O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
 
Paulo Gonzo, é o nome artístico de Alberto Ferreira Paulo, nasceu em Lisboa a 1 de Novembro de 1956.
Foi fundador do grupo Go Graal Blues Band.
Em 1984 começa uma carreira a solo.
Em 1992 resolve lançar o seu primeiro disco cantado em português, Pedras da Calçada, que é um enorme sucesso, em grande parte devido ao tema Jardins Proibidos.
De então até ao presente vai alternando as edições cantadas em inglês e português. Em Novembro de 1993 é publicada a colectânea "My Best" com os seus maiores sucessos em inglês.
 O álbum "Fora d' Horas", foi editado em 1995, inclui letras de Pedro Abrunhosa, Rui Reininho e Pedro Malaquias. Em 1997, Paulo Gonzo lança "Quase Tudo".
Em 1998 é editado o álbum "Suspeito", "Mau Feitio" é editado em 2001. Por ocasião do Mundial de Futebol da Coreia e Japão lança o single "Mundial". Em 2002 é lançado um single "Somos Benfica", o hino que Paulo Gonzo compôs em parceria com António Melo e Rui Fingers.
Falar de paulo Gonzo é fácil, uma voz inconfundivel. Lançou temas de grande sucesso mas gostaria de destacar alguns da minha preferência. O primeiro single, "So Do I" , fez-me sonhar, nos meus tempos de jovem quantas vezes dancei agarradinho,....este single foi editado em 1985 pela Discossete,  o segundo single era também fantástico "Somewhere in the Night".
"My Desire" de 1986 tem também um tema que se destaca "These Arms of Mine".
Em 1987 edita o single "Stay", e um ano depois um máxi-single com os temas "My Girl", "She Knocks Three Times", "She Is My Song" e "Over There". 1989 "Can´t Be With You".
A partir daqui e como já fizemos referência colecciona exitos, "Pedras da Calçada", "Certos Caprichos da Lua" e "Jardins Proibidos", "Jardins Proibidos", "Lugares", "Acordar", e "Dei-te Quase Tudo".
Em 1998 do álbum "Suspeito" destaque para "These Foolish Things", "Pagava P'ra Ver", "Ser Suspeito", e em 2007 no álbum "Perfil", "Leve Beijo Triste" com Lúcia Moniz.
Vale a pena ouvir e sobretudo conhecer Paulo Gonzo, apesar de ser um artista de sucesso não perdeu a sua simplicidade.
Discografia
My Desire, (1986)
Pedras da Calçada, (1992)
My Best, (1993)
Fora D'Horas, (1995)
Quase Tudo, (1997)
Suspeito, (1998)
Ao Vivo Unplugged (1999)
Mau Feitio (2001)
Paulo Gonzo (2005)
Paulo Gonzo ao Vivo no Coliseu (2007)
Perfil - Paulo Gonzo (2007)
PUBLICADO digitalblueradio às 22:36 | LINK DO POST
 
Paulo Gonzo, é o nome artístico de Alberto Ferreira Paulo, nasceu em Lisboa a 1 de Novembro de 1956.
Foi fundador do grupo Go Graal Blues Band.
Em 1984 começa uma carreira a solo.
Em 1992 resolve lançar o seu primeiro disco cantado em português, Pedras da Calçada, que é um enorme sucesso, em grande parte devido ao tema Jardins Proibidos.
De então até ao presente vai alternando as edições cantadas em inglês e português. Em Novembro de 1993 é publicada a colectânea "My Best" com os seus maiores sucessos em inglês.
 O álbum "Fora d' Horas", foi editado em 1995, inclui letras de Pedro Abrunhosa, Rui Reininho e Pedro Malaquias. Em 1997, Paulo Gonzo lança "Quase Tudo".
Em 1998 é editado o álbum "Suspeito", "Mau Feitio" é editado em 2001. Por ocasião do Mundial de Futebol da Coreia e Japão lança o single "Mundial". Em 2002 é lançado um single "Somos Benfica", o hino que Paulo Gonzo compôs em parceria com António Melo e Rui Fingers.
Falar de paulo Gonzo é fácil, uma voz inconfundivel. Lançou temas de grande sucesso mas gostaria de destacar alguns da minha preferência. O primeiro single, "So Do I" , fez-me sonhar, nos meus tempos de jovem quantas vezes dancei agarradinho,....este single foi editado em 1985 pela Discossete,  o segundo single era também fantástico "Somewhere in the Night".
"My Desire" de 1986 tem também um tema que se destaca "These Arms of Mine".
Em 1987 edita o single "Stay", e um ano depois um máxi-single com os temas "My Girl", "She Knocks Three Times", "She Is My Song" e "Over There". 1989 "Can´t Be With You".
A partir daqui e como já fizemos referência colecciona exitos, "Pedras da Calçada", "Certos Caprichos da Lua" e "Jardins Proibidos", "Jardins Proibidos", "Lugares", "Acordar", e "Dei-te Quase Tudo".
Em 1998 do álbum "Suspeito" destaque para "These Foolish Things", "Pagava P'ra Ver", "Ser Suspeito", e em 2007 no álbum "Perfil", "Leve Beijo Triste" com Lúcia Moniz.
Vale a pena ouvir e sobretudo conhecer Paulo Gonzo, apesar de ser um artista de sucesso não perdeu a sua simplicidade.
Discografia
My Desire, (1986)
Pedras da Calçada, (1992)
My Best, (1993)
Fora D'Horas, (1995)
Quase Tudo, (1997)
Suspeito, (1998)
Ao Vivo Unplugged (1999)
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Paulo Gonzo, é o nome artístico de Alberto Ferreira Paulo, nasceu em Lisboa a 1 de Novembro de 1956.
Foi fundador do grupo Go Graal Blues Band.
Em 1984 começa uma carreira a solo.
Em 1992 resolve lançar o seu primeiro disco cantado em português, Pedras da Calçada, que é um enorme sucesso, em grande parte devido ao tema Jardins Proibidos.
De então até ao presente vai alternando as edições cantadas em inglês e português. Em Novembro de 1993 é publicada a colectânea "My Best" com os seus maiores sucessos em inglês.
 O álbum "Fora d' Horas", foi editado em 1995, inclui letras de Pedro Abrunhosa, Rui Reininho e Pedro Malaquias. Em 1997, Paulo Gonzo lança "Quase Tudo".
Em 1998 é editado o álbum "Suspeito", "Mau Feitio" é editado em 2001. Por ocasião do Mundial de Futebol da Coreia e Japão lança o single "Mundial". Em 2002 é lançado um single "Somos Benfica", o hino que Paulo Gonzo compôs em parceria com António Melo e Rui Fingers.
Falar de paulo Gonzo é fácil, uma voz inconfundivel. Lançou temas de grande sucesso mas gostaria de destacar alguns da minha preferência. O primeiro single, "So Do I" , fez-me sonhar, nos meus tempos de jovem quantas vezes dancei agarradinho,....este single foi editado em 1985 pela Discossete,  o segundo single era também fantástico "Somewhere in the Night".
"My Desire" de 1986 tem também um tema que se destaca "These Arms of Mine".
Em 1987 edita o single "Stay", e um ano depois um máxi-single com os temas "My Girl", "She Knocks Three Times", "She Is My Song" e "Over There". 1989 "Can´t Be With You".
A partir daqui e como já fizemos referência colecciona exitos, "Pedras da Calçada", "Certos Caprichos da Lua" e "Jardins Proibidos", "Jardins Proibidos", "Lugares", "Acordar", e "Dei-te Quase Tudo".
Em 1998 do álbum "Suspeito" destaque para "These Foolish Things", "Pagava P'ra Ver", "Ser Suspeito", e em 2007 no álbum "Perfil", "Leve Beijo Triste" com Lúcia Moniz.
Vale a pena ouvir e sobretudo conhecer Paulo Gonzo, apesar de ser um artista de sucesso não perdeu a sua simplicidade.
Discografia
My Desire, (1986)
Pedras da Calçada, (1992)
My Best, (1993)
Fora D'Horas, (1995)
Quase Tudo, (1997)
Suspeito, (1998)
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O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami que se crê tenha atingido a altura de 20 metros e de múltiplos incêndios, tendo feito mais de 10 mil mortos. Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.
O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755 cerca das 9:30 da manhã, feriado do "Dia de Todos-os-Santos".

Os abalos causaram fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami com ondas a atingir seis metros de altura fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.
Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia e através do Atlântico, afectando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta.
De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços. A recém-construída "Casa da Ópera", aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo.
O "Palácio Real", que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Da biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos.
O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a "Catedral de Santa Maria", e as "Basílicas de São Paulo", "Santa Catarina", "São Vicente de Fora" e a da "Misericórdia". As ruínas do "Convento do Carmo" ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de "Nuno Álvares Pereira", nesse convento, perdeu-se também. O "Hospital Real de Todos os Santos" foi consumido pelo fogo e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de "Vasco da Gama" e "Cristóvão Colombo" foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas.
A família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta "E agora?" respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos". A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.
O ministro e o rei reuniram arquitectos e engenheiros reais, e encomendaram uma cidade nova e ordenada, grandes praças e avenidas largas. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas….O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. O terramoto de Lisboa abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com grande tradição de edificação de conventos e igrejas e empenhado na evangelização das suas colónias. O facto do terramoto ocorrer em dia santo e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII, foi uma manifestação da ira divina de difícil explicação.
Na política, o terramoto foi também devastador. Depois de 1 de Novembro, a eficácia da resposta do Marquês do Pombal (cujo título lhe é atribuído em 1770) garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e consolidar o Absolutismo. Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras. Para além do agravamento das tensões políticas em Portugal, a destruição da cidade de Lisboa frustrou muitas das ambições coloniais do Império Português de então.
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O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami que se crê tenha atingido a altura de 20 metros e de múltiplos incêndios, tendo feito mais de 10 mil mortos. Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.
O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755 cerca das 9:30 da manhã, feriado do "Dia de Todos-os-Santos".

Os abalos causaram fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami com ondas a atingir seis metros de altura fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.
Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia e através do Atlântico, afectando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta.
De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços. A recém-construída "Casa da Ópera", aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo.
O "Palácio Real", que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Da biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos.
O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a "Catedral de Santa Maria", e as "Basílicas de São Paulo", "Santa Catarina", "São Vicente de Fora" e a da "Misericórdia". As ruínas do "Convento do Carmo" ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de "Nuno Álvares Pereira", nesse convento, perdeu-se também. O "Hospital Real de Todos os Santos" foi consumido pelo fogo e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de "Vasco da Gama" e "Cristóvão Colombo" foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas.
A família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta "E agora?" respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos". A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.
O ministro e o rei reuniram arquitectos e engenheiros reais, e encomendaram uma cidade nova e ordenada, grandes praças e avenidas largas. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas….O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. O terramoto de Lisboa abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com grande tradição de edificação de conventos e igrejas e empenhado na evangelização das suas colónias. O facto do terramoto ocorrer em dia santo e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII, foi uma manifestação da ira divina de difícil explicação.
Na política, o terramoto foi também devastador. Depois de 1 de Novembro, a eficácia da resposta do Marquês do Pombal (cujo título lhe é atribuído em 1770) garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e consolidar o Absolutismo. Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras. Para além do agravamento das tensões políticas em Portugal, a destruição da cidade de Lisboa frustrou muitas das ambições coloniais do Império Português de então.
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O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami que se crê tenha atingido a altura de 20 metros e de múltiplos incêndios, tendo feito mais de 10 mil mortos. Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.
O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755 cerca das 9:30 da manhã, feriado do "Dia de Todos-os-Santos".

Os abalos causaram fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami com ondas a atingir seis metros de altura fez submergir o porto e o centro da cidade. Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.
Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações. As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis. Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia e através do Atlântico, afectando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados. Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados: o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta.
De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços. A recém-construída "Casa da Ópera", aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo.
O "Palácio Real", que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Da biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos.
O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a "Catedral de Santa Maria", e as "Basílicas de São Paulo", "Santa Catarina", "São Vicente de Fora" e a da "Misericórdia". As ruínas do "Convento do Carmo" ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de "Nuno Álvares Pereira", nesse convento, perdeu-se também. O "Hospital Real de Todos os Santos" foi consumido pelo fogo e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de "Vasco da Gama" e "Cristóvão Colombo" foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas.
A família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta "E agora?" respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos". A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.
O ministro e o rei reuniram arquitectos e engenheiros reais, e encomendaram uma cidade nova e ordenada, grandes praças e avenidas largas. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas….O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. O terramoto de Lisboa abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com grande tradição de edificação de conventos e igrejas e empenhado na evangelização das suas colónias. O facto do terramoto ocorrer em dia santo e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII, foi uma manifestação da ira divina de difícil explicação.
Na política, o terramoto foi também devastador. Depois de 1 de Novembro, a eficácia da resposta do Marquês do Pombal (cujo título lhe é atribuído em 1770) garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e consolidar o Absolutismo. Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras. Para além do agravamento das tensões políticas em Portugal, a destruição da cidade de Lisboa frustrou muitas das ambições coloniais do Império Português de então.
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Perfeito. Me sinto da mesma forma. Parece que desc...
acho que deve ser respeitada... http://www.goiasc...
vc que é de maior tem face e whatsaap vem encontra...
a discografia tem um ep com o titulo errado, onde ...
Armando Gama fomos contemporâneos no Salvador Corr...
A juventude nos leva a caminhos ruins , e procuram...
A primeira fotografia é da Praça Marquês de Pombal...
Eu gosto de ti Beto adorei cd foi muito bom ele é ...
GANHA MENSALMENTE COMO PRESIDENTE DA COMISSÃO EURO...
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