O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Meus amigos,a vida já muito me ensinou, tropecei, caí e levantei-me.
Em cada queda aprendi que quanto mais em baixo estamos mais nos tentam empurrar pro fundo.
Dificil é existir um alguém, uma mão que nos agarre e não nos deixe afundar,
quando estamos bem, temos todos á nossa volta( os chamados amigos), mas quando as coisas nos começam a correr mal é vê-los a debandar.
A história que vos vou contar é idêntica á de muitas que na nossa cidade ou em qualquer outra existe e que nós nem reparamos ou nem queremos ver.


Esta é a história de ANA (nome ficticio), todas as noites dá o corpo ao manifesto pelas vielas,ao pé dos bares, a entrar nos carros e ir com eles por meia hora, mas só por meia hora porque depois há o regresso ao mesmo ponto de onde partiu para aviar mais um cliente que está com os copos e vem cheio de cio.
 Ela anda a cursar humanidades a trezentos quilómetros de casa, e tem obrigatoriamente que conseguir dinheiro porque aquele que os pais lhe mandam não chega, o que sobra depois de pagar o quarto não dá nem sequer para as fotocópias.
De dia estuda, quer vir a ser professora e à noite, quando o nevoeiro se instala na cidade, aí vai ela de saia justa, salto alto, maquilhada para lançar o isco à rapaziada nova que quer ter histórias para contar no dia seguinte.
Por noite a correr bem são quatro ou cinco que atende e satisfaz e que a fazem trazer por casa cento e tais euros, depende do menu.
De manhã cobre o rosto com uma espessa nívea para disfarçar alguma da sua amargura e puxar ao de cima o brio que se esconde no fundo dos olhos.
E isso faz com que a sua beleza passe despercebida, de dia ela é uma qualquer estudante igual a muitas outras.
Vai a casa de mês a mês e há quem já a trate por doutora.
Um destes dias conheceu um rapaz simples, formado e discutiam bastante sobre os grandes autores clássicos, o Eça, o Gil Vicente, o Fernando Pessoa, etc.
Esta química fez saltar o amor num estalar de dedos.
Pouco tempo passou e decidiram casar, a febre do desejo era algo que avançava por quimeras adentro.
E casaram.
ANA ganhou novos ares e lecciona para vinte alunos, está feliz por saber que depois das aulas o seu amor a espera no carro com mais uma flor.
Mas o segredo nela apavora-a, fica triste em ocasiões que não devia.
Só um «deixa para lá» faz o seu marido aceitar o silêncio,... á pergunta
«que tens, amor?».
Os dias passam e a emoção oscila consoante as suas lembranças do que foi e do que é.
Farta de esconder o passado, achou que ele devia saber de tudo antes que viesse por aí um filho ou que por mero acaso porque os acasos existem, ele viesse a descobrir.
E assim foi, num jantar romântico, um vinho caro, umas velas,uns incensos afrodisíacos, e já no final da noite chamou o assunto à conversa sobre as coisas que ele devia saber e não sabia.
- João, tenho que te dizer.
O João olhou-a com a mesma doçura de sempre, embora aquele tom de dizer trouxesse tanto de vida como de morte.
- Quando eu ainda estudava...
As reticências, a falha na voz,...
- ... para suportar as despesas... tive de me vender!
Um silêncio fez-se ouvir.
O João acabou com o vinho caro que tinha no copo de pé alto,torceu um pouco o pescoço mas sem dar indicações daquilo que pensava.
Até que veio a resposta decisiva:
- Ana, quando te conheci o meu mundo mudou, ganhou nova côr, amo-te e hoje vivemos o presente e não o passado, esse morreu no tempo,...quando batemos a uma porta não nos perguntam - " quem foste? ",perguntam " quem é ", e tu és " A MULHER DA MINHA VIDA ".


Deixo este video - 3 Doors Down - Here without you
PUBLICADO digitalblueradio às 16:37 | LINK DO POST
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Meus amigos,a vida já muito me ensinou, tropecei, caí e levantei-me.
Em cada queda aprendi que quanto mais em baixo estamos mais nos tentam empurrar pro fundo.
Dificil é existir um alguém, uma mão que nos agarre e não nos deixe afundar,
quando estamos bem, temos todos á nossa volta( os chamados amigos), mas quando as coisas nos começam a correr mal é vê-los a debandar.
A história que vos vou contar é idêntica á de muitas que na nossa cidade ou em qualquer outra existe e que nós nem reparamos ou nem queremos ver.


Esta é a história de ANA (nome ficticio), todas as noites dá o corpo ao manifesto pelas vielas,ao pé dos bares, a entrar nos carros e ir com eles por meia hora, mas só por meia hora porque depois há o regresso ao mesmo ponto de onde partiu para aviar mais um cliente que está com os copos e vem cheio de cio.
 Ela anda a cursar humanidades a trezentos quilómetros de casa, e tem obrigatoriamente que conseguir dinheiro porque aquele que os pais lhe mandam não chega, o que sobra depois de pagar o quarto não dá nem sequer para as fotocópias.
De dia estuda, quer vir a ser professora e à noite, quando o nevoeiro se instala na cidade, aí vai ela de saia justa, salto alto, maquilhada para lançar o isco à rapaziada nova que quer ter histórias para contar no dia seguinte.
Por noite a correr bem são quatro ou cinco que atende e satisfaz e que a fazem trazer por casa cento e tais euros, depende do menu.
De manhã cobre o rosto com uma espessa nívea para disfarçar alguma da sua amargura e puxar ao de cima o brio que se esconde no fundo dos olhos.
E isso faz com que a sua beleza passe despercebida, de dia ela é uma qualquer estudante igual a muitas outras.
Vai a casa de mês a mês e há quem já a trate por doutora.
Um destes dias conheceu um rapaz simples, formado e discutiam bastante sobre os grandes autores clássicos, o Eça, o Gil Vicente, o Fernando Pessoa, etc.
Esta química fez saltar o amor num estalar de dedos.
Pouco tempo passou e decidiram casar, a febre do desejo era algo que avançava por quimeras adentro.
E casaram.
ANA ganhou novos ares e lecciona para vinte alunos, está feliz por saber que depois das aulas o seu amor a espera no carro com mais uma flor.
Mas o segredo nela apavora-a, fica triste em ocasiões que não devia.
Só um «deixa para lá» faz o seu marido aceitar o silêncio,... á pergunta
«que tens, amor?».
Os dias passam e a emoção oscila consoante as suas lembranças do que foi e do que é.
Farta de esconder o passado, achou que ele devia saber de tudo antes que viesse por aí um filho ou que por mero acaso porque os acasos existem, ele viesse a descobrir.
E assim foi, num jantar romântico, um vinho caro, umas velas,uns incensos afrodisíacos, e já no final da noite chamou o assunto à conversa sobre as coisas que ele devia saber e não sabia.
- João, tenho que te dizer.
O João olhou-a com a mesma doçura de sempre, embora aquele tom de dizer trouxesse tanto de vida como de morte.
- Quando eu ainda estudava...
As reticências, a falha na voz,...
- ... para suportar as despesas... tive de me vender!
Um silêncio fez-se ouvir.
O João acabou com o vinho caro que tinha no copo de pé alto,torceu um pouco o pescoço mas sem dar indicações daquilo que pensava.
Até que veio a resposta decisiva:
- Ana, quando te conheci o meu mundo mudou, ganhou nova côr, amo-te e hoje vivemos o presente e não o passado, esse morreu no tempo,...quando batemos a uma porta não nos perguntam - " quem foste? ",perguntam " quem é ", e tu és " A MULHER DA MINHA VIDA ".


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Em cada queda aprendi que quanto mais em baixo estamos mais nos tentam empurrar pro fundo.
Dificil é existir um alguém, uma mão que nos agarre e não nos deixe afundar,
quando estamos bem, temos todos á nossa volta( os chamados amigos), mas quando as coisas nos começam a correr mal é vê-los a debandar.
A história que vos vou contar é idêntica á de muitas que na nossa cidade ou em qualquer outra existe e que nós nem reparamos ou nem queremos ver.


Esta é a história de ANA (nome ficticio), todas as noites dá o corpo ao manifesto pelas vielas,ao pé dos bares, a entrar nos carros e ir com eles por meia hora, mas só por meia hora porque depois há o regresso ao mesmo ponto de onde partiu para aviar mais um cliente que está com os copos e vem cheio de cio.
 Ela anda a cursar humanidades a trezentos quilómetros de casa, e tem obrigatoriamente que conseguir dinheiro porque aquele que os pais lhe mandam não chega, o que sobra depois de pagar o quarto não dá nem sequer para as fotocópias.
De dia estuda, quer vir a ser professora e à noite, quando o nevoeiro se instala na cidade, aí vai ela de saia justa, salto alto, maquilhada para lançar o isco à rapaziada nova que quer ter histórias para contar no dia seguinte.
Por noite a correr bem são quatro ou cinco que atende e satisfaz e que a fazem trazer por casa cento e tais euros, depende do menu.
De manhã cobre o rosto com uma espessa nívea para disfarçar alguma da sua amargura e puxar ao de cima o brio que se esconde no fundo dos olhos.
E isso faz com que a sua beleza passe despercebida, de dia ela é uma qualquer estudante igual a muitas outras.
Vai a casa de mês a mês e há quem já a trate por doutora.
Um destes dias conheceu um rapaz simples, formado e discutiam bastante sobre os grandes autores clássicos, o Eça, o Gil Vicente, o Fernando Pessoa, etc.
Esta química fez saltar o amor num estalar de dedos.
Pouco tempo passou e decidiram casar, a febre do desejo era algo que avançava por quimeras adentro.
E casaram.
ANA ganhou novos ares e lecciona para vinte alunos, está feliz por saber que depois das aulas o seu amor a espera no carro com mais uma flor.
Mas o segredo nela apavora-a, fica triste em ocasiões que não devia.
Só um «deixa para lá» faz o seu marido aceitar o silêncio,... á pergunta
«que tens, amor?».
Os dias passam e a emoção oscila consoante as suas lembranças do que foi e do que é.
Farta de esconder o passado, achou que ele devia saber de tudo antes que viesse por aí um filho ou que por mero acaso porque os acasos existem, ele viesse a descobrir.
E assim foi, num jantar romântico, um vinho caro, umas velas,uns incensos afrodisíacos, e já no final da noite chamou o assunto à conversa sobre as coisas que ele devia saber e não sabia.
- João, tenho que te dizer.
O João olhou-a com a mesma doçura de sempre, embora aquele tom de dizer trouxesse tanto de vida como de morte.
- Quando eu ainda estudava...
As reticências, a falha na voz,...
- ... para suportar as despesas... tive de me vender!
Um silêncio fez-se ouvir.
O João acabou com o vinho caro que tinha no copo de pé alto,torceu um pouco o pescoço mas sem dar indicações daquilo que pensava.
Até que veio a resposta decisiva:
- Ana, quando te conheci o meu mundo mudou, ganhou nova côr, amo-te e hoje vivemos o presente e não o passado, esse morreu no tempo,...quando batemos a uma porta não nos perguntam - " quem foste? ",perguntam " quem é ", e tu és " A MULHER DA MINHA VIDA ".


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