O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para a sua irmã enquanto está ao comando de uma expedição náutica que busca encontrar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando num trenó puxado por cães. A seguir o mar agita-se, libertando o navio, e numa balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar a sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas á irmã. 
Victor Frankenstein começa a contar a sua história desde a infância que passou em Genebra como filho de um aristocrata suíço e a adolescência como estudante. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, o seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba por estudar livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando os seus pais o mandam estudar para a Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida a sua mãe contrai escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura os seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda e acaba por encontrar o segredo da geração da vida. Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com a sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado pelo seu amigo Clerval. Exausto, sucumbe à febre e passa alguns meses em convalescença.
Victor Frankenstein recebe uma carta do seu pai que lhe relata o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo o seu regresso. Ao chegar a Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada á morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a sentir-se culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passam a atormentá-lo.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado pela sua criatura, o monstro conta a sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então esconde-se num depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia num pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar á família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana.
A criatura torna-se amargurada e resolve procurar o seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos. Ao chegar a Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar a sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, e parte para Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, muda de idéias, temendo criar uma raça de monstros que pudessem virar-se não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que tem que sofrer as consequências dos seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura vingança. Em seguida assassina Clerval, o amigo do doutor. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é ilibado por possuir um forte álibi. Parte então para a Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, vigia a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, o seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e a sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba por morrer. O capitão Walton surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein o seu criador. Ela diz que não havia mais o que temer pois os seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu partir e cometer suicídio trazendo paz aos humanos. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma família da Silésia. Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” numa das suas viagens, embora se tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a usar o nome Frankenstein, ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: "(...) A sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustoso; os seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâcias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (...)"
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein foi publicado em 1818 por uma pequena editora de Londres, a publicação não continha o nome da autora, apenas um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas 500 cópias. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro. A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 1823 em dois volumes, desta vez com o nome da autora Mary Shelley.  
O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de banda desenhada. Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley, Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, este filme tornou-se um clássico do cinema.  
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em "Frankenstein Encontra o Lobisomem". Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing "Frankenstein tem que ser Destruído". Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: "Frankenstein" do diretor James Ormerod e "Gothic" de Ken Russell. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome "Mary Shelley's Frankenstein" com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. 
Em 2004 a criatura apareceu no filme "Van Helsing", dirigido por Stephen Sommers. As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro. O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

PUBLICADO digitalblueradio às 10:37 | LINK DO POST
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O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para a sua irmã enquanto está ao comando de uma expedição náutica que busca encontrar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando num trenó puxado por cães. A seguir o mar agita-se, libertando o navio, e numa balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar a sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas á irmã. 
Victor Frankenstein começa a contar a sua história desde a infância que passou em Genebra como filho de um aristocrata suíço e a adolescência como estudante. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, o seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba por estudar livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando os seus pais o mandam estudar para a Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida a sua mãe contrai escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura os seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda e acaba por encontrar o segredo da geração da vida. Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com a sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado pelo seu amigo Clerval. Exausto, sucumbe à febre e passa alguns meses em convalescença.
Victor Frankenstein recebe uma carta do seu pai que lhe relata o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo o seu regresso. Ao chegar a Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada á morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a sentir-se culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passam a atormentá-lo.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado pela sua criatura, o monstro conta a sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então esconde-se num depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia num pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar á família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana.
A criatura torna-se amargurada e resolve procurar o seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos. Ao chegar a Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar a sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, e parte para Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, muda de idéias, temendo criar uma raça de monstros que pudessem virar-se não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que tem que sofrer as consequências dos seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura vingança. Em seguida assassina Clerval, o amigo do doutor. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é ilibado por possuir um forte álibi. Parte então para a Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, vigia a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, o seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e a sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba por morrer. O capitão Walton surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein o seu criador. Ela diz que não havia mais o que temer pois os seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu partir e cometer suicídio trazendo paz aos humanos. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma família da Silésia. Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” numa das suas viagens, embora se tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a usar o nome Frankenstein, ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: "(...) A sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustoso; os seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâcias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (...)"
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein foi publicado em 1818 por uma pequena editora de Londres, a publicação não continha o nome da autora, apenas um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas 500 cópias. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro. A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 1823 em dois volumes, desta vez com o nome da autora Mary Shelley.  
O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de banda desenhada. Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley, Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, este filme tornou-se um clássico do cinema.  
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em "Frankenstein Encontra o Lobisomem". Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing "Frankenstein tem que ser Destruído". Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: "Frankenstein" do diretor James Ormerod e "Gothic" de Ken Russell. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome "Mary Shelley's Frankenstein" com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. 
Em 2004 a criatura apareceu no filme "Van Helsing", dirigido por Stephen Sommers. As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro. O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

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O romance é narrado através de cartas escritas pelo capitão Robert Walton para a sua irmã enquanto está ao comando de uma expedição náutica que busca encontrar uma passagem para o Pólo Norte. O navio sob o comando do capitão Walton fica preso quando o mar congela, e a tripulação avista a criatura de Victor Frankenstein viajando num trenó puxado por cães. A seguir o mar agita-se, libertando o navio, e numa balsa de gelo avistam o moribundo doutor Victor Frankenstein. Ao ser recolhido, Frankenstein passa a narrar a sua história ao capitão Walton, que a reproduz nas cartas á irmã. 
Victor Frankenstein começa a contar a sua história desde a infância que passou em Genebra como filho de um aristocrata suíço e a adolescência como estudante. Neste ponto ele apresenta Elizabeth, criada como irmã adotiva, e Henry Clerval, o seu amigo para a vida toda. Frankenstein interessa-se pelas ciências naturais e acaba por estudar livros de mestres alquimistas, especialmente Cornélio Agripa, Paracelso e Albertus Magnus até os 17 anos de idade, quando os seus pais o mandam estudar para a Universidade de Ingolstadt, na Alemanha. Porém, antes da partida a sua mãe contrai escarlatina ao cuidar de Elizabeth, e vem a falecer.

Ao chegar em Ingolstadt o jovem Victor procura os seus futuros mestres, que condenam fortemente o tempo de estudo dedicado aos mestres alquimistas, e apresentam-lhe as modernas ciências naturais. Empenhado em descobrir os mistérios da criação, Victor estuda e acaba por encontrar o segredo da geração da vida. Frankenstein então dedica-se a criar um ser humano gigantesco, sacrificando o contato com a família e a própria saúde, e após dois anos obtém sucesso. Porém, Victor enoja-se com a sua criação, e abandona-a, fugindo. É encontrado pelo seu amigo Clerval. Exausto, sucumbe à febre e passa alguns meses em convalescença.
Victor Frankenstein recebe uma carta do seu pai que lhe relata o assassinato de William, o seu irmão mais novo, e pedindo o seu regresso. Ao chegar a Genebra, é informado que Justine, uma criada muito querida da casa dos Frankenstein, é acusada do crime, sendo encontrada com ela a jóia que o menino levava antes de desaparecer, e que não estava junto ao cadáver. Mesmo assim Victor está convencido de que Justine é inocente, e o verdadeiro culpado é a sua criatura. Porém as evidências contra ela são fortes e Justine é condenada á morte e executada pelo crime. Frankenstein passa a sentir-se culpado por ter criado o monstro, e o segredo e a culpa passam a atormentá-lo.
Lutando contra o desespero, o doutor Frankenstein resolve escalar o Monte Branco. Durante a subida, é encontrado pela sua criatura, o monstro conta a sua história, narrando como fugiu do laboratório de Frankenstein para uma floresta próxima, onde aprendeu a comer frutas e vegetais, e a usar o fogo. Porém, ao encontrar seres humanos era sempre escorraçado e agredido, então esconde-se num depósito de lenha anexo a uma cabana. Lá, observa através de frestas na parede a vida de uma família pobre, afeiçoando-se a eles e ajudando-os em segredo. A família consistia num pai cego e um casal de irmãos. Aprende a língua e a escrita, e encontra livros onde aprende sobre a vida e a virtude. Após longo tempo toma coragem para se apresentar á família, e consegue conversar com o pai cego, mas quando os filhos chegam e o vêem junto ao pai também escorraçam o monstro, e fogem para sempre da cabana.
A criatura torna-se amargurada e resolve procurar o seu criador, cujo diário descobrira no bolso do casaco que levou do laboratório na noite da fuga. Durante a travessia é sempre agredido pelos humanos. Ao chegar a Genebra encontra o irmão mais novo de Victor, William, e assassina-o, incriminando depois Justine. Ao terminar a sua história, o monstro exige a promessa de que Frankenstein construa uma fêmea para ele, prometendo por sua vez deixar a humanidade em paz e ir viver com a sua noiva nas selvas sul-americanas. Caso o cientista se recusasse, o monstro promete fazê-lo passar por tormentos inimagináveis. Extremamente contrariado, Frankenstein concorda, e ao voltar para Genebra torna-se noivo de Elizabeth, e parte para Inglaterra, a fim de cumprir a sua promessa.
Na Grã-Bretanha, Frankenstein, após passar por Londres, onde havia os mais recentes avanços das ciências naturais e algumas cidades da Escócia vai para uma das ilhas do árquipelago das Orkneys, onde começa a construir a fêmea. Entretanto, muda de idéias, temendo criar uma raça de monstros que pudessem virar-se não só contra ele, mas contra toda a raça humana. Após fazer várias considerações, Frankenstein decide que tem que sofrer as consequências dos seus atos e não a humanidade, destruindo a criatura incompleta. O monstro acompanha o ato, e jura vingança. Em seguida assassina Clerval, o amigo do doutor. Frankenstein chega a ser acusado do crime, mas é ilibado por possuir um forte álibi. Parte então para a Suíça.
Mesmo devastado pela culpa e pela tristeza, Victor casa-se com Elizabeth e no mesmo dia sai para viajar em lua de mel. Na noite de núpcias, vigia a casa, temendo um ataque da criatura contra ele, mas o monstro ataca Elizabeth e a estrangula. Victor volta a Genebra, e com a notícia da morte de Elizabeth, o seu pai adoece e morre em seguida. Jurando vingança, o criador passa a perseguir a criatura, que o leva através de uma longa caçada em direção ao norte, prosseguindo pelos mares congelados, onde eventualmente são avistados pelo capitão Walton e a sua tripulação.
O navio dos exploradores fica preso no gelo, e Victor, já bastante doente, acaba por morrer. O capitão Walton surpreende a criatura na cabine, no leito de morte de Frankenstein o seu criador. Ela diz que não havia mais o que temer pois os seus crimes terminaram com a morte de Frankestein e prometeu partir e cometer suicídio trazendo paz aos humanos. 
O nome Frankenstein, originou-se de uma família da Silésia. Dizem que Mary Shelley conheceu a família “Frankenstein” numa das suas viagens, embora se tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a usar o nome Frankenstein, ao contrário da forma como se tornou conhecida no cinema, a criatura de Frankenstein não era verde e sim amarela, como a própria autora o descreve no capítulo 5 da obra: "(...) A sua pele amarela mal cobria o relevo dos músculos e das artérias que jaziam por baixo; seus cabelos eram corridos e de um negro lustoso; os seus dentes eram alvos como pérolas. Todas essas exuberâcias, porém, não formavam senão um contraste horrível com seus olhos desmaiados, quase da mesma cor acinzentada das órbitas onde se cravavam, e com a pele encarquilhada e os lábios negros e retos. (...)"
Mary Shelley completou o romance em 1817 e Frankenstein foi publicado em 1818 por uma pequena editora de Londres, a publicação não continha o nome da autora, apenas um prefácio escrito por Percy Bysshe Shelley, o seu noivo, e uma dedicatória a William Godwin, seu pai. A primeira edição foi feita em três volumes e teve impressas 500 cópias. Apesar das críticas desfavoráveis, a edição teve um sucesso quase imediato. Ficou bastante conhecida, principalmente através de adaptações para o teatro. A segunda edição de Frankenstein foi publicada em 1823 em dois volumes, desta vez com o nome da autora Mary Shelley.  
O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de banda desenhada. Thomas Edison realiza em 1910 a primeira adaptação cinematográfica da obra de Shelley, Charles Ogle no papel da criatura. Uma das mais famosas transposições do romance para as telas é a realizada em 1931 pela Universal Pictures, dirigida por James Whale, com Boris Karloff como o Monstro. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com uma cabeça chata, eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, este filme tornou-se um clássico do cinema.  
Um grande número de continuações seguiram-se, mas desta vez divergindo bastante da história narrada no romance. Em 1943 o personagem foi vivido por Bela Lugosi em "Frankenstein Encontra o Lobisomem". Já em 1969 foi a vez de Peter Cushing "Frankenstein tem que ser Destruído". Na década de 1980 o personagem voltaria em dois filmes: "Frankenstein" do diretor James Ormerod e "Gothic" de Ken Russell. Em 1994 foi lançada uma adaptação cinematográfica dirigida por Kenneth Branagh de nome "Mary Shelley's Frankenstein" com o próprio Branagh no papel de Victor Frankenstein, Robert De Niro como a criatura e Helena Bonham Carter como Elizabeth. Apesar do título sugerir uma adaptação fiel, o filme toma uma série de liberdades com a história original. 
Em 2004 a criatura apareceu no filme "Van Helsing", dirigido por Stephen Sommers. As representações do Monstro e sua história têm variado bastante, de uma simples máquina de matar sem capacidade de reflexão a uma criatura trágica e plenamente articulada, o que seria mais próximo do retratado no livro. O romance Frankenstein ainda serviu como inspiração para o filme "Edward Mãos de Tesoura" (1990), de Tim Burton o qual inclui a participação de Johnny Depp como Edward.

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