O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
 Alfredo dos Santos conhecido por Alfredo Correeiro.

Era natural de Lisboa, exerceu no Arsenal do Exército a profissão de correeiro, por tal facto adveio-lhe a alcunha com que se tomou conhecido no meio do fado. 

Com 16 anos de idade já cantava nos retiros (Ferro de Engomar, Charquinho e Quebra Bilhas) em cervejarias e cafés, salões artisticos e em vários teatros. Era assíduo frequentador das esperas de touros em que o fado marcava presença obrigatória.

Elemento activo do Grupo dos Propagadores do Fado, são da sua autoria diversas composições, tais como o “Fado Três Tons”, “Fado Marcha Alfredo Correeiro” (gravado por Maria Alice) e “Marcha Boémia”, tendo obtido grande êxito na interpretação do fado Louca Paixão.

PUBLICADO digitalblueradio às 18:26 | LINK DO POST
 Alfredo dos Santos conhecido por Alfredo Correeiro.

Era natural de Lisboa, exerceu no Arsenal do Exército a profissão de correeiro, por tal facto adveio-lhe a alcunha com que se tomou conhecido no meio do fado. 

Com 16 anos de idade já cantava nos retiros (Ferro de Engomar, Charquinho e Quebra Bilhas) em cervejarias e cafés, salões artisticos e em vários teatros. Era assíduo frequentador das esperas de touros em que o fado marcava presença obrigatória.

Elemento activo do Grupo dos Propagadores do Fado, são da sua autoria diversas composições, tais como o “Fado Três Tons”, “Fado Marcha Alfredo Correeiro” (gravado por Maria Alice) e “Marcha Boémia”, tendo obtido grande êxito na interpretação do fado Louca Paixão.

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 Alfredo dos Santos conhecido por Alfredo Correeiro.

Era natural de Lisboa, exerceu no Arsenal do Exército a profissão de correeiro, por tal facto adveio-lhe a alcunha com que se tomou conhecido no meio do fado. 

Com 16 anos de idade já cantava nos retiros (Ferro de Engomar, Charquinho e Quebra Bilhas) em cervejarias e cafés, salões artisticos e em vários teatros. Era assíduo frequentador das esperas de touros em que o fado marcava presença obrigatória.

Elemento activo do Grupo dos Propagadores do Fado, são da sua autoria diversas composições, tais como o “Fado Três Tons”, “Fado Marcha Alfredo Correeiro” (gravado por Maria Alice) e “Marcha Boémia”, tendo obtido grande êxito na interpretação do fado Louca Paixão.

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Os Dire Straits foram formados em 1977 por Mark Knopfler (voz e guitarra), pelo seu irmão, David Knopfler (guitarra), por John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). 
Não tardou que a banda se tornasse mundialmente conhecida, ao afirmar-se com uma sonoridade mais leve que o rock saturado dos anos 70, o que agradou bastante ao público. 
Tiveram vários êxitos, tais como "So far Away", "Money for Nothing", "Walk of Life" ou  "Sultans of Swing".

A banda foi sofrendo algumas alterações em termos de constituição, acabando em 1993, quando Mark Knopfler optou por uma carreira a solo, mas mesmo assim conseguiu ser galardoada com inúmeros prémios, tais como um BRIT Award, em 1993, para melhor grupo britânico, um MTV Video Music Award, em 1986, com o vídeo do ano ( por "Money for Nothing") ou um Grammy Award, em 2006 para melhor disco em som surround.
PUBLICADO digitalblueradio às 16:09 | LINK DO POST
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Os Dire Straits foram formados em 1977 por Mark Knopfler (voz e guitarra), pelo seu irmão, David Knopfler (guitarra), por John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). 
Não tardou que a banda se tornasse mundialmente conhecida, ao afirmar-se com uma sonoridade mais leve que o rock saturado dos anos 70, o que agradou bastante ao público. 
Tiveram vários êxitos, tais como "So far Away", "Money for Nothing", "Walk of Life" ou  "Sultans of Swing".

A banda foi sofrendo algumas alterações em termos de constituição, acabando em 1993, quando Mark Knopfler optou por uma carreira a solo, mas mesmo assim conseguiu ser galardoada com inúmeros prémios, tais como um BRIT Award, em 1993, para melhor grupo britânico, um MTV Video Music Award, em 1986, com o vídeo do ano ( por "Money for Nothing") ou um Grammy Award, em 2006 para melhor disco em som surround.
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Os Dire Straits foram formados em 1977 por Mark Knopfler (voz e guitarra), pelo seu irmão, David Knopfler (guitarra), por John Illsley (baixo) e Pick Withers (bateria). 
Não tardou que a banda se tornasse mundialmente conhecida, ao afirmar-se com uma sonoridade mais leve que o rock saturado dos anos 70, o que agradou bastante ao público. 
Tiveram vários êxitos, tais como "So far Away", "Money for Nothing", "Walk of Life" ou  "Sultans of Swing".

A banda foi sofrendo algumas alterações em termos de constituição, acabando em 1993, quando Mark Knopfler optou por uma carreira a solo, mas mesmo assim conseguiu ser galardoada com inúmeros prémios, tais como um BRIT Award, em 1993, para melhor grupo britânico, um MTV Video Music Award, em 1986, com o vídeo do ano ( por "Money for Nothing") ou um Grammy Award, em 2006 para melhor disco em som surround.
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Armando Cortez nasceu em Lisboa a 23 de Junho de 1928 e faleceu a 11 de Abril de 2002 foi actor, encenador, argumentista e produtor. Actor de teatro desde 1946, interpretou um sem número de autores. Cortez foi agraciado por Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Foi director da Casa do Artista, instituição de apoio às artes performativas, que fundou juntamente com Raúl Solnado. A sala de espectáculos afecta a esta instituição foi baptizada em sua homenagem, chamando-se Teatro Armando Cortez.
Morreu aos 73 anos, em Lisboa, vítima de paragem cardiorrespiratória. Tinha 2 filhos (José Cortez, nascido em 1957 do casamento com Fernanda Borsatti) e (Pedro Cortez, nascido em 1969 do casamento com Manuela Maria).
Destacamos alguns dos seus trabalhos  
"1954 - O Cerro dos Enforcados" 
"1956 - O Dinheiro dos Pobres" 
 
"1958 - O Céu da Minha Rua" 
"1964 - Riso e Ritmo"
 "1969 - O diabo Era Outro" 
"1970 - O Cerco" 
"1975 - Seara de Vento"
 "1978 - Ivone a Faz Tudo" 
 "1983 - Sem Sombra de Pecado" 
 "1984 - Chuva na Areia"  
"1986 - Palavras Cruzadas" 
"1987 - Lá em Casa Tudo Bem"
 "1988 - "Passerelle"
 "1988 - "Criada para Todo o Serviço"
 "1988 - "Humor de Perdição"
 "1988 - "A Mala de Cartão"
"1990 - "Quem Manda Sou Eu"
 "1990 - "Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça"
 "1992 - Cinzas"
 "1996 - Roseira Brava"
 "1996 - Vidas de Sal" 
"1997 - A Grande Aposta" 
"1998 - Os Lobos" 
"2000 - A Raia dos Medos" 
PUBLICADO digitalblueradio às 15:19 | LINK DO POST
Armando Cortez nasceu em Lisboa a 23 de Junho de 1928 e faleceu a 11 de Abril de 2002 foi actor, encenador, argumentista e produtor. Actor de teatro desde 1946, interpretou um sem número de autores. Cortez foi agraciado por Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Foi director da Casa do Artista, instituição de apoio às artes performativas, que fundou juntamente com Raúl Solnado. A sala de espectáculos afecta a esta instituição foi baptizada em sua homenagem, chamando-se Teatro Armando Cortez.
Morreu aos 73 anos, em Lisboa, vítima de paragem cardiorrespiratória. Tinha 2 filhos (José Cortez, nascido em 1957 do casamento com Fernanda Borsatti) e (Pedro Cortez, nascido em 1969 do casamento com Manuela Maria).
Destacamos alguns dos seus trabalhos  
"1954 - O Cerro dos Enforcados" 
"1956 - O Dinheiro dos Pobres" 
 
"1958 - O Céu da Minha Rua" 
"1964 - Riso e Ritmo"
 "1969 - O diabo Era Outro" 
"1970 - O Cerco" 
"1975 - Seara de Vento"
 "1978 - Ivone a Faz Tudo" 
 "1983 - Sem Sombra de Pecado" 
 "1984 - Chuva na Areia"  
"1986 - Palavras Cruzadas" 
"1987 - Lá em Casa Tudo Bem"
 "1988 - "Passerelle"
 "1988 - "Criada para Todo o Serviço"
 "1988 - "Humor de Perdição"
 "1988 - "A Mala de Cartão"
"1990 - "Quem Manda Sou Eu"
 "1990 - "Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça"
 "1992 - Cinzas"
 "1996 - Roseira Brava"
 "1996 - Vidas de Sal" 
"1997 - A Grande Aposta" 
"1998 - Os Lobos" 
"2000 - A Raia dos Medos" 
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Armando Cortez nasceu em Lisboa a 23 de Junho de 1928 e faleceu a 11 de Abril de 2002 foi actor, encenador, argumentista e produtor. Actor de teatro desde 1946, interpretou um sem número de autores. Cortez foi agraciado por Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Foi director da Casa do Artista, instituição de apoio às artes performativas, que fundou juntamente com Raúl Solnado. A sala de espectáculos afecta a esta instituição foi baptizada em sua homenagem, chamando-se Teatro Armando Cortez.
Morreu aos 73 anos, em Lisboa, vítima de paragem cardiorrespiratória. Tinha 2 filhos (José Cortez, nascido em 1957 do casamento com Fernanda Borsatti) e (Pedro Cortez, nascido em 1969 do casamento com Manuela Maria).
Destacamos alguns dos seus trabalhos  
"1954 - O Cerro dos Enforcados" 
"1956 - O Dinheiro dos Pobres" 
 
"1958 - O Céu da Minha Rua" 
"1964 - Riso e Ritmo"
 "1969 - O diabo Era Outro" 
"1970 - O Cerco" 
"1975 - Seara de Vento"
 "1978 - Ivone a Faz Tudo" 
 "1983 - Sem Sombra de Pecado" 
 "1984 - Chuva na Areia"  
"1986 - Palavras Cruzadas" 
"1987 - Lá em Casa Tudo Bem"
 "1988 - "Passerelle"
 "1988 - "Criada para Todo o Serviço"
 "1988 - "Humor de Perdição"
 "1988 - "A Mala de Cartão"
"1990 - "Quem Manda Sou Eu"
 "1990 - "Nem o Pai Morre Nem a Gente Almoça"
 "1992 - Cinzas"
 "1996 - Roseira Brava"
 "1996 - Vidas de Sal" 
"1997 - A Grande Aposta" 
"1998 - Os Lobos" 
"2000 - A Raia dos Medos" 
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MULHER DE TALENTO (conto)
Era o último dia de aulas antes da Páscoa. 
A professora dirigia-se às suas alunas:
- Quando voltarem, depois das férias, 
vão trazer-me uma pequena composição 
contando a história de uma “mulher de talento”. 
Ao texto que eu considerar melhor ou mais original atribuirei uma obra de uma conhecida escritora portuguesa.
As miúdas entreolharam-se, meio atrapalhadas, sem saber o que dizer nem o que haveriam de escrever.
- Não se assustem, pois vou distribuir uma pequena lista 
onde poderão escolher entre vários nomes. 
Há para todos os gostos. Escritoras, Cientistas, Santas, Feministas, Desportistas, Políticas, Rainhas… Portuguesas e estrangeiras. Para conhecerem as respectivas vidas podem consultar enciclopédias que tenham lá em casa ou mesmo a Internet. Neste último caso não se limitem a copiar. 
Tomem conhecimento e utilizem as vossas próprias palavras, simples mas contando o essencial. Se alguém tiver dificuldades para estas pesquisas, fale-me após a aula, pois arranjarei modo de poderem vir aqui à Escola e terão tudo o que for necessário na Biblioteca.
A campainha tocou. As crianças arrumaram as coisas nas mochilas, levantaram-se e começaram a sair, recebendo a folha prometida e despedindo-se da professora, com votos de “Feliz Páscoa”.
Chuviscava um pouco, mas até sabia bem pois o tempo estava abafado. Sofia encaminhou-se para casa. Não era muito longe. Não tinha nenhuma enciclopédia, mas a mãe comprara-lhe um computador no mês anterior. Para evitar a despesa, porém, ainda não tinha ligação à Internet. Com a ajuda da mãe ou de alguma amiga, haveria de resolver o problema.
Quando chegou a casa, trocou impressões com a mãe. Olharam para a folhita amarrotada, que Sofia tirou no bolso e leram alguns nomes conhecidos, outros nem tanto: Florbela Espanca, Madame Curie, Joana d’Arc, Maria Lamas, Rosa Mota, Maria de Lurdes Pintasilgo, Rainha Santa Isabel e tantas outras. Nenhum dos nomes lhes despertou demasiada atenção.
- Mãe, vamos jantar e amanhã decidirei. Estou cansada, mas parece-me que até já tenho uma ideia!
No dia seguinte, bastante cedo, mal a mãe saiu para o trabalho, Sofia tomou banho, comeu o pequeno-almoço e sentou-se em frente do computador. Escreveu, apagou, emendou, tornou a escrever… Só deu por ser hora de almoço quando a mãe meteu a chave à porta.
- Mãezinha, já fiz praticamente o trabalho. Só mais umas emendas e estará pronto. Mas é surpresa. Quando recomeçarem as aulas, eu mostro-te.
A escola voltou a alegrar-se com o bulício das jovens. 
O toque da campainha fez parar as brincadeiras e todas se dirigiram para as respectivas salas de aula.
- Fizeram todas o trabalho que eu pedi? – Perguntou com um sorriso a professora Marília.
- Sim!!! Responderam em uníssono.
- Então, cada uma vai ler a sua história e eu vou tomando notas.
Quando chegou a vez de Sofia, esta levantou-se e, com voz a princípio tímida e depois um pouco mais solta, começou a ler: «Maria do Rosário vivia em Olhão, numa comunidade de pescadores. Cedo perdeu o pai e, meses mais tarde, a mãe. Ajudou a criar os três irmãos mais novos com o apoio da sua velha avó, que vivia de um rendimento mínimo que recebia desde a morte do seu homem, tragado pelas ondas do mar, que tão pródigo é a dar peixe, mas que por vezes tão impiedoso é a ceifar vidas. Mais tarde, foi servir para a casa de uma família abastada. Sendo uma bela moçoila, muitos eram os pretendentes, embora ela não fosse muito dada a namoricos. 
Até que um dia conheceu Isidoro, empregado nos Caminhos-de-Ferro. Amor à primeira vista e casamento meses depois.
Ficou grávida e o marido pediu-lhe para que ela trabalhasse apenas em casa para não se esforçar muito.
Uma noite, no regresso de um dia de trabalho, Isidoro despistou-se e embateu violentamente contra um camião TIR que vinha em sentido contrário. Esteve alguns dias em coma e não sobreviveu.
Maria do Rosário quase perdeu o interesse pela vida, mas lembrando-se do fruto que trazia no ventre, foi pedir trabalho aos antigos patrões. Num esforço quase sobre-humano inscreveu-se também numa escola para adultos com o intuito de tirar pelo menos a instrução primária e poder assim arranjar um emprego melhor e mais seguro.
Entretanto a criança nasceu. Era uma menina. 
Teve de ficar em casa, pois não tinha dinheiro para pagar a uma ama. Agarrou-se aos livros e continuou a estudar. 
Propuseram-lhe um emprego como “auxiliar” no Hospital. 
O ordenado mais a pequena pensão do marido chegavam para pôr a menina numa creche enquanto ia trabalhar e, poupando, ainda poderia pagar a uma ama durante umas horas para poder continuar a estudar à noite. Conseguiu completar o 9º ano de escolaridade e obteve a transferência para os Serviços Administrativos do Hospital.
A filha continuava a estudar. Maria do Rosário prometeu a si mesma que a filha haveria de ter os estudos que ela não conseguira ter. O talento não se mede apenas em descobertas, em obras-primas ou em resultados desportivos. Maria do Rosário tivera o sublime talento de saber ser Mulher e ser Mãe!»
Lidas estas palavras, Sofia começou a soluçar, escondendo a cara entre as mãos. Emocionada também, a professora perguntou-lhe quem era afinal esta Maria do Rosário.
- É a minha mãe, senhora professora!
As alunas, num gesto nunca antes visto, levantaram-se e aplaudiram com as lágrimas nos olhos. O prémio já tinha dona.
Quando chegou a casa, a mãe perguntou-lhe com ansiedade:
- Quem ganhou, minha filha?
- Ganhámos as duas, mãezinha! Eu ganhei este livro e tu… ganhaste o título da “Mãe Mais Talentosa do Mundo”!
Ficaram abraçadas longos minutos, misturando lágrimas, beijos e murmúrios.
Autor - Gabriel de Sousa
PUBLICADO digitalblueradio às 11:59 | LINK DO POST
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MULHER DE TALENTO (conto)
Era o último dia de aulas antes da Páscoa. 
A professora dirigia-se às suas alunas:
- Quando voltarem, depois das férias, 
vão trazer-me uma pequena composição 
contando a história de uma “mulher de talento”. 
Ao texto que eu considerar melhor ou mais original atribuirei uma obra de uma conhecida escritora portuguesa.
As miúdas entreolharam-se, meio atrapalhadas, sem saber o que dizer nem o que haveriam de escrever.
- Não se assustem, pois vou distribuir uma pequena lista 
onde poderão escolher entre vários nomes. 
Há para todos os gostos. Escritoras, Cientistas, Santas, Feministas, Desportistas, Políticas, Rainhas… Portuguesas e estrangeiras. Para conhecerem as respectivas vidas podem consultar enciclopédias que tenham lá em casa ou mesmo a Internet. Neste último caso não se limitem a copiar. 
Tomem conhecimento e utilizem as vossas próprias palavras, simples mas contando o essencial. Se alguém tiver dificuldades para estas pesquisas, fale-me após a aula, pois arranjarei modo de poderem vir aqui à Escola e terão tudo o que for necessário na Biblioteca.
A campainha tocou. As crianças arrumaram as coisas nas mochilas, levantaram-se e começaram a sair, recebendo a folha prometida e despedindo-se da professora, com votos de “Feliz Páscoa”.
Chuviscava um pouco, mas até sabia bem pois o tempo estava abafado. Sofia encaminhou-se para casa. Não era muito longe. Não tinha nenhuma enciclopédia, mas a mãe comprara-lhe um computador no mês anterior. Para evitar a despesa, porém, ainda não tinha ligação à Internet. Com a ajuda da mãe ou de alguma amiga, haveria de resolver o problema.
Quando chegou a casa, trocou impressões com a mãe. Olharam para a folhita amarrotada, que Sofia tirou no bolso e leram alguns nomes conhecidos, outros nem tanto: Florbela Espanca, Madame Curie, Joana d’Arc, Maria Lamas, Rosa Mota, Maria de Lurdes Pintasilgo, Rainha Santa Isabel e tantas outras. Nenhum dos nomes lhes despertou demasiada atenção.
- Mãe, vamos jantar e amanhã decidirei. Estou cansada, mas parece-me que até já tenho uma ideia!
No dia seguinte, bastante cedo, mal a mãe saiu para o trabalho, Sofia tomou banho, comeu o pequeno-almoço e sentou-se em frente do computador. Escreveu, apagou, emendou, tornou a escrever… Só deu por ser hora de almoço quando a mãe meteu a chave à porta.
- Mãezinha, já fiz praticamente o trabalho. Só mais umas emendas e estará pronto. Mas é surpresa. Quando recomeçarem as aulas, eu mostro-te.
A escola voltou a alegrar-se com o bulício das jovens. 
O toque da campainha fez parar as brincadeiras e todas se dirigiram para as respectivas salas de aula.
- Fizeram todas o trabalho que eu pedi? – Perguntou com um sorriso a professora Marília.
- Sim!!! Responderam em uníssono.
- Então, cada uma vai ler a sua história e eu vou tomando notas.
Quando chegou a vez de Sofia, esta levantou-se e, com voz a princípio tímida e depois um pouco mais solta, começou a ler: «Maria do Rosário vivia em Olhão, numa comunidade de pescadores. Cedo perdeu o pai e, meses mais tarde, a mãe. Ajudou a criar os três irmãos mais novos com o apoio da sua velha avó, que vivia de um rendimento mínimo que recebia desde a morte do seu homem, tragado pelas ondas do mar, que tão pródigo é a dar peixe, mas que por vezes tão impiedoso é a ceifar vidas. Mais tarde, foi servir para a casa de uma família abastada. Sendo uma bela moçoila, muitos eram os pretendentes, embora ela não fosse muito dada a namoricos. 
Até que um dia conheceu Isidoro, empregado nos Caminhos-de-Ferro. Amor à primeira vista e casamento meses depois.
Ficou grávida e o marido pediu-lhe para que ela trabalhasse apenas em casa para não se esforçar muito.
Uma noite, no regresso de um dia de trabalho, Isidoro despistou-se e embateu violentamente contra um camião TIR que vinha em sentido contrário. Esteve alguns dias em coma e não sobreviveu.
Maria do Rosário quase perdeu o interesse pela vida, mas lembrando-se do fruto que trazia no ventre, foi pedir trabalho aos antigos patrões. Num esforço quase sobre-humano inscreveu-se também numa escola para adultos com o intuito de tirar pelo menos a instrução primária e poder assim arranjar um emprego melhor e mais seguro.
Entretanto a criança nasceu. Era uma menina. 
Teve de ficar em casa, pois não tinha dinheiro para pagar a uma ama. Agarrou-se aos livros e continuou a estudar. 
Propuseram-lhe um emprego como “auxiliar” no Hospital. 
O ordenado mais a pequena pensão do marido chegavam para pôr a menina numa creche enquanto ia trabalhar e, poupando, ainda poderia pagar a uma ama durante umas horas para poder continuar a estudar à noite. Conseguiu completar o 9º ano de escolaridade e obteve a transferência para os Serviços Administrativos do Hospital.
A filha continuava a estudar. Maria do Rosário prometeu a si mesma que a filha haveria de ter os estudos que ela não conseguira ter. O talento não se mede apenas em descobertas, em obras-primas ou em resultados desportivos. Maria do Rosário tivera o sublime talento de saber ser Mulher e ser Mãe!»
Lidas estas palavras, Sofia começou a soluçar, escondendo a cara entre as mãos. Emocionada também, a professora perguntou-lhe quem era afinal esta Maria do Rosário.
- É a minha mãe, senhora professora!
As alunas, num gesto nunca antes visto, levantaram-se e aplaudiram com as lágrimas nos olhos. O prémio já tinha dona.
Quando chegou a casa, a mãe perguntou-lhe com ansiedade:
- Quem ganhou, minha filha?
- Ganhámos as duas, mãezinha! Eu ganhei este livro e tu… ganhaste o título da “Mãe Mais Talentosa do Mundo”!
Ficaram abraçadas longos minutos, misturando lágrimas, beijos e murmúrios.
Autor - Gabriel de Sousa
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MULHER DE TALENTO (conto)
Era o último dia de aulas antes da Páscoa. 
A professora dirigia-se às suas alunas:
- Quando voltarem, depois das férias, 
vão trazer-me uma pequena composição 
contando a história de uma “mulher de talento”. 
Ao texto que eu considerar melhor ou mais original atribuirei uma obra de uma conhecida escritora portuguesa.
As miúdas entreolharam-se, meio atrapalhadas, sem saber o que dizer nem o que haveriam de escrever.
- Não se assustem, pois vou distribuir uma pequena lista 
onde poderão escolher entre vários nomes. 
Há para todos os gostos. Escritoras, Cientistas, Santas, Feministas, Desportistas, Políticas, Rainhas… Portuguesas e estrangeiras. Para conhecerem as respectivas vidas podem consultar enciclopédias que tenham lá em casa ou mesmo a Internet. Neste último caso não se limitem a copiar. 
Tomem conhecimento e utilizem as vossas próprias palavras, simples mas contando o essencial. Se alguém tiver dificuldades para estas pesquisas, fale-me após a aula, pois arranjarei modo de poderem vir aqui à Escola e terão tudo o que for necessário na Biblioteca.
A campainha tocou. As crianças arrumaram as coisas nas mochilas, levantaram-se e começaram a sair, recebendo a folha prometida e despedindo-se da professora, com votos de “Feliz Páscoa”.
Chuviscava um pouco, mas até sabia bem pois o tempo estava abafado. Sofia encaminhou-se para casa. Não era muito longe. Não tinha nenhuma enciclopédia, mas a mãe comprara-lhe um computador no mês anterior. Para evitar a despesa, porém, ainda não tinha ligação à Internet. Com a ajuda da mãe ou de alguma amiga, haveria de resolver o problema.
Quando chegou a casa, trocou impressões com a mãe. Olharam para a folhita amarrotada, que Sofia tirou no bolso e leram alguns nomes conhecidos, outros nem tanto: Florbela Espanca, Madame Curie, Joana d’Arc, Maria Lamas, Rosa Mota, Maria de Lurdes Pintasilgo, Rainha Santa Isabel e tantas outras. Nenhum dos nomes lhes despertou demasiada atenção.
- Mãe, vamos jantar e amanhã decidirei. Estou cansada, mas parece-me que até já tenho uma ideia!
No dia seguinte, bastante cedo, mal a mãe saiu para o trabalho, Sofia tomou banho, comeu o pequeno-almoço e sentou-se em frente do computador. Escreveu, apagou, emendou, tornou a escrever… Só deu por ser hora de almoço quando a mãe meteu a chave à porta.
- Mãezinha, já fiz praticamente o trabalho. Só mais umas emendas e estará pronto. Mas é surpresa. Quando recomeçarem as aulas, eu mostro-te.
A escola voltou a alegrar-se com o bulício das jovens. 
O toque da campainha fez parar as brincadeiras e todas se dirigiram para as respectivas salas de aula.
- Fizeram todas o trabalho que eu pedi? – Perguntou com um sorriso a professora Marília.
- Sim!!! Responderam em uníssono.
- Então, cada uma vai ler a sua história e eu vou tomando notas.
Quando chegou a vez de Sofia, esta levantou-se e, com voz a princípio tímida e depois um pouco mais solta, começou a ler: «Maria do Rosário vivia em Olhão, numa comunidade de pescadores. Cedo perdeu o pai e, meses mais tarde, a mãe. Ajudou a criar os três irmãos mais novos com o apoio da sua velha avó, que vivia de um rendimento mínimo que recebia desde a morte do seu homem, tragado pelas ondas do mar, que tão pródigo é a dar peixe, mas que por vezes tão impiedoso é a ceifar vidas. Mais tarde, foi servir para a casa de uma família abastada. Sendo uma bela moçoila, muitos eram os pretendentes, embora ela não fosse muito dada a namoricos. 
Até que um dia conheceu Isidoro, empregado nos Caminhos-de-Ferro. Amor à primeira vista e casamento meses depois.
Ficou grávida e o marido pediu-lhe para que ela trabalhasse apenas em casa para não se esforçar muito.
Uma noite, no regresso de um dia de trabalho, Isidoro despistou-se e embateu violentamente contra um camião TIR que vinha em sentido contrário. Esteve alguns dias em coma e não sobreviveu.
Maria do Rosário quase perdeu o interesse pela vida, mas lembrando-se do fruto que trazia no ventre, foi pedir trabalho aos antigos patrões. Num esforço quase sobre-humano inscreveu-se também numa escola para adultos com o intuito de tirar pelo menos a instrução primária e poder assim arranjar um emprego melhor e mais seguro.
Entretanto a criança nasceu. Era uma menina. 
Teve de ficar em casa, pois não tinha dinheiro para pagar a uma ama. Agarrou-se aos livros e continuou a estudar. 
Propuseram-lhe um emprego como “auxiliar” no Hospital. 
O ordenado mais a pequena pensão do marido chegavam para pôr a menina numa creche enquanto ia trabalhar e, poupando, ainda poderia pagar a uma ama durante umas horas para poder continuar a estudar à noite. Conseguiu completar o 9º ano de escolaridade e obteve a transferência para os Serviços Administrativos do Hospital.
A filha continuava a estudar. Maria do Rosário prometeu a si mesma que a filha haveria de ter os estudos que ela não conseguira ter. O talento não se mede apenas em descobertas, em obras-primas ou em resultados desportivos. Maria do Rosário tivera o sublime talento de saber ser Mulher e ser Mãe!»
Lidas estas palavras, Sofia começou a soluçar, escondendo a cara entre as mãos. Emocionada também, a professora perguntou-lhe quem era afinal esta Maria do Rosário.
- É a minha mãe, senhora professora!
As alunas, num gesto nunca antes visto, levantaram-se e aplaudiram com as lágrimas nos olhos. O prémio já tinha dona.
Quando chegou a casa, a mãe perguntou-lhe com ansiedade:
- Quem ganhou, minha filha?
- Ganhámos as duas, mãezinha! Eu ganhei este livro e tu… ganhaste o título da “Mãe Mais Talentosa do Mundo”!
Ficaram abraçadas longos minutos, misturando lágrimas, beijos e murmúrios.
Autor - Gabriel de Sousa
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Perfeito. Me sinto da mesma forma. Parece que desc...
acho que deve ser respeitada... http://www.goiasc...
vc que é de maior tem face e whatsaap vem encontra...
a discografia tem um ep com o titulo errado, onde ...
Armando Gama fomos contemporâneos no Salvador Corr...
A juventude nos leva a caminhos ruins , e procuram...
A primeira fotografia é da Praça Marquês de Pombal...
Eu gosto de ti Beto adorei cd foi muito bom ele é ...
GANHA MENSALMENTE COMO PRESIDENTE DA COMISSÃO EURO...
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