O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła a 18 de Maio de 1920, faleceu a 2 de Abril de 2005, foi papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história; apenas os papas São Pedro reinou trinta e quatro anos, e Papa Pio IX reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até á sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como uma significante melhoria das relações da Igreja Católica com o judaísmo, islamismo, Ortodoxos, e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contracepção e a ordenação de mulheres, também foi elogiado. Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. 
 Sabia falar os seguintes idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua nativa. João Paulo II beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos. A 2 de abril de 2005, faleceu devido á sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato a 1 de Maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano.

Karol Józef Wojtyła nasceu em Wadowice, uma pequena localidade no sul da Polónia, a 50 quilómetros de Cracóvia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyła. O seu irmão José, formou-se em engenharia civil, transformando-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã e depois soviética na Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.

Manifestando interesse pelo teatro, música popular e literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação alemã, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha Nazista. Atleta (chegou a actuar como jogador de futebol numa equipa amadora de Wadowice) e, muito religioso, (foi fundador de uma Congregação Mariana no seu colégio), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1946 pelo então cardeal-arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.

Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno. Foi elevado a cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
Quando em 1978 morreu o Papa Paulo VI, Karol Wojtyla esteve presente no conclave que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da História. Trinta e três dias depois de votar no conclave, o então cardeal de Cracóvia, Karol Wojtyła, ficou a saber da triste morte de João Paulo I. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de Outubro de 1978. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente se colocou do lado da paz e da concórdia internacional, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das nações.
Foi o Papa mais novo desde o Papa Pio IX eleito com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; e escreveu 14 encíclicas.
Este é o escudo eclesiástico. 
A sua interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa Jesus Cristo e, sendo de jalde (ouro), simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. A letra "M" representa a Virgem Maria, que segundo a doutrina católica seria a principal intercessora do gênero humano, e esteve sempre junto à cruz de seu Filho ("Iuxta crucem lacrimosa"). Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos de suposto poder espiritual e poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro, relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu". Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder supostamente dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, representa, pela sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e a sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema "TOTVS TVVS", é uma expressão da imensa confiança do papa na Virgem Maria: "Sou todo teu, Maria".
João Paulo II foi o Papa mais popular da História. A primeira metade do seu pontificado ficou marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Em 1998 visitou Cuba, uma visita que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital". Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões do mundo, a reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em 2000 e uma "viragem" nas relações entre as duas religiões.

Motivou o diálogo inter-religioso e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém, onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
Perante cerca de 20 mil pessoas na Basílica de São Pedro, em 1983, disse (no contexto orativo católico) :

"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

A mediação pontifícia de João Paulo II permitiu que o Chile e a Argentina chegassem a um acordo no conflito sobre os seus limites territoriais que ameaçava levar os dois países à guerra.
 Visitas a Portugal
João Paulo II visitou Portugal 4 vezes: em 1982, em 1983 fez escala em Lisboa onde discursou, 1991 e 2000.

A primeira visita, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981. Nessa visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário. A 14 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Na manhã de 15 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, e à tarde viajou de helicóptero até ao Porto, onde presidiu a uma missa celebrada junto à câmara municipal, na avenida dos Aliados. Em 1983 fez uma escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima.

Na sua última visita, beatificou os videntes de Fátima, Jacinta e Francisco, teve lugar a 12 e 13 de Maio de 2000, em Fátima.
Funeral de João Paulo II na Basílica de São Pedro.

Três anos depois de ter sido eleito Papa, é vítima de um grave atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de Maio de 1981, por parte do turco Ali Agca, o atentado contra o papa terá sido decidido pelo ditador comunista Leonid Brejnev e organizado pelos serviços militares soviéticos, os serviços búlgaros teriam servido de "cobertura", enquanto que a Stasi, da RDA, teria sido encarregada da "desinformação". Agca passou 19 anos em prisões italianas, sendo depois extraditado para a Turquia, onde foi condenado a prisão perpétua pelo assalto a um banco nos anos 1970 e pelo assassínio de um jornalista em 1979, pena depois comutada para dez anos de prisão.
Internado de urgência na Policlínica Agostini Gemelli, o papa foi submetido a delicada cirugia de cinco horas e vinte minutos, com extirpação de 55 centímetros de intestino. A 20 de Junho, 17 dias depois de ter alta, é internado de novo na mesma clínica de Roma para ser tratado de uma infecção resultante da operação anterior. Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio. Nesta data, em 1917, Nossa Senhora de Fátima teria feito a sua primeira aparição aos três pastorinhos. O Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas" e salvo a sua vida nesse dia. Um ano depois, a 13 de Maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem tê-lo salvo. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.
A saúde de João Paulo II foi motivo de preocupação para os muitos milhões de católicos em todo o Mundo. O historial clínico daquele que foi apelidado de "Atleta de Deus", devido á sua extraordinária compleição física, tem ínicio nos anos 1940, quando é atropelado em Cracóvia por um camião militar alemão, sofrendo um fractura de crânio. Em 1982, sofre uma intervenção cirurgica de quatro horas, para remoção de um tumor benigno do cólon e da vesícula biliar. Em 1993 sofre uma queda durante uma audiência no Vaticano, com fractura de uma omoplata, vindo a ser operado. Em 1994 sofre nova queda, quando saía do banho nos seus aposentos privados, com fratura no fémur direito. É-lhe implantada uma prótese de titânio em substituição da cabeça do fémur. Ainda nos anos 1990, começa a manifestar sintomas de Parkinson, que se acentuam cada vez mais: tremor da mão esquerda, coluna curvada, olhar ausente. Em 1996 ingressa uma vez mais na clinica, para remoção do apêndice. Em 2002 é diagnosticada uma artrose no joelho direito, o que o obriga a deslocar-se numa cadeira de rodas especial. 
Em 2005, na sequência de um processo gripal, volta à clinica e mais tarde é submetido a uma traqueostomia, com o fim de lhe facilitar a respiração. Já com a doença de Parkinson muito avançada, surgiu à janela do seu escritório para tranquilizar os católicos, já era evidente o seu estado extremamente debilitado. No último Domingo de Páscoa, o Papa ainda abençoou os fiéis, mas pela primeira vez no seu pontificado não conseguiu pronunciar a tradicional 'Urbi et Orbi'. 
Às 21h37, hora de Roma, do dia 2 de Abril de 2005, o Mundo parou perante a notícia da morte do Santo Padre mais viajado de sempre. As exéquias fúnebres decorreram na Praça de São Pedro, pela manhã do dia 7 de Abril de 2005. A cerimónia fúnebre durou três horas, sob alta segurança, presidida pelo então, decano dos cardeais, o Cardeal Joseph Ratzinger. Assistiram 2500 convidados, entre Chefes de Estado, primeiros-ministros, e outras personalidades. O corpo de João Paulo II está sepultado nas Catacumbas Vaticanas.
No dia 13 de Maio de 2005 o seu sucessor Bento XVI fez uma exceção à regra do Código de Direito Canônico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. Abrindo mão dos cinco anos que são dados para o início do processo (que se dá a partir da morte daquele que vem a falecer em fama de santidade).
Em 2009 o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação que fica a aguardar a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polaco. No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre um milagre atribuido ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de Maio de 2011. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um fato sem precedentes: nenhum papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.

Seis anos após seu falecimento, no dia 1° de maio de 2011 às 10h37 (horário de Roma), sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. O seu processo de beatificação foi o mais rápido dos últimos 700 anos, sendo o processo de canonização mais rápido até hoje o de Santo Antonio de Lisboa que foi canonizado apenas 11 meses após sua morte. A celebração de seu dia será o 22 de outubro, aniversário da sua eleição ao pontificado. Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue por Marie Simon Pierre Normand. O milagre com que foi tocada a religiosa foi um dos fatores decisivos para a beatificação de João Paulo II. Bento XVI também declarou que o processo de beatificação foi acelerado devido à grande veneração popular. 
O papa foi alvo várias vezes de críticas de vários setores da sociedade. Entre os principais pontos da sua atuação pública que foram questionados estão:
A reafirmação de doutrinas tradicionais contra a ordenação de mulheres, a contracepção, a Teologia da Libertação, o homossexualismo e casamento homossexual, e o aborto em todos os casos;

A sua defesa de visões conservadoras sobre questões ligadas aos gêneros sexuais, sexualidade, eutanásia e o papel da mulher na sociedade.
A condenação do uso de preservativos mesmo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA, e para a evitar filhos em famílias pobres e já numerosas;

Foi acusado de acobertar o envolvimento do Vaticano em escândalos financeiros que ligavam o Banco do Vaticano a grupos de crime organizado como a Máfia e a Cosa Nostra, e de proteger o principal articulador dessas ligações, o arcebispo Paul Marcinkus, que saiu livre de acusações. 
PUBLICADO digitalblueradio às 11:16 | LINK DO POST
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Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła a 18 de Maio de 1920, faleceu a 2 de Abril de 2005, foi papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história; apenas os papas São Pedro reinou trinta e quatro anos, e Papa Pio IX reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até á sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como uma significante melhoria das relações da Igreja Católica com o judaísmo, islamismo, Ortodoxos, e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contracepção e a ordenação de mulheres, também foi elogiado. Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. 
 Sabia falar os seguintes idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua nativa. João Paulo II beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos. A 2 de abril de 2005, faleceu devido á sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato a 1 de Maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano.

Karol Józef Wojtyła nasceu em Wadowice, uma pequena localidade no sul da Polónia, a 50 quilómetros de Cracóvia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyła. O seu irmão José, formou-se em engenharia civil, transformando-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã e depois soviética na Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.

Manifestando interesse pelo teatro, música popular e literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação alemã, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha Nazista. Atleta (chegou a actuar como jogador de futebol numa equipa amadora de Wadowice) e, muito religioso, (foi fundador de uma Congregação Mariana no seu colégio), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1946 pelo então cardeal-arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.

Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno. Foi elevado a cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
Quando em 1978 morreu o Papa Paulo VI, Karol Wojtyla esteve presente no conclave que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da História. Trinta e três dias depois de votar no conclave, o então cardeal de Cracóvia, Karol Wojtyła, ficou a saber da triste morte de João Paulo I. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de Outubro de 1978. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente se colocou do lado da paz e da concórdia internacional, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das nações.
Foi o Papa mais novo desde o Papa Pio IX eleito com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; e escreveu 14 encíclicas.
Este é o escudo eclesiástico. 
A sua interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa Jesus Cristo e, sendo de jalde (ouro), simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. A letra "M" representa a Virgem Maria, que segundo a doutrina católica seria a principal intercessora do gênero humano, e esteve sempre junto à cruz de seu Filho ("Iuxta crucem lacrimosa"). Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos de suposto poder espiritual e poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro, relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu". Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder supostamente dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, representa, pela sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e a sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema "TOTVS TVVS", é uma expressão da imensa confiança do papa na Virgem Maria: "Sou todo teu, Maria".
João Paulo II foi o Papa mais popular da História. A primeira metade do seu pontificado ficou marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Em 1998 visitou Cuba, uma visita que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital". Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões do mundo, a reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em 2000 e uma "viragem" nas relações entre as duas religiões.

Motivou o diálogo inter-religioso e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém, onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
Perante cerca de 20 mil pessoas na Basílica de São Pedro, em 1983, disse (no contexto orativo católico) :

"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

A mediação pontifícia de João Paulo II permitiu que o Chile e a Argentina chegassem a um acordo no conflito sobre os seus limites territoriais que ameaçava levar os dois países à guerra.
 Visitas a Portugal
João Paulo II visitou Portugal 4 vezes: em 1982, em 1983 fez escala em Lisboa onde discursou, 1991 e 2000.

A primeira visita, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981. Nessa visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário. A 14 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Na manhã de 15 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, e à tarde viajou de helicóptero até ao Porto, onde presidiu a uma missa celebrada junto à câmara municipal, na avenida dos Aliados. Em 1983 fez uma escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima.

Na sua última visita, beatificou os videntes de Fátima, Jacinta e Francisco, teve lugar a 12 e 13 de Maio de 2000, em Fátima.
Funeral de João Paulo II na Basílica de São Pedro.

Três anos depois de ter sido eleito Papa, é vítima de um grave atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de Maio de 1981, por parte do turco Ali Agca, o atentado contra o papa terá sido decidido pelo ditador comunista Leonid Brejnev e organizado pelos serviços militares soviéticos, os serviços búlgaros teriam servido de "cobertura", enquanto que a Stasi, da RDA, teria sido encarregada da "desinformação". Agca passou 19 anos em prisões italianas, sendo depois extraditado para a Turquia, onde foi condenado a prisão perpétua pelo assalto a um banco nos anos 1970 e pelo assassínio de um jornalista em 1979, pena depois comutada para dez anos de prisão.
Internado de urgência na Policlínica Agostini Gemelli, o papa foi submetido a delicada cirugia de cinco horas e vinte minutos, com extirpação de 55 centímetros de intestino. A 20 de Junho, 17 dias depois de ter alta, é internado de novo na mesma clínica de Roma para ser tratado de uma infecção resultante da operação anterior. Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio. Nesta data, em 1917, Nossa Senhora de Fátima teria feito a sua primeira aparição aos três pastorinhos. O Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas" e salvo a sua vida nesse dia. Um ano depois, a 13 de Maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem tê-lo salvo. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.
A saúde de João Paulo II foi motivo de preocupação para os muitos milhões de católicos em todo o Mundo. O historial clínico daquele que foi apelidado de "Atleta de Deus", devido á sua extraordinária compleição física, tem ínicio nos anos 1940, quando é atropelado em Cracóvia por um camião militar alemão, sofrendo um fractura de crânio. Em 1982, sofre uma intervenção cirurgica de quatro horas, para remoção de um tumor benigno do cólon e da vesícula biliar. Em 1993 sofre uma queda durante uma audiência no Vaticano, com fractura de uma omoplata, vindo a ser operado. Em 1994 sofre nova queda, quando saía do banho nos seus aposentos privados, com fratura no fémur direito. É-lhe implantada uma prótese de titânio em substituição da cabeça do fémur. Ainda nos anos 1990, começa a manifestar sintomas de Parkinson, que se acentuam cada vez mais: tremor da mão esquerda, coluna curvada, olhar ausente. Em 1996 ingressa uma vez mais na clinica, para remoção do apêndice. Em 2002 é diagnosticada uma artrose no joelho direito, o que o obriga a deslocar-se numa cadeira de rodas especial. 
Em 2005, na sequência de um processo gripal, volta à clinica e mais tarde é submetido a uma traqueostomia, com o fim de lhe facilitar a respiração. Já com a doença de Parkinson muito avançada, surgiu à janela do seu escritório para tranquilizar os católicos, já era evidente o seu estado extremamente debilitado. No último Domingo de Páscoa, o Papa ainda abençoou os fiéis, mas pela primeira vez no seu pontificado não conseguiu pronunciar a tradicional 'Urbi et Orbi'. 
Às 21h37, hora de Roma, do dia 2 de Abril de 2005, o Mundo parou perante a notícia da morte do Santo Padre mais viajado de sempre. As exéquias fúnebres decorreram na Praça de São Pedro, pela manhã do dia 7 de Abril de 2005. A cerimónia fúnebre durou três horas, sob alta segurança, presidida pelo então, decano dos cardeais, o Cardeal Joseph Ratzinger. Assistiram 2500 convidados, entre Chefes de Estado, primeiros-ministros, e outras personalidades. O corpo de João Paulo II está sepultado nas Catacumbas Vaticanas.
No dia 13 de Maio de 2005 o seu sucessor Bento XVI fez uma exceção à regra do Código de Direito Canônico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. Abrindo mão dos cinco anos que são dados para o início do processo (que se dá a partir da morte daquele que vem a falecer em fama de santidade).
Em 2009 o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação que fica a aguardar a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polaco. No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre um milagre atribuido ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de Maio de 2011. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um fato sem precedentes: nenhum papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.

Seis anos após seu falecimento, no dia 1° de maio de 2011 às 10h37 (horário de Roma), sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. O seu processo de beatificação foi o mais rápido dos últimos 700 anos, sendo o processo de canonização mais rápido até hoje o de Santo Antonio de Lisboa que foi canonizado apenas 11 meses após sua morte. A celebração de seu dia será o 22 de outubro, aniversário da sua eleição ao pontificado. Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue por Marie Simon Pierre Normand. O milagre com que foi tocada a religiosa foi um dos fatores decisivos para a beatificação de João Paulo II. Bento XVI também declarou que o processo de beatificação foi acelerado devido à grande veneração popular. 
O papa foi alvo várias vezes de críticas de vários setores da sociedade. Entre os principais pontos da sua atuação pública que foram questionados estão:
A reafirmação de doutrinas tradicionais contra a ordenação de mulheres, a contracepção, a Teologia da Libertação, o homossexualismo e casamento homossexual, e o aborto em todos os casos;

A sua defesa de visões conservadoras sobre questões ligadas aos gêneros sexuais, sexualidade, eutanásia e o papel da mulher na sociedade.
A condenação do uso de preservativos mesmo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA, e para a evitar filhos em famílias pobres e já numerosas;

Foi acusado de acobertar o envolvimento do Vaticano em escândalos financeiros que ligavam o Banco do Vaticano a grupos de crime organizado como a Máfia e a Cosa Nostra, e de proteger o principal articulador dessas ligações, o arcebispo Paul Marcinkus, que saiu livre de acusações. 
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Papa João Paulo II, nascido Karol Józef Wojtyła a 18 de Maio de 1920, faleceu a 2 de Abril de 2005, foi papa e líder mundial da Igreja Católica Apostólica Romana e Soberano da Cidade do Vaticano de 16 de Outubro de 1978 até a sua morte. Teve o terceiro maior pontificado documentado da história; apenas os papas São Pedro reinou trinta e quatro anos, e Papa Pio IX reinou por trinta e um anos. Foi o único Papa eslavo e polaco até á sua morte, e o primeiro Papa não-italiano desde o holandês Papa Adriano VI em 1522.
João Paulo II foi aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX. Teve um papel fundamental para o fim do comunismo na Polónia e talvez em toda a Europa, bem como uma significante melhoria das relações da Igreja Católica com o judaísmo, islamismo, Ortodoxos, e a Comunhão Anglicana. Apesar de ter sido criticado pela sua oposição à contracepção e a ordenação de mulheres, também foi elogiado. Foi um dos líderes que mais viajou na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. 
 Sabia falar os seguintes idiomas: italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, a sua língua nativa. João Paulo II beatificou 1 340 pessoas e canonizou 483 santos. A 2 de abril de 2005, faleceu devido á sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de Dezembro de 2009 João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI. Foi proclamado Beato a 1 de Maio de 2011 pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano.

Karol Józef Wojtyła nasceu em Wadowice, uma pequena localidade no sul da Polónia, a 50 quilómetros de Cracóvia; filho de um tenente do exército dos Habsburgos, de quem herdou o nome, também chamado Karol Wojtyła. O seu irmão José, formou-se em engenharia civil, transformando-se na esperança de sustento da família, uma vez que o soldo do tenente Wojtyła era insuficiente. Em 1931, morreria o irmão, de escarlatina. Karol perderia o pai poucos dias antes de completar 22 anos. Nesta altura a Polónia enfrentava, juntamente com grande parte da Europa, as consequências da invasão alemã e depois soviética na Segunda Guerra Mundial. Assistiu, portanto, ao assassinato de vários dos seus amigos e colegas.

Manifestando interesse pelo teatro, música popular e literatura, a sua juventude foi marcada por intensos contactos com a então ameaçada comunidade judaica de Cracóvia, e pela experiência da ocupação alemã, durante a qual trabalhou numa fábrica de produtos químicos para evitar a sua deportação à Alemanha Nazista. Atleta (chegou a actuar como jogador de futebol numa equipa amadora de Wadowice) e, muito religioso, (foi fundador de uma Congregação Mariana no seu colégio), Karol Wojtyła foi ordenado sacerdote católico em 1946 pelo então cardeal-arcebispo de Cracóvia, Adam Stefan Sapieha.

Em 1958 foi nomeado bispo auxiliar de Cracóvia e quatro anos depois chega ao cargo máximo na sua diocese. Em 1963 é apontado por Paulo VI como arcebispo de Cracóvia. Na qualidade de bispo e arcebispo, Wojtyła participa no Concílio Vaticano II, contribuindo para a redacção de documentos que se tornariam na Declaração sobre a Liberdade Religiosa e a Constituição Pastoral da Igreja no Mundo Moderno. Foi elevado a cardeal pelo Papa Paulo VI em 1967.
Quando em 1978 morreu o Papa Paulo VI, Karol Wojtyla esteve presente no conclave que escolheria Albino Luciani para um dos pontificados mais curtos da História. Trinta e três dias depois de votar no conclave, o então cardeal de Cracóvia, Karol Wojtyła, ficou a saber da triste morte de João Paulo I. De volta a Roma, ele foi escolhido Papa em 16 de Outubro de 1978. Adoptou o nome de João Paulo II em homenagem ao seu antecessor e rapidamente se colocou do lado da paz e da concórdia internacional, com intervenções frequentes em defesa dos direitos humanos e das nações.
Foi o Papa mais novo desde o Papa Pio IX eleito com 58 anos. No entanto, tornou-se o Papa cuja acção foi mais decisiva no século XX: as suas viagens ultrapassaram em número e extensão as de todos os antecessores juntos, reunindo sempre multidões; participou em eventos ecuménicos (foi o primeiro a pregar numa igreja luterana e numa mesquita, o primeiro a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém); procedeu a numerosas beatificações e canonizações; e escreveu 14 encíclicas.
Este é o escudo eclesiástico. 
A sua interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A cruz é o instrumento da salvação de todos os homens e representa Jesus Cristo e, sendo de jalde (ouro), simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortínio. A letra "M" representa a Virgem Maria, que segundo a doutrina católica seria a principal intercessora do gênero humano, e esteve sempre junto à cruz de seu Filho ("Iuxta crucem lacrimosa"). Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves "decussadas", uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos de suposto poder espiritual e poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro, relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Jesus Cristo disse a Pedro: "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu". Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder supostamente dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, representa, pela sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e a sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema "TOTVS TVVS", é uma expressão da imensa confiança do papa na Virgem Maria: "Sou todo teu, Maria".
João Paulo II foi o Papa mais popular da História. A primeira metade do seu pontificado ficou marcada pela luta contra o comunismo na Polónia e restantes países da Europa de Leste e do mundo. Em 1998 visitou Cuba, uma visita que marcou o fim de 39 anos de relações tensas entre a Igreja Católica e o regime de Fidel Castro, condenou o embargo económico dos E.U.A. ao país. Em 2003, enviou uma carta ao presidente Fidel Castro criticando "as duras penas impostas a numerosos cidadãos cubanos e, também as condenações à pena capital". Promotor de uma aproximação às outras grandes religiões do mundo, a reconciliação com os judeus marcou a sua viagem à Terra Santa em 2000 e uma "viragem" nas relações entre as duas religiões.

Motivou o diálogo inter-religioso e a cultura da paz, sendo o primeiro Sumo Pontífice a visitar o Muro das Lamentações, em Jerusalém, onde pediu perdão pelos erros e crimes cometidos pelos filhos da Igreja no passado. Foi o primeiro a pregar numa sinagoga, a entrar numa mesquita (em Damasco, Síria), e a promover jornadas ecuménicas de reflexão pela paz em Assis (Oração Mundial pela Paz). Fez a primeira visita de um Sumo Pontífice católico à Grécia desde a separação das Igrejas Católica e Ortodoxa no cisma de 1054.
Perante cerca de 20 mil pessoas na Basílica de São Pedro, em 1983, disse (no contexto orativo católico) :

"O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois, na realidade, a vida não está limitada pelos horizontes do mundo".

A mediação pontifícia de João Paulo II permitiu que o Chile e a Argentina chegassem a um acordo no conflito sobre os seus limites territoriais que ameaçava levar os dois países à guerra.
 Visitas a Portugal
João Paulo II visitou Portugal 4 vezes: em 1982, em 1983 fez escala em Lisboa onde discursou, 1991 e 2000.

A primeira visita, de 12 a 15 de Maio de 1982, ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981. Nessa visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar de Nossa Senhora de Fátima. Ainda hoje a mesma bala se encontra na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário. A 14 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa. Na manhã de 15 de Maio visitou o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro, em Braga, e à tarde viajou de helicóptero até ao Porto, onde presidiu a uma missa celebrada junto à câmara municipal, na avenida dos Aliados. Em 1983 fez uma escala em Lisboa na viagem à América Central. De 5 a 13 de Maio de 1991 esteve nos Açores, na Madeira, Lisboa, e novamente em Fátima.

Na sua última visita, beatificou os videntes de Fátima, Jacinta e Francisco, teve lugar a 12 e 13 de Maio de 2000, em Fátima.
Funeral de João Paulo II na Basílica de São Pedro.

Três anos depois de ter sido eleito Papa, é vítima de um grave atentado na Praça de São Pedro, no dia 13 de Maio de 1981, por parte do turco Ali Agca, o atentado contra o papa terá sido decidido pelo ditador comunista Leonid Brejnev e organizado pelos serviços militares soviéticos, os serviços búlgaros teriam servido de "cobertura", enquanto que a Stasi, da RDA, teria sido encarregada da "desinformação". Agca passou 19 anos em prisões italianas, sendo depois extraditado para a Turquia, onde foi condenado a prisão perpétua pelo assalto a um banco nos anos 1970 e pelo assassínio de um jornalista em 1979, pena depois comutada para dez anos de prisão.
Internado de urgência na Policlínica Agostini Gemelli, o papa foi submetido a delicada cirugia de cinco horas e vinte minutos, com extirpação de 55 centímetros de intestino. A 20 de Junho, 17 dias depois de ter alta, é internado de novo na mesma clínica de Roma para ser tratado de uma infecção resultante da operação anterior. Coincidentemente, os tiros disparados contra o Papa foram feitos no dia 13 de maio. Nesta data, em 1917, Nossa Senhora de Fátima teria feito a sua primeira aparição aos três pastorinhos. O Pontífice sempre afirmou que a Virgem Maria teria "desviado as balas" e salvo a sua vida nesse dia. Um ano depois, a 13 de Maio de 1982 e já recuperado, João Paulo II visita pela primeira vez o Santuário de Nossa Senhora de Fátima para agradecer à Virgem tê-lo salvo. O Santo Padre ofereceu uma das balas que o atingiu ao Santuário. Essa bala foi posteriormente colocada na coroa da Virgem, onde permanece até hoje.
A saúde de João Paulo II foi motivo de preocupação para os muitos milhões de católicos em todo o Mundo. O historial clínico daquele que foi apelidado de "Atleta de Deus", devido á sua extraordinária compleição física, tem ínicio nos anos 1940, quando é atropelado em Cracóvia por um camião militar alemão, sofrendo um fractura de crânio. Em 1982, sofre uma intervenção cirurgica de quatro horas, para remoção de um tumor benigno do cólon e da vesícula biliar. Em 1993 sofre uma queda durante uma audiência no Vaticano, com fractura de uma omoplata, vindo a ser operado. Em 1994 sofre nova queda, quando saía do banho nos seus aposentos privados, com fratura no fémur direito. É-lhe implantada uma prótese de titânio em substituição da cabeça do fémur. Ainda nos anos 1990, começa a manifestar sintomas de Parkinson, que se acentuam cada vez mais: tremor da mão esquerda, coluna curvada, olhar ausente. Em 1996 ingressa uma vez mais na clinica, para remoção do apêndice. Em 2002 é diagnosticada uma artrose no joelho direito, o que o obriga a deslocar-se numa cadeira de rodas especial. 
Em 2005, na sequência de um processo gripal, volta à clinica e mais tarde é submetido a uma traqueostomia, com o fim de lhe facilitar a respiração. Já com a doença de Parkinson muito avançada, surgiu à janela do seu escritório para tranquilizar os católicos, já era evidente o seu estado extremamente debilitado. No último Domingo de Páscoa, o Papa ainda abençoou os fiéis, mas pela primeira vez no seu pontificado não conseguiu pronunciar a tradicional 'Urbi et Orbi'. 
Às 21h37, hora de Roma, do dia 2 de Abril de 2005, o Mundo parou perante a notícia da morte do Santo Padre mais viajado de sempre. As exéquias fúnebres decorreram na Praça de São Pedro, pela manhã do dia 7 de Abril de 2005. A cerimónia fúnebre durou três horas, sob alta segurança, presidida pelo então, decano dos cardeais, o Cardeal Joseph Ratzinger. Assistiram 2500 convidados, entre Chefes de Estado, primeiros-ministros, e outras personalidades. O corpo de João Paulo II está sepultado nas Catacumbas Vaticanas.
No dia 13 de Maio de 2005 o seu sucessor Bento XVI fez uma exceção à regra do Código de Direito Canônico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. Abrindo mão dos cinco anos que são dados para o início do processo (que se dá a partir da morte daquele que vem a falecer em fama de santidade).
Em 2009 o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação que fica a aguardar a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polaco. No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre um milagre atribuido ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de Maio de 2011. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um fato sem precedentes: nenhum papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.

Seis anos após seu falecimento, no dia 1° de maio de 2011 às 10h37 (horário de Roma), sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. O seu processo de beatificação foi o mais rápido dos últimos 700 anos, sendo o processo de canonização mais rápido até hoje o de Santo Antonio de Lisboa que foi canonizado apenas 11 meses após sua morte. A celebração de seu dia será o 22 de outubro, aniversário da sua eleição ao pontificado. Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue por Marie Simon Pierre Normand. O milagre com que foi tocada a religiosa foi um dos fatores decisivos para a beatificação de João Paulo II. Bento XVI também declarou que o processo de beatificação foi acelerado devido à grande veneração popular. 
O papa foi alvo várias vezes de críticas de vários setores da sociedade. Entre os principais pontos da sua atuação pública que foram questionados estão:
A reafirmação de doutrinas tradicionais contra a ordenação de mulheres, a contracepção, a Teologia da Libertação, o homossexualismo e casamento homossexual, e o aborto em todos os casos;

A sua defesa de visões conservadoras sobre questões ligadas aos gêneros sexuais, sexualidade, eutanásia e o papel da mulher na sociedade.
A condenação do uso de preservativos mesmo para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA, e para a evitar filhos em famílias pobres e já numerosas;

Foi acusado de acobertar o envolvimento do Vaticano em escândalos financeiros que ligavam o Banco do Vaticano a grupos de crime organizado como a Máfia e a Cosa Nostra, e de proteger o principal articulador dessas ligações, o arcebispo Paul Marcinkus, que saiu livre de acusações. 
PUBLICADO digitalblueradio às 11:16 | LINK DO POST
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José Rodrigues dos Santos, jornalista e escritor português, nasceu na Beira, provincia de Sofala em Moçambique, no dia 1 de Abril de 1964. Veio para Lisboa após a separação dos pais, aos nove anos, mas as dificuldades económicas da mãe levaram-no a ir para junto do pai (médico), em Penafiel. Este, porém, não se adaptando à nova vida em Portugal, partiu com ele para Macau.  Tal como a esmagadora maioria dos portugueses, alguns dos seus antepassados estiveram envolvidos na Primeira Guerra Mundial, na Flandres e na Guerra Colonial em África, sendo que o seu segundo romance, intitulado "A Filha do Capitão" é assumido como um tributo que lhes é prestado.
 Em Macau J. R. dos Santos participou na elaboração de um jornal escolar, cujo conteúdo chamou a atenção dos responsáveis da rádio local onde o jovem estudante foi entrevistado por uma jornalista que acabara de chegar a Macau: Judite de Sousa, outra bem conhecida jornalista portuguesa . Foi assim que, com apenas dezassete anos, se iniciou no jornalismo ao serviço da Rádio Macau. Dois anos mais tarde, regressou a Portugal para frequentar o curso de Comunicação Social em que se licenciou, doutorando-se alguns anos mais tarde. Candidatou-se a um estágio na BBC e foi aceite, iinvestiu parte da herança do pai, entretanto falecido, em três meses de experiência profissional em Inglaterra.
Da BBC seguiu para a RTP, onde começou a apresentar o noticiário "24 Horas". Em de 1991, as forças coligadas de 28 países liderados pelos Estados Unidos da América dão início ao bombardeio aéreo de Bagdad, no Iraque, dando início à Primeira Guerra do Golfo. José Rodrigues dos Santos protagoniza então uma maratona televisiva de cerca de 10 horas, sobre o ataque ao Iraque, acabando posteriormente por se tornar o rosto mais conhecido da televisão pública. 
De 1993 a 2001 foi colaborador permanente da CNN americana.  Paralelamente foi escrevendo ensaios e romances com assinalável êxito. Em 2005, uma das principais editoras dos Estados Unidos da América interessou-se pela publicação do romance "O Codex 632"
 
José Rodrigues dos Santos é hoje um dos jornalistas mais influentes para as novas gerações no panorama informativo nacional. No entanto, além da sua mais conhecida faceta como jornalista é também ensaísta e romancista. Até ao final de 2007 publicou quatro ensaios e cinco romances. O romance de estreia, intitula-se "A Ilha das Trevas"
  Algumas das obras publicadas
Crónicas de Guerra I - Da Crimeia a Dachau, 2001 
Crónicas de Guerra II - De Saigão a Bagdade, 2002 
A Verdade da Guerra - 2002 
A Ilha das Trevas - 2002 
A Filha do Capitão - 2004 
O Codex 632 - 2005 
A Fórmula de Deus - 2006 
O Sétimo Selo - 2007 
A Vida Num Sopro - 2008 
Fúria Divina - 2009 
O Anjo Branco - 2010 
O Ultimo Segredo - 2011
PUBLICADO digitalblueradio às 14:11 | LINK DO POST
Divirta-se com Mickey e os seus amigos numa fantástica
aventura, inspirada no conto Alice no País das Maravilhas.
PUBLICADO digitalblueradio às 13:40 | LINK DO POST
Divirta-se com Mickey e os seus amigos numa fantástica
aventura, inspirada no conto Alice no País das Maravilhas.
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António Mário Lopes Pereira Viegas, actor e encenador faleceu em Lisboa no dia 1 de Abril de 1996. Nasceu em Santarém, a 10 de Novembro de 1948.
Mário Viegas foi considerado um dos melhores actores da sua geração, foi aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se iniciou no teatro universitário. Frequentou o Conservatório Nacional de Teatro, em Lisboa. Estreou-se como actor profissional no Teatro Experimental de Cascais, trabalhando com Carlos Avilez. Passou pelo Teatro Universitário do Porto em 1969. Fundador de três companhias teatrais (a última das quais foi a Companhia Teatral do Chiado). Actor também de cinema, participou em mais de quinze películas, entre elas “O Rei das Berlengas” de Artur Semedo (1978), “Repórter X” de José Nascimento (1987), “A Divina Comédia” de Manoel de Oliveira (1991), “Rosa Negra” de Margarida Gil (1992), “Sostiene Pereira” de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni, e os filmes de José Fonseca e Costa “Kilas, o Mau da Fita” (1981), “Sem Sombra de Pecado” (1983), “A Mulher do Próximo” (1988) e “Os Cornos de Cronos” (1991).
Mário Viegas fez igualmente televisão, popularizando-se particularmente com duas séries de programas sobre poesia - “Palavras Ditas” (1984) e “Palavras Vivas” (1991). Trabalhou ainda na rádio, principalmente como divulgador de poesia e de teatro e foi colaborador regular do jornal “Diário Económico”, para onde escreveu artigos sobre teatro e humor. Tornou-se muito popular pelos seus recitais de poesia, gravando vários discos com poemas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade e ainda de autores estrangeiros (Brecht, Pablo Neruda, etc.). Em 1994 recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Preocupado com a política, candidatou-se em 1995 à Presidência da República Portuguesa apoiado pela “União Democrática Popular”. Escreveu “Auto-Photo Biografia” em 1995.
PUBLICADO digitalblueradio às 11:52 | LINK DO POST
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Perfeito. Me sinto da mesma forma. Parece que desc...
acho que deve ser respeitada... http://www.goiasc...
vc que é de maior tem face e whatsaap vem encontra...
a discografia tem um ep com o titulo errado, onde ...
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