O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS
Mário Jardel Almeida Ribeiro, conhecido como Jardel nasceu em Fortaleza, Brasil a 18 de Setembro de 1973. Filho de César Ribeiro e Maria de Fátima Almeida. Jardel teve uma passagem marcante pelo futebol português, jogou no Futebol Clube Do Porto, Sporting e Beira-Mar. 
Jogador formado nas escolinhas do Ferroviário, actuou pela equipa principal deste clube em 1990. No ano seguinte, o Vasco da Gama interessou-se por ele e compra o seu passe em 1993. O bicampeonato brasileiro de juniores e a conquista do Mundial Sub-21, na Austrália, pela seleção brasileira renderam-lhe o primeiro contrato profissional.  
Em 1993 marca onze golos na Taça Belo Horizonte de Juniores e nove na Copa São Paulo de Juniores pelo Vasco da Gama, foi campeão carioca. Em 1994, Jardel foi lançado como titular no clube após o falecimento de Denner num acidente de carro. Jardel fez o golo do empate contra o Flamengo que classificou o clube para a final, marcou 17 golos, marcando dois golos na final contra o Fluminense. No ano seguinte foi emprestado ao Grêmio e nele, ao lado de Paulo Nunes, formou a "dupla infernal".
Jardel caiu nas boas graças do técnico Felipão (Luiz Felipe Scolari) que montou um esquema tático especial para ele. Com o Grêmio conquistou o título mais importante da sua carreira, a Libertadores em 1995, terminou a competição com doze golos. No ano seguinte sagrou-se campeão gaúcho e da Recopa sul-americana ao vencer o Independiente por 4-1 marcando o terceiro golo. Em 1996 foi vendido ao Futebol Clube do Porto.
Foi pelo Porto que Jardel conheceu os maiores êxitos desportivos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97. Tricampeão português em 1996/97, 1997/98, 1998/99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997/98 e 1999/2000. Os adeptos do Porto imortalizaram-no com a alcunha de "Super Mário". 
Foi quatro vezes melhor marcador do Campeonato Nacional fazendo trinta golos em 31 partidas na temporada 1996/97, na época 1997/98 marcou 26 golos em 30 partidas, na época seguinte 1998/99 marcou  36 em 32 partidas e 38 golos na temporada 1999/00 em 32 partidas. Em torneios internacionais marcou quinze golos em 24 jogos nos quatro anos. 
Foi campeão da bota de prata em 1997, da bota de ouro em 1999, além do prêmio de melhor goleador da Europa dado pela revista inglesa World Soccer. Ganhou a bota de bronze em 2000.
Transferiu-se para a Turquia na temporada 2000/2001, marcando cinco golos logo na estreia e marcou 24 golos em 22 partidas pelo Galatasaray, foi vice-campeão Nacional e campeão da Supertaça Européia, mas por lesões, problemas pessoais e de adaptação não ficou muito tempo no clube.
Foi convocado onze vezes para a seleção brasileira jogando sete e marcando um golo contra a Tailândia. Em 2001 entra no Sporting Clube de Portugal.
Jogou no Sporting de 2001 a 2003, onde foi Campeão Português, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça em 2001. Marcou 42 golos em 30 jogos na temporada 2001/2002 sendo novamente bota de ouro. A sua passagem pelo Sporting, foi determinante para o clube vencer a "tríplice coroa"(Campeonato, Taça e Supertaça).
Depois de uma época cheia de sucesso no Sporting , especulou-se muito acerca da sua transferência para um grande clube europeu. No entanto, essa tranferência não se veio a realizar. Entretanto, o jogador passou a ser desleixado, ganhando peso e perdendo a forma, acabando por, ao fim de oito temporadas, passar o título de melhor marcador para Fary, jogador do Beira-mar. Em 2003 transferiu-se para o Bolton, onde jogou sete partidas, foi emprestado ao Ancona, onde jogou apenas quatro jogos. Em 2004 foi emprestado ao Palmeiras, não jogou nenhum jogo e foi transferido para o  Newell's Old Boys onde jogou três partidas e foi campeão do Torneio Argentino de Abertura.
Em 2005 foi para o Deportivo Alavés, lider da série B Espanhola, mas não chegou a jogar pois ainda possuía contrato com o Newell abandonando o clube espanhol. Em 2005 Jardel foi contratado pelo Goiás do Brasil, mas no ano seguinte regressa a portugal, é apresentado como reforço do Beira-Mar para a temporada 2006-2007 da Primeira Liga Portuguesa, no entanto com seguidas contusões, acabou dispensado do clube. Transferiu-se em 2007 para o clube Famagusta. O clube cipriota que contratou Jardel terminou a temporada de 2006/2007 no terceiro lugar do campeonato. No clube, ele marcou três golos, o clube Famagusta sagrou-se vencedor da Taça do Chipre em futebol, Jardel juntou mais um título à sua carreira. Ainda em 2007, Jardel assinou pelos United Jets, porém abandonou o clube em 2008.
Em 2008, Jardel revelou que usava cocaína. 

Em 2008 o jogador assina com o Criciúma, clube brasileiro que revelou o seu ex-treinador Felipão e competiu na segunda divisão do campeonato brasileiro, estreando-se com a camisola do Tigre. Em 2009 Jardel é anunciado como novo reforço do Ferroviário, e estreou-se no campeonato cearense, marcando um grande golo na sua estreia. Ainda em 2009 Jardel muda para o América Footbal Club da Terceira Divisão do Ceará, em 2010 joga ainda pelo Flamengo, assinando mais tarde contrato por um ano com o Cherno More, da Bulgária. No final do ano Mário Jardel acerta a contratação com o Rio Negro de Manaus para a temporada 2011.

The Best of Jardel
Tema de Rui Veloso com referência a Jardel 
Rui Veloso - Nao me mintas
PUBLICADO digitalblueradio às 11:57 | LINK DO POST
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Mário Jardel Almeida Ribeiro, conhecido como Jardel nasceu em Fortaleza, Brasil a 18 de Setembro de 1973. Filho de César Ribeiro e Maria de Fátima Almeida. Jardel teve uma passagem marcante pelo futebol português, jogou no Futebol Clube Do Porto, Sporting e Beira-Mar. 
Jogador formado nas escolinhas do Ferroviário, actuou pela equipa principal deste clube em 1990. No ano seguinte, o Vasco da Gama interessou-se por ele e compra o seu passe em 1993. O bicampeonato brasileiro de juniores e a conquista do Mundial Sub-21, na Austrália, pela seleção brasileira renderam-lhe o primeiro contrato profissional.  
Em 1993 marca onze golos na Taça Belo Horizonte de Juniores e nove na Copa São Paulo de Juniores pelo Vasco da Gama, foi campeão carioca. Em 1994, Jardel foi lançado como titular no clube após o falecimento de Denner num acidente de carro. Jardel fez o golo do empate contra o Flamengo que classificou o clube para a final, marcou 17 golos, marcando dois golos na final contra o Fluminense. No ano seguinte foi emprestado ao Grêmio e nele, ao lado de Paulo Nunes, formou a "dupla infernal".
Jardel caiu nas boas graças do técnico Felipão (Luiz Felipe Scolari) que montou um esquema tático especial para ele. Com o Grêmio conquistou o título mais importante da sua carreira, a Libertadores em 1995, terminou a competição com doze golos. No ano seguinte sagrou-se campeão gaúcho e da Recopa sul-americana ao vencer o Independiente por 4-1 marcando o terceiro golo. Em 1996 foi vendido ao Futebol Clube do Porto.
Foi pelo Porto que Jardel conheceu os maiores êxitos desportivos da sua carreira. Foi vencedor da Supertaça Cândido de Oliveira na temporada 1996/97. Tricampeão português em 1996/97, 1997/98, 1998/99 e vencedor da Taça de Portugal em 1997/98 e 1999/2000. Os adeptos do Porto imortalizaram-no com a alcunha de "Super Mário". 
Foi quatro vezes melhor marcador do Campeonato Nacional fazendo trinta golos em 31 partidas na temporada 1996/97, na época 1997/98 marcou 26 golos em 30 partidas, na época seguinte 1998/99 marcou  36 em 32 partidas e 38 golos na temporada 1999/00 em 32 partidas. Em torneios internacionais marcou quinze golos em 24 jogos nos quatro anos. 
Foi campeão da bota de prata em 1997, da bota de ouro em 1999, além do prêmio de melhor goleador da Europa dado pela revista inglesa World Soccer. Ganhou a bota de bronze em 2000.
Transferiu-se para a Turquia na temporada 2000/2001, marcando cinco golos logo na estreia e marcou 24 golos em 22 partidas pelo Galatasaray, foi vice-campeão Nacional e campeão da Supertaça Européia, mas por lesões, problemas pessoais e de adaptação não ficou muito tempo no clube.
Foi convocado onze vezes para a seleção brasileira jogando sete e marcando um golo contra a Tailândia. Em 2001 entra no Sporting Clube de Portugal.
Jogou no Sporting de 2001 a 2003, onde foi Campeão Português, vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça em 2001. Marcou 42 golos em 30 jogos na temporada 2001/2002 sendo novamente bota de ouro. A sua passagem pelo Sporting, foi determinante para o clube vencer a "tríplice coroa"(Campeonato, Taça e Supertaça).
Depois de uma época cheia de sucesso no Sporting , especulou-se muito acerca da sua transferência para um grande clube europeu. No entanto, essa tranferência não se veio a realizar. Entretanto, o jogador passou a ser desleixado, ganhando peso e perdendo a forma, acabando por, ao fim de oito temporadas, passar o título de melhor marcador para Fary, jogador do Beira-mar. Em 2003 transferiu-se para o Bolton, onde jogou sete partidas, foi emprestado ao Ancona, onde jogou apenas quatro jogos. Em 2004 foi emprestado ao Palmeiras, não jogou nenhum jogo e foi transferido para o  Newell's Old Boys onde jogou três partidas e foi campeão do Torneio Argentino de Abertura.
Em 2005 foi para o Deportivo Alavés, lider da série B Espanhola, mas não chegou a jogar pois ainda possuía contrato com o Newell abandonando o clube espanhol. Em 2005 Jardel foi contratado pelo Goiás do Brasil, mas no ano seguinte regressa a portugal, é apresentado como reforço do Beira-Mar para a temporada 2006-2007 da Primeira Liga Portuguesa, no entanto com seguidas contusões, acabou dispensado do clube. Transferiu-se em 2007 para o clube Famagusta. O clube cipriota que contratou Jardel terminou a temporada de 2006/2007 no terceiro lugar do campeonato. No clube, ele marcou três golos, o clube Famagusta sagrou-se vencedor da Taça do Chipre em futebol, Jardel juntou mais um título à sua carreira. Ainda em 2007, Jardel assinou pelos United Jets, porém abandonou o clube em 2008.
Em 2008, Jardel revelou que usava cocaína. 

Em 2008 o jogador assina com o Criciúma, clube brasileiro que revelou o seu ex-treinador Felipão e competiu na segunda divisão do campeonato brasileiro, estreando-se com a camisola do Tigre. Em 2009 Jardel é anunciado como novo reforço do Ferroviário, e estreou-se no campeonato cearense, marcando um grande golo na sua estreia. Ainda em 2009 Jardel muda para o América Footbal Club da Terceira Divisão do Ceará, em 2010 joga ainda pelo Flamengo, assinando mais tarde contrato por um ano com o Cherno More, da Bulgária. No final do ano Mário Jardel acerta a contratação com o Rio Negro de Manaus para a temporada 2011.

The Best of Jardel
Tema de Rui Veloso com referência a Jardel 
Rui Veloso - Nao me mintas
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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa a 28 de Março de 1810 e morreu na Quinta de Vale de Lobos, Azóia de Baixo, Santarém a 13 de Setembro de 1877, foi escritor, historiador, jornalista e poeta português da era do romantismo.
Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, numa modesta família de origem popular; a mãe, Maria do Carmo Carvalho de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público). Na sua infância e adolescência não pode ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo de França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa. Herculano ficou impedido de prosseguir os estudos universitários (o pai ficou cego em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família). Estudou inglês, francês, italiano, alemão, Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou também matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. 
Descontente com o governo de Miguel I de Portugal, exilou-se em França, onde escreveu os seus melhores poemas. Voltou a Portugal, em 1832, continuou a fazer poesia, como "A Voz do Profeta" em 1836 e "A Harpa do Crente" em 1838. Associou-se ao jornal Panorama por volta de 1840; publicou obras de ficção, como "Eurico, o Presbítero" de 1844, e ganhou fama como historiador; publicou a "História de Portugal", em quatro volumes, e "História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal". Com apenas 21 anos, participa em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de Agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo ditatorial de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando a Inglaterra e, posteriormente, a França juntando-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). 
 Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7.500 "Bravos do Mindelo", assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 1832, na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a Norte do Porto - hoje "praia da Memória"), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto (Desembarque do Mindelo e Cerco do Porto). Como soldado, participou em acções de elevado risco e mérito militar. Passado à disponibilidade pelo próprio D. Pedro IV, foi por este nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto. Aí permaneceu até ter sido convidado a dirigir a "Revista Panorama", de Lisboa, foi redactor principal de 1837 a 1839. Em 1842 retomou o papel de redactor principal e publicou o "Eurico o Presbítero", obra maior do Romance Histórico em Portugal no século XIX.
Mas a obra que vai transformar Alexandre Herculano no maior português do século XIX é a sua "História de Portugal", cujo primeiro volume é publicado em 1846. Obra que introduz a historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero. Atacado pelo clero por não ter admitido como verdade histórica o célebre "Milagre de Ourique", segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha, Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero. O prestígio que a "História de Portugal" lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos "Portugaliae Monumenta Historica" (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854.

Herculano foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V, mas recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações. Desempenha ainda o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 de 1855), cargo que abandona rapidamente. Em 1867, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale de Lobos (Azóia, Santarém) para se dedicar à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia dupla de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877. Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.
PUBLICADO digitalblueradio às 11:54 | LINK DO POST
Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa a 28 de Março de 1810 e morreu na Quinta de Vale de Lobos, Azóia de Baixo, Santarém a 13 de Setembro de 1877, foi escritor, historiador, jornalista e poeta português da era do romantismo.
Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, numa modesta família de origem popular; a mãe, Maria do Carmo Carvalho de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público). Na sua infância e adolescência não pode ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo de França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa. Herculano ficou impedido de prosseguir os estudos universitários (o pai ficou cego em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família). Estudou inglês, francês, italiano, alemão, Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou também matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. 
Descontente com o governo de Miguel I de Portugal, exilou-se em França, onde escreveu os seus melhores poemas. Voltou a Portugal, em 1832, continuou a fazer poesia, como "A Voz do Profeta" em 1836 e "A Harpa do Crente" em 1838. Associou-se ao jornal Panorama por volta de 1840; publicou obras de ficção, como "Eurico, o Presbítero" de 1844, e ganhou fama como historiador; publicou a "História de Portugal", em quatro volumes, e "História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal". Com apenas 21 anos, participa em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de Agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo ditatorial de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando a Inglaterra e, posteriormente, a França juntando-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). 
 Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7.500 "Bravos do Mindelo", assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 1832, na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a Norte do Porto - hoje "praia da Memória"), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto (Desembarque do Mindelo e Cerco do Porto). Como soldado, participou em acções de elevado risco e mérito militar. Passado à disponibilidade pelo próprio D. Pedro IV, foi por este nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto. Aí permaneceu até ter sido convidado a dirigir a "Revista Panorama", de Lisboa, foi redactor principal de 1837 a 1839. Em 1842 retomou o papel de redactor principal e publicou o "Eurico o Presbítero", obra maior do Romance Histórico em Portugal no século XIX.
Mas a obra que vai transformar Alexandre Herculano no maior português do século XIX é a sua "História de Portugal", cujo primeiro volume é publicado em 1846. Obra que introduz a historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero. Atacado pelo clero por não ter admitido como verdade histórica o célebre "Milagre de Ourique", segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha, Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero. O prestígio que a "História de Portugal" lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos "Portugaliae Monumenta Historica" (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854.

Herculano foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V, mas recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações. Desempenha ainda o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 de 1855), cargo que abandona rapidamente. Em 1867, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale de Lobos (Azóia, Santarém) para se dedicar à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia dupla de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877. Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.
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Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo nasceu em Lisboa a 28 de Março de 1810 e morreu na Quinta de Vale de Lobos, Azóia de Baixo, Santarém a 13 de Setembro de 1877, foi escritor, historiador, jornalista e poeta português da era do romantismo.
Alexandre Herculano nasceu no Pátio do Gil, à Rua de São Bento, numa modesta família de origem popular; a mãe, Maria do Carmo Carvalho de São Boaventura, filha e neta de pedreiros da Casa Real; o pai, Teodoro Cândido de Araújo, era funcionário da Junta dos Juros (Junta do Crédito Público). Na sua infância e adolescência não pode ter deixado de ser profundamente marcado pelos dramáticos acontecimentos da sua época: as invasões francesas, o domínio inglês e o influxo das ideias liberais, vindas sobretudo de França, que conduziriam à Revolução de 1820. Até aos 15 anos frequentou o Colégio dos Padres Oratorianos de S. Filipe de Néry, então instalados no Convento das Necessidades em Lisboa. Herculano ficou impedido de prosseguir os estudos universitários (o pai ficou cego em 1827, ficando impossibilitado de prover ao sustento da família). Estudou inglês, francês, italiano, alemão, Latim, Lógica e Retórica no Palácio das Necessidades e, mais tarde, na Academia da Marinha Real, estudou também matemática com a intenção de seguir uma carreira comercial. 
Descontente com o governo de Miguel I de Portugal, exilou-se em França, onde escreveu os seus melhores poemas. Voltou a Portugal, em 1832, continuou a fazer poesia, como "A Voz do Profeta" em 1836 e "A Harpa do Crente" em 1838. Associou-se ao jornal Panorama por volta de 1840; publicou obras de ficção, como "Eurico, o Presbítero" de 1844, e ganhou fama como historiador; publicou a "História de Portugal", em quatro volumes, e "História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal". Com apenas 21 anos, participa em circunstâncias nunca inteiramente esclarecidas, na revolta de 21 de Agosto de 1831 do Regimento n.° 4 de Infantaria de Lisboa contra o governo ditatorial de D. Miguel I, o que o obrigará, após o fracasso daquela revolta militar, a refugiar-se num navio francês fundeado no Tejo, nele passando a Inglaterra e, posteriormente, a França juntando-se ao exército Liberal de D. Pedro IV, na Ilha Terceira (Açores). 
 Alistado como soldado no Regimento dos Voluntários da Rainha, como Garrett, é um dos 7.500 "Bravos do Mindelo", assim designados por terem integrado a expedição militar comandada por D. Pedro IV que desembarcou, em 1832, na praia do Mindelo (na verdade, um pouco mais a sul, na praia de Arnosa de Pampelido, um pouco a Norte do Porto - hoje "praia da Memória"), a fim de cercar e tomar a cidade do Porto (Desembarque do Mindelo e Cerco do Porto). Como soldado, participou em acções de elevado risco e mérito militar. Passado à disponibilidade pelo próprio D. Pedro IV, foi por este nomeado segundo bibliotecário da Biblioteca do Porto. Aí permaneceu até ter sido convidado a dirigir a "Revista Panorama", de Lisboa, foi redactor principal de 1837 a 1839. Em 1842 retomou o papel de redactor principal e publicou o "Eurico o Presbítero", obra maior do Romance Histórico em Portugal no século XIX.
Mas a obra que vai transformar Alexandre Herculano no maior português do século XIX é a sua "História de Portugal", cujo primeiro volume é publicado em 1846. Obra que introduz a historiografia científica em Portugal, não podia deixar de levantar enorme polémica, sobretudo com os sectores mais conservadores, encabeçados pelo clero. Atacado pelo clero por não ter admitido como verdade histórica o célebre "Milagre de Ourique", segundo o qual Cristo aparecera ao rei Afonso Henriques naquela batalha, Herculano acaba por vir a terreiro em defesa da verdade científica da sua obra, desferindo implacáveis golpes sobre o clero. O prestígio que a "História de Portugal" lhe granjeara leva a Academia das Ciências de Lisboa a nomeá-lo seu sócio efectivo (1852) e a encarregá-lo do projecto de recolha dos "Portugaliae Monumenta Historica" (recolha de documentos valiosos dispersos pelos cartórios conventuais do país), projecto que empreende em 1853 e 1854.

Herculano foi deputado às Cortes e preceptor do futuro Rei D. Pedro V, mas recusou fazer parte do primeiro Governo da Regeneração, chefiado pelo Duque de Saldanha. Recusou honrarias e condecorações. Desempenha ainda o cargo de Presidente da Câmara de Belém (1854 de 1855), cargo que abandona rapidamente. Em 1867, após o seu casamento com D. Mariana Meira, retira-se definitivamente para a sua quinta de Vale de Lobos (Azóia, Santarém) para se dedicar à agricultura e a uma vida de recolhimento espiritual. Aquando da segunda viagem do Imperador do Brasil a Portugal, em 1867, Herculano entendeu retribuir, em Lisboa, a visita que o monarca lhe fizera em Vale de Lobos, mas devido à sua débil saúde contraiu uma pneumonia dupla de que viria a falecer, em Vale de Lobos, em 13 de Setembro de 1877. Encontra-se sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.
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Earthlings - Terráqueos - legendado - português
O filme mostra como funcionam as fazendas industriais e relata a dependência da humanidade sobre os animais para obter alimentação, vestuário e diversão, além do seu uso em experiências científicas. O filme faz estudo detalhado das lojas de animais, dos abrigos para animais, assim como da criação de gado, porcos, frangos, aves, do comércio de peles, das indústrias de diversão e desporto, e finalmente, do uso médico e científico.

Terráqueos usa câmeras escondidas para detalhar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, todas visando o lucro com os animais.

O documentário levou cinco anos a ser produzido e, o que começou como uma série de uma campanha de consciencialização pública sobre castração de animais de estimação, tornou-se num longa-metragem.

Shaun Monson começou a filmagem para campanha, mas assim que as filmagens terminaram, Monson passou a interessar-se mais por esta temática. Nesse meio tempo, ele acumulou uma pequena biblioteca, colhida em várias organizações, e começou a escrever um roteiro.

TERRÁQUEOS (Earthlings) é um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra o nosso completo desrespeito para os animais. 

Este filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui uma trilha sonora composta por Moby. 

TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar. 

TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos. Há vários filmes importantes sobre os direitos dos animais, mas este supera os demais. TERRÁQUEOS tem que ser assistido. Altamente recomendado!
PUBLICADO digitalblueradio às 23:46 | LINK DO POST
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Earthlings - Terráqueos - legendado - português
O filme mostra como funcionam as fazendas industriais e relata a dependência da humanidade sobre os animais para obter alimentação, vestuário e diversão, além do seu uso em experiências científicas. O filme faz estudo detalhado das lojas de animais, dos abrigos para animais, assim como da criação de gado, porcos, frangos, aves, do comércio de peles, das indústrias de diversão e desporto, e finalmente, do uso médico e científico.

Terráqueos usa câmeras escondidas para detalhar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, todas visando o lucro com os animais.

O documentário levou cinco anos a ser produzido e, o que começou como uma série de uma campanha de consciencialização pública sobre castração de animais de estimação, tornou-se num longa-metragem.

Shaun Monson começou a filmagem para campanha, mas assim que as filmagens terminaram, Monson passou a interessar-se mais por esta temática. Nesse meio tempo, ele acumulou uma pequena biblioteca, colhida em várias organizações, e começou a escrever um roteiro.

TERRÁQUEOS (Earthlings) é um filme-documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em relação aos animais (para estimação, alimentação, vestuário, diversão e desenvolvimento científico), mas também ilustra o nosso completo desrespeito para os animais. 

Este filme é narrado por Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e possui uma trilha sonora composta por Moby. 

TERRÁQUEOS usa câmeras escondidas e filmagens inéditas para narrar as práticas diárias de algumas das maiores indústrias do mundo, as quais dependem de animais para lucrar. 

TERRÁQUEOS é de longe o mais completo documentário jamais produzido sobre a conexão entre natureza, animais, e interesses econômicos. Há vários filmes importantes sobre os direitos dos animais, mas este supera os demais. TERRÁQUEOS tem que ser assistido. Altamente recomendado!
PUBLICADO digitalblueradio às 23:46 | LINK DO POST
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Perfeito. Me sinto da mesma forma. Parece que desc...
acho que deve ser respeitada... http://www.goiasc...
vc que é de maior tem face e whatsaap vem encontra...
a discografia tem um ep com o titulo errado, onde ...
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