberto, um lugar conquistado na história recente de um paìs.
Foi numa tarde cinzenta mas não chuvosa, que milhares de pessoas num luto feito de vermelho e negro, atravaessaram as ruas da cidade sadina acompanhando José Afonso á sua ultima morada....a mais simples do cemitério velho, flores campestres nascem naturalmente perto do seu nome, junto do qual permanecem sempre cravos.
 Silêncio: morreu um poeta, há madrugadas de morte e esperança, a morte saiu á rua num dia assim, esperada, o céu de trevas, a paisagem humida, fria, chorando,...primeiro, o silêncio das almas depois a memória: o passado; aqueles anos do inconformismo, e o Zeca cantou e acalentou, mas a morte traiu o andarilho, a voz que a censura e a ditadura não consegui calar, Zeca esteve no palanque das estrelas de primeira grandeza e nunca quis o estrelato.


Por ultimo fica a enevitável Grândola Vila Morena


PUBLICADO digitalblueradio às 14:06 | LINK DO POST
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929 e morreu em Setúbal a 23 de Fevereiro de 1987, também conhecido por Zeca Afonso.
Nascido em Aveiro, aí viveu até aos três anos, numa casa do Largo das Cinco Bicas, com a tia Gegé e o tio Xico. Com aquela idade foi levado para Angola, onde o pai havia sido colocado como delegado do Procurador da República, em 1930.A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano, que se reflectirá pela sua vida fora. 
Em 1937 vai para Moçambique, onde se reencontra com os pais e os irmãos em Lourenço Marques, no ano seguinte volta para Portugal, passando a viver em Belmonte. Em 1939 os seus pais foram viver para Timor, onde seriam cativos dos ocupantes japoneses durante três anos, entre 1942 e 1945. Durante esse período, Zeca Afonso não teve notícias dos pais.
Em Belmonte completa a instrução primária e convive com o mais profundo ambiente do salazarismo, de que seu tio era ferveroso admirador, chegou a obrigar Zeca a envergar o traje da Mocidade Portuguesa. Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano, no Liceu D. João III. Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus,  e  conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família. 
Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel, altura em que dava explicações e fazia revisão de textos no Diário de Coimbra, ao mesmo tempo que grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. 
 De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório. Em 1956 vai leccionar para Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, onde ficam ao cuidado dos avós. Entre 1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça, e lança em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. 

 Zeca casa então com Zélia, natural da Fuzeta e edita o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, onde José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha Mãe e Balada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.
Já em 1963, são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-salazarista da época.


 De 1964 a 1967 Zeca está em Lourenço Marques, com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Manifesta-se contra o colonialismo, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política do Estado Novo. Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965. Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal. Contudo seria expulso do ensino oficial, por interferência da PIDE. Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. 
 Zeca é preso pela é preso pela PIDE, mas não se deixa intimidar continua a cantar e grava Cantares do Andarilho, para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.


Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. 

Em 1973 grava o álbum Venham mais Cinco.

Após da Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP Coro dos Tribunais e a sua intervenção política não pára. Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa. 

 Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, em que, devido ao avançado estado da doença, Zeca Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.

Zeca Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Em 1994 seria editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso, um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. 


 Falar de Zeca não é fácil na medida em que qualquer definição, qualquer pormenor destoará da complexa simplicidade de alguém que levou o país inteiro a cantar consigo a uma só voz e que no entanto sempre recusou qualquer vedetismo. Irreverente com a vida, lutou até á morte pela livre expressão e denunciou jogos sujos da ditadura que governou Portugal até 1974.

 Zeca era um homem de ideais, mal ou bem amado, ninguém o pode acusar de incoerência, morreu pobre, rico de vivência, deixou no entanto um vasto reportório de musicas que não passam de moda, mas que no entanto muito raramente são ouvidas na rádio portuguesa. Falar de Zeca Afonso é escrever numa folha apenas o seu nome, que nos anais da história sempre significará LIBERDADE.

 " A morte saiu á rua num dia assim,...", negra como a noite, ainda lembro esse dia, nasci em Setúbal e tive o previlégio de privar ainda que por curtos momentos com Zeca Afonso. Falar dele é lembrar o amigo nas tertúlias do Café Central ou no Arca Doce em Setúbal, é lembrar o seu andar caracteristico, ritmado, livros, jornais, folhas soltas debaixo do braço, olhar aparentemente distraido, camisa de pescador, boina do pós-guerra,..sorriso fácil. Recordar o Zeca é lembrá-lo com bandos de gente nova, ávida de aprender canções, os protestos, a filosofia de vida, os ideais em que ele sempre acreditou,..canções que todas as gerações aprenderam já de cor, mas que estão a ser levadas pela maré do esquecimento.

 José Afonso, dividia os seus cuidados entre a viola e as cábulas com as letras que frequentemente esquecia, lembrar Zeca é lembrar aquele espectáculo no coliseu a não sei quantos de março onde só foi autorizado pela policia politica a cantar duas canções, - Milho Verde e Grândola Vila Morena, recordá-lo é trazer á nossa memória a revolução de Abril, " oh, meu Portugal como precisavas de outra"!

A 19 ou 20 de Fevereiro de 1987, Zeca pediu a uma amiga que lhe lia um livro em castelhano que fizesse uma pausa,...depois de um pequeno silêncio olhou-a com os olhos rasos e perguntou frontalmente: - Achas que eu fui um homem bom?
Tinha chegado o fim, Zeca partiu dois ou três dias depois, deixou um lugar em aberto, um lugar conquistado na história recente de um paìs.
Foi numa tarde cinzenta mas não chuvosa, que milhares de pessoas num luto feito de vermelho e negro, atravaessaram as ruas da cidade sadina acompanhando José Afonso á sua ultima morada....a mais simples do cemitério velho, flores campestres nascem naturalmente perto do seu nome, junto do qual permanecem sempre cravos.
 Silêncio: morreu um poeta, há madrugadas de morte e esperança, a morte saiu á rua num dia assim, esperada, o céu de trevas, a paisagem humida, fria, chorando,...primeiro, o silêncio das almas depois a memória: o passado; aqueles anos do inconformismo, e o Zeca cantou e acalentou, mas a morte traiu o andarilho, a voz que a censura e a ditadura não consegui calar, Zeca esteve no palanque das estrelas de primeira grandeza e nunca quis o estrelato.


Por ultimo fica a enevitável Grândola Vila Morena


PUBLICADO digitalblueradio às 14:06 | LINK DO POST
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929 e morreu em Setúbal a 23 de Fevereiro de 1987, também conhecido por Zeca Afonso.
Nascido em Aveiro, aí viveu até aos três anos, numa casa do Largo das Cinco Bicas, com a tia Gegé e o tio Xico. Com aquela idade foi levado para Angola, onde o pai havia sido colocado como delegado do Procurador da República, em 1930.A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano, que se reflectirá pela sua vida fora. 
Em 1937 vai para Moçambique, onde se reencontra com os pais e os irmãos em Lourenço Marques, no ano seguinte volta para Portugal, passando a viver em Belmonte. Em 1939 os seus pais foram viver para Timor, onde seriam cativos dos ocupantes japoneses durante três anos, entre 1942 e 1945. Durante esse período, Zeca Afonso não teve notícias dos pais.
Em Belmonte completa a instrução primária e convive com o mais profundo ambiente do salazarismo, de que seu tio era ferveroso admirador, chegou a obrigar Zeca a envergar o traje da Mocidade Portuguesa. Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano, no Liceu D. João III. Em 1948 completa o Curso Geral dos Liceus,  e  conhece Maria Amália de Oliveira, uma costureira de origem humilde, com quem vem a casar em segredo, por oposição da família. 
Em Janeiro de 1953 nasce-lhe o primeiro filho, José Manuel, altura em que dava explicações e fazia revisão de textos no Diário de Coimbra, ao mesmo tempo que grava o seu primeiro disco, Fados de Coimbra. 
 De 1953 a 1955 cumpre, em Mafra e Coimbra, o Serviço Militar Obrigatório. Em 1956 vai leccionar para Aljustrel e divorcia-se de Maria Amália. Em 1958 envia os filhos para Moçambique, onde ficam ao cuidado dos avós. Entre 1958 e 1959 é professor de Francês e de História, na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça, e lança em 1960, o seu quarto disco, Balada do Outono. 

 Zeca casa então com Zélia, natural da Fuzeta e edita o álbum Coimbra Orfeon of Portugal, onde José Afonso rompe com o acompanhamento das guitarras de Coimbra, fazendo-se acompanhar, nas canções Minha Mãe e Balada Aleixo, pelas violas de José Niza e Durval Moreirinhas.
Já em 1963, são editados os primeiros temas de carácter vincadamente político, Os Vampiros e Menino do Bairro Negro Os Vampiros, juntamente com Trova do Vento que Passa (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) viriam a tornar-se símbolos de resistência anti-salazarista da época.


 De 1964 a 1967 Zeca está em Lourenço Marques, com Zélia, onde reencontra os seus dois filhos. Manifesta-se contra o colonialismo, o que lhe causa problemas com a PIDE, a polícia política do Estado Novo. Em Moçambique nasce a sua filha Joana, em 1965. Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal. Contudo seria expulso do ensino oficial, por interferência da PIDE. Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um símbolo da resistência democrática. 
 Zeca é preso pela é preso pela PIDE, mas não se deixa intimidar continua a cantar e grava Cantares do Andarilho, para que o seu nome não seja censurado, Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa.


Em 1971 edita Cantigas do Maio, no qual surge Grândola, Vila Morena. 

Em 1973 grava o álbum Venham mais Cinco.

Após da Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP Coro dos Tribunais e a sua intervenção política não pára. Os seus últimos espectáculos decorreram no Coliseu de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final desse mesmo ano, é-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa. 

 Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, Galinhas do Mato, em que, devido ao avançado estado da doença, Zeca Afonso não consegue cantar na totalidade. Devido a isso, o álbum foi completado por: José Mário Branco, Sérgio Godinho, Helena Vieira, Fausto e Luís Represas. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à presidência da república.

Zeca Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 no Hospital de Setúbal, às três horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Em 1994 seria editado Filhos da Madrugada Cantam José Afonso, um CD duplo em homenagem a Zeca Afonso. Muitas das suas músicas continuam a ser gravadas por numerosos artistas portugueses e estrangeiros. 


 Falar de Zeca não é fácil na medida em que qualquer definição, qualquer pormenor destoará da complexa simplicidade de alguém que levou o país inteiro a cantar consigo a uma só voz e que no entanto sempre recusou qualquer vedetismo. Irreverente com a vida, lutou até á morte pela livre expressão e denunciou jogos sujos da ditadura que governou Portugal até 1974.

 Zeca era um homem de ideais, mal ou bem amado, ninguém o pode acusar de incoerência, morreu pobre, rico de vivência, deixou no entanto um vasto reportório de musicas que não passam de moda, mas que no entanto muito raramente são ouvidas na rádio portuguesa. Falar de Zeca Afonso é escrever numa folha apenas o seu nome, que nos anais da história sempre significará LIBERDADE.

 " A morte saiu á rua num dia assim,...", negra como a noite, ainda lembro esse dia, nasci em Setúbal e tive o previlégio de privar ainda que por curtos momentos com Zeca Afonso. Falar dele é lembrar o amigo nas tertúlias do Café Central ou no Arca Doce em Setúbal, é lembrar o seu andar caracteristico, ritmado, livros, jornais, folhas soltas debaixo do braço, olhar aparentemente distraido, camisa de pescador, boina do pós-guerra,..sorriso fácil. Recordar o Zeca é lembrá-lo com bandos de gente nova, ávida de aprender canções, os protestos, a filosofia de vida, os ideais em que ele sempre acreditou,..canções que todas as gerações aprenderam já de cor, mas que estão a ser levadas pela maré do esquecimento.

 José Afonso, dividia os seus cuidados entre a viola e as cábulas com as letras que frequentemente esquecia, lembrar Zeca é lembrar aquele espectáculo no coliseu a não sei quantos de março onde só foi autorizado pela policia politica a cantar duas canções, - Milho Verde e Grândola Vila Morena, recordá-lo é trazer á nossa memória a revolução de Abril, " oh, meu Portugal como precisavas de outra"!

A 19 ou 20 de Fevereiro de 1987, Zeca pediu a uma amiga que lhe lia um livro em castelhano que fizesse uma pausa,...depois de um pequeno silêncio olhou-a com os olhos rasos e perguntou frontalmente: - Achas que eu fui um homem bom?
Tinha chegado o fim, Zeca partiu dois ou três dias depois, deixou um lugar em aberto, um lugar conquistado na história recente de um paìs.
Foi numa tarde cinzenta mas não chuvosa, que milhares de pessoas num luto feito de vermelho e negro, atravaessaram as ruas da cidade sadina acompanhando José Afonso á sua ultima morada....a mais simples do cemitério velho, flores campestres nascem naturalmente perto do seu nome, junto do qual permanecem sempre cravos.
 Silêncio: morreu um poeta, há madrugadas de morte e esperança, a morte saiu á rua num dia assim, esperada, o céu de trevas, a paisagem humida, fria, chorando,...primeiro, o silêncio das almas depois a memória: o passado; aqueles anos do inconformismo, e o Zeca cantou e acalentou, mas a morte traiu o andarilho, a voz que a censura e a ditadura não consegui calar, Zeca esteve no palanque das estrelas de primeira grandeza e nunca quis o estrelato.


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